sexta-feira, 4 de outubro de 2013

MISSA EM ASSIS: PAPA PEDE QUE SEJAMOS INSTRUMENTOS DA PAZ E RESPEITEMOS A CRIAÇÃO


Assis (RV) – Às 11h, (6h de Brasília), o Papa Francisco começou a celebração da missa na Praça de São Francisco. Antes, o Papa desceu à cripta da Basílica e acompanhado por frades das quatro ordens franciscanas, levou três rosas brancas ao túmulo de São Francisco, diante do qual se ajoelhou e rezou por alguns minutos. 

No percurso entre a Basílica de Santa Maria Maior (onde esteve em visita pessoal) e São Francisco, o papamóvel parou diversas vezes para Francisco beijar crianças e bebês levados por seus pais. Quem esperava ser saudado de perto não ficou decepcionado. O Papa dispensou carinhos e sorrisos à multidão. 

Diante da Basílica, completamente restaurada depois das feridas do terremoto de 1997, sob os toques dos sinos em festa, o povo acolheu Francisco com alegria, retribuída pelo Papa. Muitas bandeiras coloriam a Praça.

Jorge Bergoglio foi recebido por vários membros da comunidade e também pelo Primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, com quem conversou amigavelmente, trocando sorrisos. No início da missa, o arcebispo de Assis, Nocera Umbra e Gualdo Tadino, Dom Domenico Sorrentino, fez um discurso cumprimentando o Pontífice e agradecendo a visita.

Papa Francisco começou sua homilia com a saudação franciscana “Paz e Bem!” e com poucas palavras, resumiu aos fiéis a escolha de São Francisco: imitar Cristo e fazer-se pobre para nos enriquecer por meio da sua pobreza. Em seguida, dissertou sobre o testemunho deixado por São Francisco, não com as palavras, mas com a vida.

Em primeiro lugar, o Papa frisou que o caminho de Francisco para Cristo começou do olhar de Jesus na cruz. “O santo se deixou olhar por Ele no momento em que deu a vida por nós e nos atraiu para Ele. Naquele instante, Jesus não tinha os olhos fechados, mas bem abertos: um olhar que lhe falou ao coração”.

Quem se deixa olhar por Jesus crucificado fica recriado, torna-se uma nova criatura. E daqui tudo começa: é a experiência da Graça que transforma, de sermos amados sem mérito algum, até sendo pecadores”. 

O segundo testemunho deixado por São Francisco é que “quem segue Cristo, recebe a verdadeira paz, a paz que só Ele, e não o mundo, nos pode dar. 

A paz franciscana não é um sentimento piegas, não é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmos... Também isto não é franciscano, mas uma ideia que alguns se formaram. A paz de São Francisco é a de Cristo, é a de quem assume o seu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. E este jugo não se pode levar com arrogância, presunção, orgulho, mas apenas com mansidão e humildade de coração, ressalvou o Pontífice, pedindo a São Francisco, que nos ensine a ser «instrumentos da paz»”. 

Outro ponto ressaltado pelo Papa foi o testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e que o homem é chamado a guardar e proteger, além do respeito e amor por todo o ser humano, por toda a criação e a sua harmonia. 

Deus criou o mundo para que seja lugar de crescimento na harmonia e na paz. Daqui, desta Cidade da Paz, repito com a força e a mansidão do amor: respeitemos a Criação, não sejamos instrumentos de destruição! Respeitemos todo o ser humano: cessem os conflitos armados que ensanguentam a terra, calem-se as armas e que, por toda a parte, o ódio dê lugar ao amor, a ofensa ao perdão e a discórdia à união. Ouçamos o grito dos que choram, sofrem e morrem por causa da violência, do terrorismo ou da guerra na Terra Santa, tão amada por São Francisco, na Síria, em todo o Médio Oriente, no mundo”.

Antes de concluir, o Papa recordou que a Itália celebra São Francisco como seu Padroeiro e pediu orações pela Nação Italiana, para que cada um trabalhe sempre pelo bem comum, olhando mais para o que une do que para o que divide.

No final da missa, houve a cerimônia tradicional da oferta do azeite para a lâmpada votiva, que este ano compete precisamente à Região da Úmbria. 


