domingo, 30 de setembro de 2012

MISSA NA COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA NO TEIXEIRA LEITE

Neste 26º Domingo do Tempo Comum foi Celebrada a Santa Eucaristia presidida pelo pároco Frei Domingos Sérgio Gusson, oar, na Comunidade Eclesial de Base Nossa Senhora Aparecida, Bairro Teixeira Leite, em Cachoeiro de Itapemirim. Celebração Eucarística na qual foi devolvido à Capela do Santíssimo o próprio Senhor presente no pão consagrado, depois da capela ter sido profanada.
 



Frei Sérgio incensa a capela que recebeu o Santíssimo Sacramento
Em sua homilia, Frei Sérgio, ressaltou a importância de dar valor àquilo que deve dado, ou seja, ao próprio Senhor, pois se somos cuidadosos com as grandes coisas na Igreja, precisamos também ser cuidadosos e zelosos com as pequenas coisas, sobretudo com o próprio Senhor Jesus presente na Eucaristia.

sábado, 29 de setembro de 2012

30 DE SETEMBRO: DIA DA SECRETÁRIA



A Dalvana e Marta o agradecimento pelo trabalho, dedicação e amor pelo serviço prestado na Paróquia Nossa Senhora da Consolação. Neste dia da secretária receba nossas orações.

Bento XVI indica 'redes sociais' como tema do Dia Mundial das Comunicações

Cidade do Vaticano (RV) – Foi divulgado na manhã deste sábado o tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, que em 2013 será celebrado em 12 de maio: “Redes Sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização”.

Em nota, afirma-se que um dos desafios mais significativos da evangelização nos dias de hoje é o que emerge do ambiente digital. É sobre este desafio que o tema deste ano, proposto pelo Papa Bento XVI, para o 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Redes Sociais: portais de Verdade e de fé, novos espaços de evangelização” quer chamar a atenção, no contexto do Ano da Fé.

Os elementos de reflexão são numerosos e importantes: em um tempo no qual a tecnologia tende a tornar-se o tecido que conecta muitas experiências humanas - como as relações e o conhecimento - é necessário questionar-se: - essa pode ajudar os homens a encontrar Cristo pela fé? Porém não basta uma superficial adaptação da linguagem, mas é necessário poder apresentar o Evangelho como resposta a uma contínua pergunta humana de sentido e de fé, que também emerge da rede e nela mesma se faz estrada.

Será também este o modo para humanizar e fazer vivo e vitalizado um mundo digital que impõe, atualmente, um comportamento mais definido: não se trata mais de como utilizar a internet como um «meio» de evangelização, mas de evangelizar considerando que a vida do homem de hoje se exprime também no ambiente digital.

É necessário, de modo particular, levar em conta o desenvolvimento e a grande popularidade do social network, que consentiu a acentuação de um estilo dialógico e interativo na comunicação e na relação.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, uma data estabelecida pelo Concílio Vaticano II (“Inter Mirifica”, 1963), vem sendo celebrado em muitos países, com a recomendação dos bispos de todo o mundo, no domingo que antecede a Festa de Pentecostes (2013, 12 maio).

A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente publicada em ocasião da recorrência da Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos Jornalistas (24 janeiro).
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

REFLEXÃO PARA O 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Hoje a liturgia nos fala sobre a liberdade do coração de Deus. Vivemos em um mundo onde nos são exigidas carteirinhas, passaportes, enfim, tudo aquilo que registra nossa pertença a alguma associação, a algum país e sem a apresentação desse registro ficamos na rua, sem possibilidade alguma de ingressar no local desejado.

Muitos pensam desse modo em relação à religião e, pior ainda, também em relação a Deus. Queremos enquadrar não apenas as pessoas, mas também Deus.

Tanto o Livro dos Números quanto o Evangelho de Marcos comentam esse modo de ser existente naqueles que foram chamados a ficar ao lado de Deus, a participar de sua intimidade, e que se aborrecem porque outras pessoas, que não são do grupo dos seguidores, de repente, estão na intimidade do Senhor.

Em Números encontramos o caso de dois homens que não haviam acompanhado o grupo dos escolhidos para receber o dom de profetizar, começaram a fazê-lo no acampamento. Um jovem, preocupado com o fato, foi avisar Moisés, imediatamente. O grande líder respondeu: “Quem dera que todo povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor lhe concedesse o seu espírito!”

Em São Marcos encontramos João dizendo a Jesus que ele e seus companheiros havia encontrando um homem que estava expulsando demônios, e que o haviam proibido de fazê-lo, por não ser do grupo dos discípulos. Agindo do mesmo modo como Moisés, o Senhor discorda desse gesto e diz: “Não o impeçais... Porque quem não é contra nós é por nós.”

O Espírito de Deus - que sopra onde e quando quer - é dado a todos, pois cada um dos seres humanos foi criado em um particular gesto de carinho de Deus, o Pai de todos. Do mesmo modo, a redenção de Jesus foi feita em nome de todos e para todos. Deus é livre para se revelar a quem quiser, e manifestar de modo especial o seu amor.