"O ESPÍRITO DO MUNDO É A LEPRA E O CÂNCER DA SOCIEDADE", DIZ O PAPA NO ENCONTRO COM OS POBRES EM ASSIS


Assis (RV) – A visita do Papa Francisco a Assis começou cedo, antes do horário previsto, com um encontro comovente com os doentes e as crianças com deficiência na igreja do Instituto Seráfico.

O Pontífice saudou todos os presentes, um a um, com palavras e gestos de carinho e afeto. A seguir, improvisou um discurso sobre as chagas de Jesus – chagas que precisam ser ouvidas e reconhecidas.

“Aqui, Jesus está escondido nesses jovens, nessas crianças, nessas pessoas. No altar, adoramos a Carne de Jesus. Neles, encontramos as chagas de Cristo – que precisam ser ouvidas talvez não tanto nos jornais, como notícias... Esta é uma escuta que dura um, dois, três dias. Devem ser ouvidas por aqueles que se dizem cristãos. O cristão adora e busca Jesus, e sabe reconhecer as suas chagas. A Carne de Jesus são as suas chagas nessas pessoas.”

O Instituto foi fundado em 1871 pelo frade franciscano Beato Ludovico de Casória. Hoje, é um ponto de referência nacional a para reabilitação de pessoas com graves deficiências físicas e mentais.

Da igreja do Instituto Seráfico, Francisco rezou no Santuário de S. Damião, onde foi acolhido pelo Ministro-geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores, Fr. Michael Perry, e pela comunidade do Convento.

A sede episcopal foi a etapa sucessiva, onde se realizou uma visita histórica – a primeira de um Pontífice em 800 anos. No Bispado, se encontra a Sala da Espoliação, onde São Francisco renunciou aos bens paternos para consagrar-se a Deus. Nesta Sala, o Papa se encontrou com um grupo de pessoas assistidas pelas oito Caritas diocesanas.

E foi sobre este termo, espoliação, que Francisco deixou de lado seu discurso escrito, para falar aos pobres, entre os quais muitos estrangeiros.

“Esta é uma boa ocasião para fazer um convite à Igreja para se espoliar”, disse o Papa, recordando que todos somos Igreja, não só os sacerdotes e as freiras, e todos devemos ir pela estrada de Jesus, pela estrada de espoliação que ele mesmo percorreu. “Se quisermos ser cristãos, não há outro caminho. Sem a cruz, sem Jesus, sem espoliação, saremos cristãos de ‘confeitaria’”, ou seja, belos, mas não verdadeiros.

Francisco advertiu que a Igreja deve se espoliar hoje de um grave perigo, representado pelo mundano. “O cristão não pode conviver com o espírito do mundo, que nos leva à vaidade, à prepotência, ao orgulho. Isso é um ídolo, não é Deus. A idolatria é o pecado mais grave. É muito triste encontrar um cristão mundano, certo da segurança que o mundo lhe dá.” Deus é único, recordou o Pontífice, e o espírito do mundo não tem lugar na vida cristã.

“Muitos de vocês foram espoliados deste mundo selvagem, que não dá emprego, que não ajuda, ao qual não importa se existem crianças que morrem de fome no mundo, não importa se muitas famílias não têm o que comer, não têm a dignidade de levar o pão para casa, se tantas pessoas têm que fugir da escravidão, da fome e fugir em busca de liberdade. E quanta dor quando vemos que encontram a morte, como aconteceu ontem em Lampedusa. Hoje, é um dia de lágrimas. É o espírito do mundo que faz essas coisas”, explicou o Papa, que usou palavras fortes para quem se deixar levar por este espírito:

“É realmente ridículo que um cristão verdadeiro, que um padre, um freira, um bispo, um cardeal, um papa, queiram percorrer esta estrada do mundano, que é uma atitude homicida. O mundano mata, mata a alma, as pessoas, mata a Igreja. Hoje, aqui, peçamos a graça para todos os cristãos de que o Senhor nos dê a coragem de nos espoliar do espírito do mundo, que é a lepra e o câncer da sociedade, é o câncer da revelação de Deus. O espírito do mundo é o inimigo de Jesus.”