Como nos Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo tocou a inteligência e o coração de um pagão, e o fez desejar o Batismo. Nesse relato da conversão do etíope, vemos o papel importantíssimo do Diácono Filipe ao obedecer à inspiração de Deus e se aproximar do pagão.

Que em nossa vida sejamos facilitadores do amor de Deus e não coloquemos empecilhos à ação do Espírito Santo!(CAS)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CNBB DIVULGA NOTA "ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 - VOTO CONSCIENTE E LIMPO"

Durante entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira, 27 de setembro, a presidência da CNBB apresentou a sua mensagem para as eleições municipais 2012. O texto foi aprovado durante a última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), realizado esta semana na sede da entidade, em Brasília (DF).

A seguir, a íntegra da nota.

Eleições Municipais 2012 - Voto consciente e limpo

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília de 25 a 27 de setembro, considerando as eleições municipais do próximo mês de outubro, vem reforçar a importância desse momento para o fortalecimento da democracia brasileira. Estas eleições têm característica própria por desencadear um processo de maior participação em que os candidatos são mais próximos dos eleitores e também por debater questões que atingem de forma direta o cotidiano da vida do povo.

A Igreja louva e aprecia o trabalho de quantos se dedicam ao bem da nação e tomam sobre si o peso de tal cargo, em serviço de todas as pessoas (cf. GS 75). Saudamos, portanto, os candidatos e candidatas que, nesta ótica, apresentam seu nome para concorrer a um cargo eleitoral. Nascido da consciência e do desejo de servir com vistas à construção do bem comum, este gesto corrobora o verdadeiro sentido da atividade política.

Estimulamos os eleitores/as, inclusive os que não têm a obrigação de votar, a comparecerem às urnas no dia das eleições para aí depositar seu voto limpo. O voto, mais que um direito, é um dever do cidadão e expressa sua corresponsabilidade na construção de uma sociedade justa e igualitária. Todos os cidadãos se lembrem do direito e simultaneamente do dever que têm de fazer uso do seu voto livre em vista da promoção do bem comum (cf. GS 75).

A lei que combate a compra de votos (9840/1999) e a lei da Ficha Limpa (135/2010), ambas nascidas da mobilização popular, são instrumentos que têm mostrado sua eficácia na tarefa de impedir os corruptos de ocuparem cargos públicos. A esses instrumentos deve associar-se a consciência de cada eleitor tanto na hora de votar, escolhendo bem seu candidato, quanto na aplicação destas leis, denunciando candidatos, partidos, militantes cuja prática se enquadre no que elas prescrevem.

A vigilância por eleições limpas e transparentes é tarefa de todos, porém, têm especial responsabilidade instituições como a Justiça Eleitoral, nos níveis Federal, Estadual e Municipal, bem como o Ministério Público. Destas instâncias espera-se a plena aplicação das leis que combatem a corrupção eleitoral, fruto do anseio popular. O resgate da ética na política e o fim da corrupção eleitoral merecem nossa permanente atenção.

O político deve cumprir seu mandato, no Executivo ou no Legislativo, para todos, independente das opções ideológicas, partidárias ou qualquer outra legítima opção que cada eleitor possa fazer. Incentivamos a sociedade organizada e cada eleitor em particular, passadas as eleições, a acompanharem a gestão dos eleitos, mantendo o controle social sobre seus mandatos e cobrando deles o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha. Quanto mais se intensifica a participação popular na gestão pública, tanto mais se assegura a construção de uma sociedade democrática.

As eleições são uma festa da democracia que nasce da paixão política. O recurso à violência, que marca a campanha eleitoral em muitos municípios, é inadmissível: candidatos são adversários, não inimigos. A divisão, alimentada pelo ódio e pela vingança, contradiz o principio evangélico do amor ao próximo e do perdão, fere a dignidade humana e desrespeita as normas básicas da sadia convivência civil, que deve orientar toda militância política. Do contrário, como buscar o bem comum, princípio definidor da política?

A Deus elevemos nossas preces a fim de que as eleições reanimem a esperança do povo brasileiro  e que, candidatos e eleitores, juntos, sonhem um país melhor, humano e fraterno, com justiça social.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, abençoe nossa Pátria!

Brasília, 27 de setembro de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís
Vice-presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Fonte: Site da Oficial da CNBB

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

12 ANOS DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL

Hoje é um dia muito especial para o nosso bispo diocesano dom frei Dario Campos,OFM, que completa nesta quarta-feira, 26, 12 anos de ordenação episcopal.

Dom Dario foi ordenado bispo no dia 26 de setembro de 2000.

Ao nosso bispo diocesano os nossos mais sinceros votos de parabéns, e que Deus continue o abençoando em sua missão
como pastor de nossa diocese de Cachoeiro de Itapemirim.

Parabéns dom Dario!

Fonte: Site Oficial da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

NOMEADO O NOVO BISPO DE TUBARÃO (SC)

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, Bispo de Tubarão, SC, o Sacerdote João Francisco Salm, do clero da Arquidiocese de Florianópolis, até agora ecônomo arquidiocesano.

Padre Salm nasceu em 11 de outubro de 1952 em São Pedro de Alcântara, Arquidiocese de Florianópolis, (SC). Realizou estudos de Filosofia na “Fundação Educacional de Brusque” e de Teologia no Instituto Teológico de “Santa Catarina” na Arquidiocese de Florianópolis. Seguiu ainda o curso para
Formadores na Escola para Formadores na Arquidiocese de São Paulo.

Foi ordenado sacerdote no dia 30 de julho de 1979 e encardinado no clero da Arquidiocese de Florianópolis onde exerceu os seguintes cargos: Formador (1979-1983) e depois Reitor do Seminário de Azambuja (1984-1991), Reitor do Seminário Teológico da Arquidiocese de Florianópolis (1992-2009), Coordenador Arquidiocesano da Pastoral (2006-2008), Responsável da Pastoral
Vocacional Arquidiocesana (1992-2009), Pároco da Paróquia “Santa Terezinha” na cidade de Brusque (2009-2011), Administrador arquidiocesano durante a Sede Vacante (2011). Desde 2012 é Ecônomo da Arquidiocese de Florianópolis. (SP)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO TEM NOVO BISPO

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 26, Bispo de São José do Rio Preto, SP, Dom Tomé Ferreira da Silva, até o momento Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.

Dom Ferreira da Silva nasceu em 17 de maio de 1961, na cidade de Cristina, Diocese de Campanha (MG). Depois de ter frequentado as escolas primárias e secundárias no Seminário “Nossa Senhora das Dores”, da Diocese de Campanha, realizou estudos de Filosofia no Seminário Maior “São José” e os de Teologia no Instituto Teológico “Coração de Jesus”, em Taubaté, (SP). Diplomou-se em História e Estudos Sociais na Universidade São Paulo e obteve licenciatura em Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Foi ordenado sacerdote no dia 1º de janeiro de 1987 na Diocese de Campanha onde foi Vice-Reitor (1987-1988) e depois Reitor do Seminário de Filosofia (1989-1991); Vigário paroquial de Boa
Esperança (1988-1989); Administrador paroquial em Heliodora (1990-1991); Pároco em Natércia, Conceição das Pedras e Três Corações (1992-1996); Pároco da Paróquia “Sagrada Família” (1996-2005). Desempenhou ainda os cargos de Docente de Filosofia e Prefeito dos Estudos no Seminário, Assessor diocesano da Pastoral Liturgica, Membro do Conselho Presbiteral, do Conselho Pastoral e da Comissão para a Formação Presbiteral da diocese.

Foi nomeado Bispo titular de Giufi e auxiliar da Arquidiocese de São Paulo no dia 9 de março de 2005, recebendo a ordenação episcopal no dia 13 de maio do mesmo ano. Atualmente, em São Paulo é Vigário Episcopal da Região Episcopal “Ipiranga”, e Vigário Geral e Moderador da Cúria Metropolitana. (SP)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FESTA DA RÁDIO DIOCESANA

Em homenagem a Padroeira da Rádio Diocesana AM 960, Santa Terezinha, acontecerá uma festa no dia 06 de outubro de 2012 (sábado).

A Festa será realizada no Parque de Exposições "Carlos Caiado Barbosa", Bairro Aeroporto, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim.
Programação da Festa da Rádio Diocesana:18h - Missa em homenagem a Santa Terezinha, presidida pelo bispo diocesano dom frei Dario Campos, ofm.

19h -  Show com Barrosinho e Companhia.

20h -
Bingo de um garrote e sorteio de prêmios para os sócios que estão com a contribuição em dia.

Todos estão convidados, não deixe de participar!

domingo, 23 de setembro de 2012

Angelus: Papa pede que deixemos de lado o orgulho e aprendamos a ser humildes

Castel Gandolfo (RV) – O Papa Bento XVI exortou neste domingo os fiéis a deixarem de lado o orgulho e aprenderem a ser humildes. Durante a oração mariana do Angelus, recitada no pátio interno da residência Apostólica de Castel Gandolfo, o Papa afirmou que é necessário uma mudança no nosso modo de pensar e de viver para seguir Deus.
“Seguir o Senhor requer sempre do homem uma profunda conversão, uma mudança no modo de pensar e de viver, requer abrir o coração à escuta para deixar-se iluminar e se transformar interiormente”.
Um ponto-chave no qual Deus e o homem se diferenciam é o orgulho – continuou o Papa; em Deus não há orgulho, porque Ele é total plenitude e é todo inclinado a amar e doar vida; em nós homens, ao invés, o orgulho está intimamente enraizado e requer constante vigilância e purificação.

Bento XVI acrescentou que “nós, que somos pequenos, aspiramos parecer grandes e sermos os primeiros, enquanto Deus não teme em se inclinar e se fazer último, por isso pediu à Virgem Maria que mostre a todos o caminho da fé em Jesus através do amor e da humildade.