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

ASSIS ESPERA FRANCISCO


Assis (RV) - A cidade de Assis está pronta para receber a visita do Papa Francisco, amanhã, sexta-feira, 4 de outubro, dia em que a Igreja celebra a Festa de São Francisco de Assis, santo da paz, da simplicidade de vida, da pobreza e amor total a todas as criaturas.

Este dia lindo de sol aqui em Assis destaca ainda mais a beleza dessa cidade que está toda enfeitada com as bandeiras do Estado da Cidade do Vaticano, com as cores amarela e branca. Caminhando pelas ruas de Assis, se veem vários telões espalhados pela cidade que anunciam aos milhares de peregrinos a visita do Papa Francisco.

Espiritualmente, as pessoas estão se preparando para a vigília de oração que se realizará hoje à noite na Basílica de Santa Maria dos Anjos, à espera do Papa Francisco, guiada pela família franciscana. Essa cidade possui uma atmosfera particular e nos convida à oração e ao recolhimento. Em Assis, se respira o ar da fé.

São Francisco nasceu no final do século XII e continua atraindo ainda hoje pessoas de várias culturas e religiões. É a primeira vez que o Papa Francisco visita a cidade do Pobrezinho de Assis, como era chamado São Francisco, que inspirou o Santo Padre na escolha do nome para o seu pontificado.

No centro dessa visita papal estão os pobres, aqueles que se encontram nas periferias do mundo, como o Papa Francisco tem nos lembrado em seu ministério petrino. 
O Papa chegará a Assis por volta das 7h45 locais de sexta-feira e será recebido pelo Arcebispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, e demais autoridades eclesiásticas e civis.

O programa da viagem do Papa Francisco a Assis é intenso e as etapas principais de sua visita são: o encontro com as crianças especiais e os doentes do Instituto Seráfico de Assis, especializado na reabilitação, educação e inserção social de pessoas com deficiência física e mental, a missa presidida pelo pontífice na Praça São Francisco, a visita ao centro de acolhimento da Caritas, localizado próximo da estação ferroviária de Assis, onde o Papa almoçará com os sem-teto do Centro Caritas. Depois o Santo Padre irá visitar e rezar na cela de São Francisco no Eremitério das Prisões, visitará as irmãs Clarissas na Basílica de Santa Clara, local onde fará uma oração silenciosa diante do crucifixo de São Damião através do qual Cristo disse a São Francisco, "Francisco, reconstrói a minha Igreja". Por fim, se encontrará com os jovens da Úmbria na Basílica de Santa Maria dos Anjos e ali fará uma oração na Porciúncula, igreja localizada dentro dessa basílica onde São Francisco fundou a Ordem Franciscana e faleceu em 1226.

Fonte: Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/10/03/assis_espera_francisco/bra-734043 do site da Rádio Vaticano 

COMEÇA A NOVENA EM PREPARAÇÃO À SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA


A novena em preparação à solenidade da Rainha e Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, tem início nesta quinta-feira, 3. A celebração acontece sempre em dois horários: às 15h e às 19h, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).
Para este ano, algumas novidades foram preparadas, entre elas a alteração da programação do dia 12 de outubro, a meditação do terço com 10 Santuários do mundo, entre eles o de Aparecida, além de uma bênção especial dos animais no dia de São Francisco de Assis, dia 4.
Você pode acompanhar a novena em preparação à Solenidade de Nossa Senhora Aparecida pela televisão: TV Aparecida, Rede Vida e Canção Nova ou pela Rádio Aparecida (pela internet).
Viva Nossa Senhora Aparecida!

PAPA NA HOMILIA DA MANHÃ: "MISSÃO NÃO É EVENTO SOCIAL, MAS MEMÓRIA DA SALVAÇÃO"


Cidade do Vaticano (RV) - “Quando Deus vem e se aproxima, é sempre festa”, disse o Papa na homilia proferida na manhã desta quinta, 3, na Casa Santa Marta, concelebrando a missa com os cardeais membros do Conselho que está reunido desde dia 1º no Vaticano.

O Papa ressaltou que não se pode transformar a memória da salvação numa lembrança, num “evento costumeiro". "A missa não é um “evento social” e sim a presença do Senhor em meio de nós".
 