Momentos antes o Papa recordou que nos últimos encontros e no encontro deste domingo para a oração do Angelus ele está meditando sobre o Evangelho de Marcos. Domingo passado entramos na segunda parte, isto é na última viagem de Jesus em direção a Jerusalém e em direção do ápice da Sua missão. A passagem deste domingo contém o segundo desses anúncios. Jesus diz: “O Filho do Homem – expressão com a qual designa si mesmo - será entregue nas mãos dos homens, e eles irão matá-lo; mas, depois de morto, depois de três dias, ressuscitará" (Marcos 9:31). Os discípulos”, não entendiam estas palavras, e tinham medo de interrogá-lo”.

Na saudação que fez aos peregrinos de língua francesa o Santo Padre agradeceu mais uma vez aqueles que acompanharam com a oração no último fim de semana a sua viagem apostólica ao Líbano, e extensivamente a todo o Oriente Médio. “Continuem rezando pelos cristãos do Oriente Médio, pela paz e pelo diálogo sereno entre as religiões” – disse o Papa – recordando que neste sábado foi beatificado na localidade francesa de Troyes o sacerdote Louis Brisson, fundador no século XIX dos Oblatos e Oblatas de São Francisco de Sales.

Já em polonês o Papa recordou que no Evangelho deste domingo Jesus dá atenção especial às crianças. Diz: “quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que acolhe”. “Peçamos a Deus que essas palavras – acrescentou – inspirem todos aqueles que são responsáveis pelo dom da vida, das dignas condições de existência e de educação, do seguro e sereno crescimento das crianças. Toda criança possa gozar do amor e do calor familiar!. (SP)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

REFLEXÃO PARA O 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Já havia na Antiguidade uma presença muito grande de grupos de pessoas que não acreditavam em nada. Eram formados principalmente pelos ricos e os intelectuais. Evidentemente, nem todos os ricos e intelectuais eram materialistas e descrentes, muitos acreditavam na vida após a morte.

Sua lei era “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos!” (Is 22,13). Junto a esses havia alguns judeus que deixaram a fé de seus antepassados e se uniram aos grupos de infiéis.

Contudo, a vida honesta e coerente dos crentes incomodava a consciência dos descrentes. Esse incômodo está escrito na primeira frase da primeira leitura de hoje, extraída do livro da Sabedoria. “Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.”

Hoje também temos esses grupos de materialistas e as perseguições, mesmo que veladas, são reais. Também Jesus não escapou às garras dessa gente. A presença, mesmo que silenciosa, de uma pessoa de vida exemplar, incomoda e agride aqueles que optaram por viver desonestamente.

Quando formos perseguidos, deveremos rezar pó aqueles que nos perseguem e maltratam, mas ao mesmo tempo nos alegrar porque nosso testemunho de fé em Deus é vivo e incomoda. Mas se nada nos acontece, deveremos rever nossa vida, alguma coisa está errada em nosso anúncio.

No Evangelho acontece algo que se enquadra dentro desse espírito mundano. Os judeus, com seus líderes, não entendem o messianismo de Jesus. Eles esperam um messias triunfante, vitorioso nos moldes dos valores deste mundo. Contudo, Jesus os desnorteia quando diz que ele irá “ser entregue nas mãos dos homens, e eles os matarão.” Para seus discípulos o Cristo pede que o sigam no serviço a todos e em se colocarem como últimos, exatamente contrário em relação ao pedido da mãe de João e de Tiago, para que seus filhos ocupassem os primeiros lugares, ao lado de Jesus.
Também em nosso mundo, inclusive no mundo religioso, quantas pessoas não aspiram e lutam para uma posição de destaque na Igreja, na paróquia, na congregação religiosa! Quantas pessoas que ocupam lugar de importância não o usam para serem servidas e tirarem proveito para si e para seus interesses corporativos!
Lutemos pela pureza de nossa fé. Ela será autêntica se vivermos o que nos diz São Tiago na segunda leitura de hoje. ”Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda espécie de obras más. De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós?”

E o Apóstolo ensina “... a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura, depois pacífica, modesta, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem fingimento.”

Vivamos nossa fé na pureza de sentimentos e na entrega total de nossa vida a Jesus Cristo. Que ele viva em nós! Que nossa riqueza e nossa sabedoria sejam viver ao máximo a fé cristã.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os principais compromissos de Bento XVI no mês de outubro: Sínodo, Ano da Fé e canonizações

Cidade do Vaticano (RV) - O Sínodo sobre a Nova Evangelização, a abertura do Ano da Fé e a canonização de sete Beatos: são esses os principais compromissos de Bento XVI para o mês de outubro.

O mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Mons. Guido Marini, publicou nesta sexta-feira, detalhadamente, as próximas datas da agenda papal até o início de novembro.

A celebração do Sínodo e, antes dele, a oração de consagração a fim de que o Sínodo seja um momento de graça e de luz para a Igreja.

O mês de outubro começará para o Papa com duas etapas próximas uma da outra.

Três dias antes de presidir à missa de abertura do encontro sobre a Nova Evangelização, programada para as 9h30 de domingo, dia 7, a ser celebrada na Basílica de São Pedro, Bento XVI irá a Loreto – região italiana das Marcas – ajoelhar-se aos pés da Virgem da Santa Casa e confiar a ela –
como fez, cinqüenta anos atrás, o Papa João XXIII na vigília do Concílio – o bom êxito da reunião sinodal.