Francesco se inspirou na primeira leitura, do Livro de Nemias, centrando sua homilia no tema da memória “que toca o coração”:

Isto não é importante só nos grandes momentos históricos, mas na nossa vida; todos temos memória da salvação. Mas ela está próxima de nós? Ou é uma memória distante, arcaica, uma memória de museu...? Quando a memória não é próxima, se torna uma simples recordação”. 

“E esta alegria é a nossa força. A alegria da memória próxima. Ao invés, a memória domesticada, que se afasta e se torna uma simples recordação, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez história conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos que é preciso festejar”.

“Quando Deus vem e se aproxima – afirmou, há sempre festa. E muitas vezes nós cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor. A vida, acrescentou o Papa, nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja tem a “sua” memória, que é a Paixão de Senhor. Também conosco acontece de afastar esta memória e transformá-la numa lembrança, num evento habitual”:

“Toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral... e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a missa muitas vezes se transforma num evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós.”

“Peçamos ao Senhor – concluiu o Papa – a graça de ter sempre a sua memória próxima a nós, não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples recordação.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

VATICANO: PROSSEGUE O CONSELHO DOS CARDEAIS-CONSELHEIROS DO PAPA


Cidade do Vaticano (RV) – Depois da audiência geral desta quarta-feira, 02, o Papa Francisco se reuniu com o grupo dos 8 cardeais que formam o Conselho nomeado para estudar o projeto de reforma da Cúria, o Governo da Igreja Católica.

Segunda-feira, 30, foi divulgado o documento escrito à mão com o qual o Papa oficializou a criação desta nova instituição da Igreja, “um novo instrumento de consulta”, com o qual Francisco poderá contar durante seu Pontificado.

Os nomes dos cardeais membros do Conselho foram anunciados no último dia 13 de abril, assim como o objetivo: “ajudar o Papa no Governo da Igreja Universal e estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana".

Em seu documento, Francisco lembrou que a criação deste grupo surgiu a partir das sugestões e propostas realizadas nas Congregações dos cardeais prévias ao conclave, quando muitos pediram uma urgente reforma do Governo da Igreja e, inclusive, de um modo mais transparente e colegial.

Segundo a Sala de Imprensa, o Conselho dos 8 cardeais “não tomará nenhuma decisão própria", mas “ajudará Francisco em algumas questões do Governo da Igreja”.

A primeira rodada de reuniões está sendo realizada em dois turnos com a presença do Papa, de manhã e à tarde, até o dia 3, já que sexta-feira, 4, Francisco vai a Assis.

Na agenda dos três dias de encontro, estão também a eliminação ou a fusão de alguns organismos da Cúria; poder, competências e estrutura da Secretaria de Estado, e a proposta de se nomear uma nova figura, a do "moderator curiae". 

É possível ainda – como antecipado por Francisco no voo de volta de sua viagem ao Rio de Janeiro, que seja abordado o tema dos divorciados que voltaram a se casar no marco do pastoral matrimonial.

O Conselho é formado por cardeais representantes dos cinco continentes: o italiano Giuseppe Bertello, Presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, o arcebispo emérito de Santiago do Chile, Cardeal Francisco Javier Errázuriz Ossa; o arcebispo de Mumbai, Dom Oswald Graças; o arcebispo de Munique, Cardeal Reinhard Marx, e o arcebispo de Kinshasa, (RD Congo) Cardeal Laurent Monsengwo Pasinya.

Compõem também o Conselho o arcebispo de Boston, o capuchinho Cardeal Sean Patrick O'Malley, e os arcebispos de Sydney, Cardeal George Pell, e o de Tegucigalpa (Honduras), Cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que tem a função de coordenador, enquanto o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, é o secretário.

"DEUS NÃO É UM JUIZ, ELE NOS ESPERA DE BRAÇOS ABERTOS", DIZ O PAPA NA AUDIÊNCIA


Cidade do Vaticano (RV) – Nesta ensolarada quarta-feira, 02, o Papa Francisco recebeu dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro. Fiéis de todo o mundo, turistas e romanos participaram com entusiasmo da audiência-geral. Como sempre, o encontro semanal começou com a volta do Papa em jipe aberto por toda a Praça. O automóvel parou diversas vezes para Francisco pegar crianças levadas pelos seguranças. 

Do palanque, o Papa fez um discurso intitulado “A Igreja santa”, introduzido pelo Pe. Bruno Lins, que trabalha na Secretaria de Estado, com a leitura da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. Tomando como exemplo as relações familiares, ele afirma:

Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

Inspirando-se neste trecho do cap. 5, o Papa começou a catequese com a pergunta: 

Como pode a Igreja ser santa se é feita de seres humanos, de pecadores? Vimos na história homens, mulheres, sacerdotes, freiras, bispos, cardeais e até Papa pecadores! Somos todos pecadores!”, começou. 

Sob os aplausos do público presente, Francisco asseriu que a Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, lhe é fiel e não a abandona ao poder da morte e do mal. É santa porque Jesus Cristo é unido de modo indissolúvel a ela; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma e renova. 

Não é santa graças aos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e de seus dons”. 

Prosseguindo, o Pontífice ressalvou que “a Igreja é feita de pecadores, como vemos todo dia; mas somos chamados a nos deixar transformar, renovar, santificar por Deus”. Lembrou que alguns dizem que a Igreja é só para os puros, os totalmente coerentes, e que os outros devem ser afastados.

Isto não é verdade, é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; ao contrário, os acolhe. Chama todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que dá a todos a chance de encontrá-lo e caminhar rumo à santidade”. 

O Papa disse que na Igreja, encontramos um Deus que não é juiz, mas um Pai, como o da parábola do filho pródigo:

Quando você tem a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará sempre a porta aberta. Deus te espera sempre, te abraça e de beija, faz festa para você. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; nos comunica a Palavra de Deus, nos faz viver na caridade, no amor de Deus por todos”.

Depois de convidar a Igreja a fazer uma autocrítica e a se questionar se realmente acolhe os pecadores, doa coragem e esperança, na qual se vive o amor de Deus e se reza uns pelos outros, Francisco terminou seu discurso com outra pergunta:

O que posso fazer quando me sinto fraco, frágil, pecador?

E respondeu que Deus nos assegura que não devemos ter medo da santidade, de nos deixarmos amar e purificar por Ele. “A santidade – concluiu – não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da sua graça, é ter confiança na sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e o serviço ao próximo”. 

A seguir, leitores repetiram o resumo da catequese em diversas línguas e o Papa saudou algumas delegações, como um grupo de budistas japoneses, os membros da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre e os brasileiros. Aos peregrinos de língua portuguesa, disse que “ao retornarem a seus países, devem levar a certeza de que a misericórdia de Deus é mais poderosa que qualquer pecado!”. 

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a sua benção.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO DOS SECRETÁRIOS DA DIOCESE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM


A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim realizou na última segunda-feira, 30/9, a Confraternização das(os) secretárias(os) das 42 paróquias da diocese, além da cúria e cáritas diocesana, em comemoração ao dia da(o) secretária(o).

A iniciativa acontece todos os anos como forma de presentear as(os) secretárias(os) pelo importante trabalho prestado à diocese e também estimular a interação entre todos.

Neste ano a confraternização teve início na Paróquia Nosso Senhor dos Passos, com oração inicial e café da manhã, depois o dia de festa seguiu na área de lazer Águas Claras de Gruta, em Cachoeiro de Itapemirim, onde aconteceu o almoço e bingo, além de muita conversa e descontração.

Também participaram da confraternização o bispo diocesano dom Dario Campos - O.F.M., o coordenador diocesano de pastoral, Pe. Gelson de Souza, o pároco da Paróquia São Pedro - Catedral, Pe. Juarez Delorto Secco, o pároco da Paróquia Senhora Sant´Ana - Apiacá, Pe. Antônio da Luz Miranda, e o pároco da Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens - Iúna, Fr. Joaquim Canziam Filho, O.A.R.

A todas (os) secretárias (os) parabéns pelo seu dia.

Em especial os parabéns pela dedicação e empenho em servir de Dalvana e Marta.