A missa inaugural de 7 de outubro será também ocasião para o Pontífice proclamar Santa Ildegarda de Bingen e São João d'Avila "Doutores da Igreja".

O dia 11 de outubro será outra data-evento do mês: durante a liturgia eucarística, que terá início às 10h locais na Basílica vaticana, Bento XVI abrirá o Ano da Fé.

Também o domingo, 21 de outubro, será um dia especial. Em pleno Sínodo sobre a Nova Evangelização, o Papa doará à veneração universal da Igreja sete testemunhas da fé de épocas diferentes.

A missa, presidida a partir das 9h30 locais, terá a canonização dos Beatos Giacomo Berthieu, Pedro Calungsod, Giovanni Battista Piamarta, Maria do Monte Carmelo Sallés y Barangueras, Marianna Cope, Anna Schäffer e Caterina Tekakwitha, a primeira Santa de origem pele-vermelha (designação comum aos povos aborígines dos EUA, ndr).

No domingo sucessivo, 28 de outubro, o Santo Padre presidirá à missa de conclusão do Sínodo. No início de novembro terá, como em todos os anos, dois momentos de intenso recolhimento espiritual: no dia 2, às 18h locais, descerá à Cripta vaticana para rezar diante do túmulo dos Pontífices defuntos, e no dia seguinte, às 11h30, celebrará, na Basílica de São Pedro, a missa em sufrágio pelos bispos, arcebispos e cardeais falecidos nos últimos doze meses. (RL)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

4º DIA DA SEMANA TEOLÓGICA

Neste quarto dia desta Semana Teológico a Paróquia Nossa Senhora da Consolação acolheu com muita alegria o pe. Thiago da Silva Vargas (clero diocesano), para celebrar a Eucaristia e logo em seguida falar para os presentes sobre o tema da noite: A promoção da dignidade do matrimônio e da família. Conveniente promoção do progresso cultural. A vida econômico social. E o sub-tema: "As atuais condições econômicas, sócio-psicológicas e civis como pertubações na família".
 



 
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NASCE ALETEIA, PRIMEIRO SOCIAL NETWORK CATÓLICO

Cidade do Vaticano (RV) – Nasce o primeiro social network católico, realidade de partilha e diálogo, aprofundamento em nível global sobre questões de fé, vida e sociedade “para os que buscam a verdade”. É assim que se define Aleteia (www.aleteia.org), que significa “verdade”, que foi apresentado nesta manhã em Roma. Aleteia reúne as melhores produções de instituições e mídia católicas do mundo.

À Aleteia já aderiram, até agora, como membros, mais de mil sites web, rádio e tevês, instituições católicas e movimentos do mundo todo. “É uma ocasião formidável para a Igreja para ampliar o diálogo com os católicos, cristãos, crentes de todas as religiões e também não crentes, porque Aleteia quer oferecer recursos a todos os que buscam a verdade” explicou o diretor da iniciativa Jesus Colina, já
animador e promotor de várias iniciativas católicas no mundo da mídia em nível mundial.

“Por este motivo - acrescenta - Aleteia tem o apoio e incentivo dos Pontifícios Conselhos para as Comunicações sociais e para a Promoção da Nova Evangelização”. Aleteia é a primeira iniciativa lançada pela Fundação para a Evangelização através da Mídia (Fem). Começará sua atividade em seis línguas: italiano,
árabe, inglês, francês, português e espanhol.

Junto com a apresentação de Aleteia, nesta manhã no Centro Rússia Ecumênica de Roma, foi anunciado também o primeiro serviço mundial de coleta publicitária online destinada às realidades católicas, outra iniciativa promovida pela Fundação para a Evangelização através da Mídia. Os padres Paolo e Giovanni Benvenuto, sacerdotes da Diocese de Gênova, são, por sua vez, os inventores e web designer do portal que desafia, em ambiente católico, a wikipedia.

Não por acaso seu nome é Cathopedia, dicionário online com mais de 10 mil vozes. O desafio começou em 2006 quando o arcebispo de Gênova era o atual secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone. Padre Paolo Benvenuto, diplomado em física e uma grande paixão pela informática e a rede, teve a autorização da Diocese e, depois, de todos os setores da Conferência Episcopal Italiana e Vaticano. O objetivo: oferecer um espaço longe de todos os fundamentalismos, mas também “rebater e contradizer os conteúdos do ateísmo moderno, militante e ofensivo de laicistas que não respeitam as escolhas religiosas”. (SP –VI)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

3º DIA DA SEMANA TEOLÓGICA

Dando prosseguimento a VII Semana Teológica, nesse dia 19 de setembro de 2012, foi a vez do pe. Fábio Eduardo de Lima Santos (clero diocesano) presidir a Eucaristia e em seguida partilhar com os presentes o tema: A atividade no mundo. O papel da Igreja no mundo contemporâneo. Alguns problemas mais urgentes, com o sub-tema: "O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que possui."
 