Fonte: Site oficial da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

Dinâmica de apresentação





CONGRESSO DIOCESANO DE UNIVERSITÁRIOS CRISTÃOS

Acontecerá no dia 6 de outubro de 2013. domingo, o Congresso Diocesano de Universitários Cristãos, com o tema: "Novos tempos, novos sentidos". O evento acontecerá no auditório Pe. Ângelo Brusco do Centro Universitário São Camilo - Espírito Santo, campus I.

Maiores informações pelo telefone: 28 2101-7609.



INTENÇÃO DE ORAÇÃO EM OUTUBRO RECORDA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES


Cidade do Vaticano (RV) – “Para que o Dia Mundial das Missões nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus”: esta é a intenção missionária para este mês.

Como todos os anos, celebra-se no penúltimo domingo de outubro, que este ano ocorre no dia 20, o Dia Mundial das Missões. “A finalidade desta celebração é recordar aquilo que nunca deveríamos esquecer: todos, pelo batismo, somos evangelizadores, missionários. Este dia não deve ser, portanto, um momento esporádico na nossa vida cristã, mas só mais uma ocasião para refletirmos na nossa vocação missionária” – lê-se no site do Apostolado da Oração.

Em sua mensagem para este Dia, o Papa Francisco escreve: “O homem do nosso tempo necessita de uma luz segura que ilumine a sua estrada e que só o encontro com Cristo lhe pode dar. A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe”.

Já a intenção geral para este mês de outubro é: “Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus”.


PAPA INSTITUI "CONSELHO DE CARDEAIS": UMA NOVA MODALIDADE DE CONSULTA, DIZ PE. LOMBARDI


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco instituiu nesta segunda-feira, com um Quirógrafo, o "Conselho de cardeais", grupo composto por oito purpurados cujos nomes foram publicados em 13 de abril passado, que terão a missão de coadjuvar o Papa no governo da Igreja e no projeto de reforma da Cúria Romana.

Nesta terça-feira, 1º de outubro, tem lugar a primeira reunião do Conselho com a presença do Santo Padre. As sessões de trabalho prosseguirão até quinta-feira, dia 3. Sobre a importância dessa reunião, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma coletiva na manhã desta segunda-feira.

Pe. Lombardi iniciou lendo o Quirógrafo com o qual o Pontífice especificou o papel e as funções dos 8 cardeais. Em primeiro lugar, o grupo se chamará Conselho e ressalta-se que é fruto das sugestões apresentadas nas Congregações Gerais antes do último Conclave.

Com o documento estabelece-se formalmente que o Conselho de cardeais ajudará o Papa "no governo da Igreja" e "no estudo de um projeto de revisão da Constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana".

Pe. Lombardi deteve-se sobre o novo método de governo querido pelo Papa Francisco:

"Um modo com o qual talvez se possa definir esse Conselho é 'um ulterior instrumento que enriquece o governo da Igreja com uma nova modalidade de consulta': portanto, um enriquecimento dos instrumentos já disponíveis ao Santo Padre para o governo da Igreja mediante a consulta, a ajuda que se pode ter consultando."

O quirógrafo evidencia que o Conselho pode ser alterado em seu número de componentes, quer ser uma ulterior expressão da comunhão episcopal e do auxílio ao munus petrinum, ao governo do Sucessor de Pedro. O porta-voz vaticano especificou quais são as duas palavras-chave para enquadrar essa passagem do quirógrafo:

"As palavras-chave para pensar nesse método de governo que o Papa está configurando creio que sejam o caráter sinodal, a idéia do caminhar juntos: uma Igreja que caminha junto em seus diversos componentes e o Papa se coloca em caminho com essa Igreja; e o discernimento, que é a busca da vontade de Deus mediante uma consulta freqüente e paciente."

Em seguida, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que os 8 cardeais, que nestes dias chegaram a Roma, já se reuniram informalmente antes do encontro desta terça-feira com o Papa.

O Conselho de cardeais preparou-se colhendo sugestões e propostas em suas áreas geográficas. Ademais, foram enviados ao Papa documentos de vários dicastérios e da Secretaria de Estado.

Ao todo, disse Pe. Lombardi, trata-se de cerca de oitenta documentos, dos quais o secretário do Conselho, Dom Marcello Semeraro, preparou um síntese. Os trabalhos se realizarão na Biblioteca privada do apartamento papal.

Os cardeais, que neste período estarão hospedados na Casa Santa Marta, se reunirão pela manhã e pela tarde e o Papa estará sempre presente, exceto na quarta-feira pela manhã por causa da audiência geral.

Pe. Lombardi deteve-se sobre como o Papa participará das sessões de trabalhos:

"O Papa prevê fazer uma introdução muito breve e ouvir. Substancialmente, a presença do Papa é uma presença de escuta desses conselheiros que terão muito a trazer com as suas considerações, dado que o material é muito abundante."

Respondendo às perguntas dos jornalistas, o sacerdote jesuíta quis especificar que com esse Conselho o Papa Francisco não introduz um governo colegial:

"O Papa não está de modo algum condicionado. Para dizer que é um governo colegial precisaria dizer que o Papa 'deve' consultá-lo, 'deve' reuni-lo sobre determinados temas, 'deve'... Não se trata disso: trata-se de um Conselho ao qual pode ser pedido que dê o seu parecer."

Por fim, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reiterou que se trata do primeiro encontro do Papa com os cardeais e que, portanto, não se deve esperar decisões relevantes. Aliás, especificou, não serão publicados documentos de trabalho nem está previsto nenhum comunicado final. (RL)


PAPA CONCELEBRA COM CARDEAIS CONSULTORES: "QUE O NOSSO TRABALHO NOS FAÇA MAIS HUMILDES E PACIENTES"


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco concelebrou a Missa esta manhã, na Casa Santa Marta, com os membros do “Conselho de Cardeais” que, a partir desta terça-feira, se reúnem com o Pontífice, no Vaticano, para analisar um projeto de reforma da Cúria.

Na homilia, Francisco se inspirou no Evangelho do dia, em que Jesus censura os dois Apóstolos que queriam que descesse fogo do céu sobre os que não queriam acolhê-Lo, para recordar que o cristão não percorre o “caminho da vingança”.

Pelo contrário, a estrada do cristão é a humildade, a mansidão, o espírito de ternura e de bondade como nos recorda Santa Teresinha do Menino Jesus, que a liturgia celebra hoje. A força que nos leva a este espírito, disse o Santo Padre, vem do amor, da caridade, da consciência de que estamos nas mãos do Pai. Quando sentimos isso, não precisamos do fogo que desce do Céu: 

Desce outro espírito, o da caridade que tudo sofre, tudo perdoa, que não se vangloria, que é humilde, que não busca a si mesmo. Alguém pode dizer - e alguns filósofos pensavam assim – que isso seja uma humilhação da majestade do homem, da grandeza do homem. Isso é estéril! 

A força do Evangelho, prosseguiu o Pontífice, “está justamente ali, porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus: humildade que se torna humilhação!”: 

A Igreja – nos dizia Bento XVI – não cresce com o proselitismo, mas cresce com a atração, com os testemunhos. E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de mansidão, sentem a necessidade de que narra o Profeta Zacarias: “Queremos vir convosco!”. As pessoas sentem esta necessidade diante do testemunho da caridade, dessa caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde! Adora e serve!

Para Francisco, a caridade é “simples: adorar a Deus e servir os outros! E este testemunho faz crescer a Igreja”. Por isso uma freira “tão humilde, mas tão confiante em Deus”, como Santa Teresinha do Menino Jesus, “foi nomeada Padroeira das Missões, porque o seu exemplo faz com que as pessoas digam ‘Queremos vir convosco!’”. 

O Papa concluiu sua homilia fazendo uma referência às reuniões que, a partir desta terça, se realizarão no Vaticano com o Conselho de Cardeais, convocado por Francisco para ajudá-lo no governo da Igreja: 

Hoje, aqui no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a Missa. Peçamos ao Senhor que o nosso trabalho de hoje nos faça mais humildes, mais pacientes, mais confiantes em Deus, para que, assim, a Igreja possa oferecer um belo testemunho às pessoas que, vendo o Povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de “vir conosco!”.