Com muita simpatia, antes de iniciar sua fala propriamente dita, o pe. Fábio fez uma retrospectiva com os presentes dos dias que já passaram nessa Semana Teológica, a fim de fazer uma retomada da conversa e um link com o tema que foi abordado nesse terceiro dia.
 



Lembramos que nesta quinta-feira, 20 de setembro de 2012, haverá Missa às 19:00 horas presidida pelo pe. Thiago da Silva Vargas e em seguida o prosseguimento do quarto dia da Semana Teológica.
 
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PAPA TRANSFERE BISPOS PARA AS DIOCESES DE MOGI DAS CRUZES E SANTARÉM

O papa Bento XVI transferiu na manhã de hoje, 19 de setembro, os bispos de Franca (SP) e Abaetetuba (PA), respectivamente, dom Pedro Luiz Stringhini e dom Flávio Giovenale, para as dioceses vacantes de Mogi das Cruzes (SP) e Santarém (PA).

Dom Pedro Luiz Stringhini
Dom Pedro Luiz Stringhini nasceu em 1953, na cidade de Laranjal Paulista (SP). Foi ordenado em 2001, como bispo auxiliar de São Paulo, Região Belém, onde ficou ate 2009, quando foi nomeado bispo de Franca. Além disso, dom Stringhini foi presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz (2007 a 2011). Na diocese de Mogi das Cruzes, dom Pedro Stringhini sucederá a dom José Airton dos Santos, transferido para a arquidiocese de Campinas (SP), em fevereiro desse ano.


Dom Flávio Giovenale

Dom Flávio Giovenale nasceu em 1954, em Murello, Itália. Foi ordenado bispo de Abaetetuba em 1997. Foi secretário (1999-2003), vice-presidente (2003-2004) e presidente (2004-2007) do Regional Norte 2 da CNBB. Antes, trabalhou na Pastoral Vocacional no Pará entre 1982 e 1983. Foi Reitor do Seminário Menor em Manaus de 1986 a 1989. Foi Reitor do Seminário Maior em Manaus de 1990 a 1991. Foi Ecônomo da Província de 1992 a 1997. Também foi Procurador Missionário para o Brasil de 1994 a 1997. Dom Flávio sucederá, na diocese de Santarém, dom Esmeraldo Farias Barreto, transferido em dezembro de 2011 para a arquidiocese de Porto Velho (RO).

Fonte: Site da CNBB 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

2º DIA DA SEMANA TEOLÓGICA

Continua na noite deste dia 18 de setembro de 2012 a Semana Teológica promovida pela Escola de Teologia e Pastoral "Santo Agostinho" da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, com o tema: A Dignidade da Pessoa Humana. A Comunidade Humana e com o sub-tema: "A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina do homem."
 
O tema foi apresentado e trabalhado pelo pe. Juliano Ribeiro de Almeida (clero diocesano), depois deste ter presidido a Celebração Eucarística.
 



O Santuário de Nossa Senhora da Consolação como no primeiro dia da semana teológica, apesar do forte carlor que fez na noite desta terça-feira em Cachoeiro de Itapemirim, recebeu um bom público para estudar esse importante documento de nossa Igreja.

As demais fotos desse dia você pode encontrar no facebook da Paróquia Nossa Senhora da Consolação: www.facebook.com/paroquiadaconsolacao

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

VII SEMANA TEOLÓGICA

Pelo sétimo ano a Escola de Teologia e Pastoral "Santo Agostinho" da Paróquia Nossa Senhora da Consolação promove a Semana Teológica que visa a trabalhar com os assuntos teológicos em voga na Igreja Católica, Apostólica, Romana.
 
Neste ano, em ocasião dos 50 (cinquenta) anos da Constituição Gaudium et Spes do Concílio Vaticano II resolveu-se abordar os temas nesse importante documento da Igreja Universal.
 
Neste primeiro dia da Semana Teológica, após a Celebração Eucarística, o tema que foi abordado foi o início desse documento, qual seja: Proêmio - A condição do homem no mundo de hoje. A igreja e a vocação do homem, com o sub-tema: "A continuação da obra de Cristo sob a direção do Espírito Paráclito." Sendo tanto o tema como o sub-tema trabalhado pelo pároco Frei Domingos Sérgio Gusson, oar.



Frei Domingos Sérgio Gusson, oar
Mais fotos podem ser vistas no facebook no endereço: www.facebook.com/paroquiadaconsolacao

domingo, 16 de setembro de 2012

HINO OFICIAL DA JMJ RIO2013 "ESPERANÇA DO AMANHECER"


PAPA NO LÍBANO: "A VOCAÇÃO DA IGREJA E DO CRISTÃO É SERVIR"

Beirute (RV) - Bento XVI presidiu, neste domingo, a celebração eucarística no City Center Waterfront de Beirute, no Líbano, e após a santa missa entregou a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente. Participaram da cerimônia 350 mil pessoas.

A missa foi particularmente tocante por causa da presença de pastores e fiéis de países como a Síria, abalada pela guerra e pela violência.

"Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Ele neste dia em que tenho a alegria de me encontrar convosco aqui, no Líbano, para entregar aos Bispos da região a Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Medio Oriente" – frisou o Papa em sua homilia.

Jesus quer fazer os discípulos entenderem quem Ele realmente é. "Um Messias sofredor, um Messias servo, e não um libertador político onipotente. Ele é o Servo obediente à vontade de seu Pai a ponto de perder a sua vida. É o que já anunciava o profeta Isaías na primeira leitura. Assim Jesus vai contra o que muitos esperavam d’Ele. A sua afirmação choca e desconcerta. Aquele que quiser ser seu discípulo deve aceitar ser servo, como Ele se fez servo" – disse o Papa.

O Santo Padre destacou que "seguir Jesus significa tomar a própria cruz e o acompanhar pelo seu caminho, um caminho incômodo que não é o do poder nem da glória terrena, mas o que leva necessariamente a renunciar a si mesmo, a perder a sua vida por Cristo e pelo Evangelho, a fim de a salvar. É que nos foi dada a certeza de que este caminho leva à ressurreição, à vida verdadeira e definitiva com Deus".

Bento XVI recordou o Ano da Fé que terá início em 11 de outubro próximo, frisando que deseja que todo fiel se comprometa de maneira renovada neste caminho da conversão do coração.

O Papa destacou que o caminho por onde Jesus nos conduz é um caminho de esperança para todos. "Deus manifesta o seu amor, fazendo-se servo, dando-se a nós. O serviço é um elemento constitutivo da identidade dos discípulos de Cristo. A vocação da Igreja e do cristão é servir; e fazê-lo, como o próprio Senhor, gratuitamente e a todos sem distinção. Assim, servir a justiça e a paz, num mundo onde a violência não cessa de alongar o seu rasto de morte e destruição, é uma urgência de modo a comprometer-se em prol duma sociedade fraterna, para edificar a comunhão" - disse o pontífice.

O Papa pediu ao Senhor para que "conceda ao Oriente Médio servidores da paz e da reconciliação, para que todos possam viver pacífica e dignamente. O serviço deve estar no centro da vida da comunidade cristã. Todo o ministério, toda a função na Igreja é primariamente um serviço a Deus e aos irmãos".

"É este espírito que deve animar todos os batizados, uns em relação aos outros, especialmente através dum compromisso efetivo em favor dos mais pobres, dos marginalizados, daqueles que sofrem, para que seja preservada a dignidade inalienável de toda a pessoa" – concluiu Bento XVI. (MJ)


Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 15 de setembro de 2012

REFLEXÃO PARA O 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Mais uma vez Deus nos leva a uma revisão de nossos critérios, se estão de acordo com os de Jesus, o Homem Novo, ou se nos deixamos levar pelos do mundo e aceitamos os seus, tão diversos dos do Senhor.

A primeira leitura, extraída de Isaías nos apresenta a figura significativa do Servo Sofredor, a mesma da sexta-feira santa, onde lemos sobre o homem das dores que confia no Senhor. Esse relato nos conduz ao Evangelho deste domingo, em que Marcos faz o primeiro anúncio da paixão do Mestre. Ora, Jesus é aquele que nos salvou a partir do seu sofrimento, que foi rejeitado e hostilizado pelos grandes de Israel e, em seguida, enaltecido pelo Pai e, por Ele, ressuscitado. Por isso Jesus se tornou a força, a esperança, o referencial para aqueles que assumem, como missão, a luta por seus irmãos, pela justiça, para que eles sejam respeitados como filhos de Deus.

No Evangelho Cristo desnorteou seus discípulos ao falar que ele seria rejeitado e sofreria muito e que exatamente por causa dessa paixão é que sairia vitorioso. Jesus ensinou que a vitória virá através da morte, da derrota. Ele quebrou a lógica do mundo, virou a mesa.

Quando Pedro, que havia feito bela profissão de fé, mas ainda sem uma compreensão amadurecida, disse que impediria tal desastre acontecer, Jesus o repreendeu com um veemente “Afasta-te de mim Satanás!” E em seguida disse para todos:” Se alguém me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Renunciar a si mesmo significa renunciar a toda ambição pessoal, não pensar em si, em seus interesses, mas estar totalmente voltado para Deus e para os outros.

Tomar a sua cruz é muito mais do que aceitar as durezas do dia a dia; é conseqüência do “renunciar a si mesmo,” quando nos sacrificamos pela felicidade de alguém e é, em diversas ocasiões, o preço pela fidelidade ao Evangelho.

Seguir Jesus é tomar parte em seu projeto redentor, na luta pela instauração do Reino de justiça e de paz e aceitar as conseqüências dessa participação; é perder a vida, como aconteceu com ele, nosso Mestre e Senhor.

Ser companheiro de Jesus em sua paixão, assumindo toda sua humilhação, trabalhos e lutas, nos proporcionará, depois, segui-lo na glória. Por isso, quem quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas quem a perder, irá salvá-la. (CAS)
 
Fonte; Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

BENTO XVI: VENHO AO LÍBANO COMO PEREGRINO DA PAZ

Beirute (RV) – “Venho ao Líbano como peregrino de paz.” A longa espera acabou, pois Bento XVI já se encontra em Beirute, para a sua 24ª viagem apostólica internacional.

Depois de pouco mais de três horas de viagem de Roma à capital libanesa, o Pontífice e sua delegação foram recebidos no Aeroporto internacional “Rafiq Hariri” pelo Presidente da República, Michel Sleiman, pelo Patriarca Maronita Béchara Boutros Rai, e outras autoridades civis e eclesiásticas.

Após o cerimonial de boas-vindas, tomaram a palavra primeiro do Presidente da República e, a seguir, Bento XVI.

O Papa agradeceu a recepção calorosa, “o magnífico acolhimento” – que se reserva a um irmão amado e respeitado. Falou das “excelentes relações” que sempre existiram
entre a Santa Sé e o Líbano e do motivo de sua viagem, ou seja, a publicação da Exortação apostólica Pós-Sinodal “Ecclesia in Medio Oriente”.

Dirigindo-se a todos os libaneses, Bento XVI afirma que
não esquece os acontecimentos “tristes e dolorosos” que, durante longos anos, atormentaram este lindo país.

“A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num
espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões.”

Este equilíbrio, que é apresentado em toda a parte como um exemplo, é extremamente delicado, disse o Papa. Por
vezes, ameaça romper-se. Então, é preciso dar provas de real moderação e grande sabedoria; a razão deve prevalecer sobre a paixão unilateral para favorecer o bem comum de todos.

A convivência que o Líbano quer testemunhar, acrescentou, só será profunda se estiver fundada sobre uma atitude de benevolência para com o outro, se estiver enraizada em Deus. Só então será um modelo para os habitantes de toda a região e para o mundo inteiro. Não se trata duma obra meramente humana, mas dum dom de Deus que é preciso pedir com insistência, preservar a todo custo e consolidar resolutamente.

“Venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens”, disse ainda o Papa, citando o lema da sua viagem apostótica: «Salami ō-tīkum – dou-vos a minha paz». E hoje, além deste país, dirijo-me em espírito também a todos os países do Médio Oriente como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo de todos os habitantes de todos os países da região, independentemente da sua filiação e da sua crença.”

Bento XVI garantiu que as alegrias e as tribulações dos povos do Oriente Médio estão continuamente presentes em sua oração, pedindo a Deus que os acompanhe e console. « Posso assegurar que rezo de maneira particular por todos os que sofrem nesta região, e são tantos! Estou feliz por estar com todos vocês. Que Deus os abençoe a todos.

No final da cerimônia, o Papa deixou o Aeroporto de Beirute em direção à Nunciatura Apostólica de Harissa, a 37 km da capital, onde ficará hospedado nesses três dias de visita.

À tarde, o evento que aguarda Bento XVI se realizará na Basílica Greco-melquita de São Paulo, para a assinatura da Exortação Apostólica “Ecclesia in Medio Oriente”, na presença de todos os patriarcas e bispos da região.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

A AVENTURA DA CRUZ

Rio de Janeiro (RV) - No dia da Exaltação da Santa Cruz, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro lançará para o mundo, através do Comité Organizador Local da JMJ Rio 2013, o Hino Oficial desse evento jovem que está movimentando a Igreja de nossa cidade.

O lançamento será no Bairro de Santa Cruz, que nesse dia completa 445 anos, e onde acontecerá também a Vigília e a Missa de Envio no encerramento da JMJ em julho do
próximo ano.

Estamos todos unidos à cruz da JMJ, que ora está na região Amazônica e que já atravessou mais da metade do país. Ela foi enviada pelo Beato Papa João Paulo II, iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude, para que o povo jovem anunciasse Jesus Cristo a todas as nações.

A cruz, hoje acompanhada pelo ícone de Nossa Senhora, chegará ao Rio de Janeiro às vésperas da Jornada. Será então o grande momento do
protagonismo juvenil capaz de transformar o mundo para melhor. É esse o sentido de nossa oração e é também esse o sentido do hino oficial da Jornada Mundial da Juventude que está sendo lançado nesta festa.

Foram muitas as contribuições (mais de 180) que vieram do mundo inteiro. Uma equipe especializada escolheu os vinte possíveis hinos, que, depois de outra seleção, chegou-se aos três mais cotados. Todos poderiam ajudar o jovem a cantar sua fé e sua esperança. Porém, tínhamos que escolher apenas um deles. Agora é conhecê-lo, divulgá-lo, traduzi-lo nas diversas línguas e manifestar a alegria jovem que brota do coração do Redentor que bate forte pelo povo que Ele salvou.

A festa da exaltação da Santa Cruz remonta ao século IV. Segundo a “Crônica de Alexandria”, Helena, a mãe do Imperador Constantino, encontrou a Cruz original da crucificação de Jesus. Isso teria sido em 14 de setembro do ano 320. Sobre esses fatos surge a comemoração anual, o que é atestado por volta do quinto século. A data é comum tanto no Ocidente quanto no Oriente, quando o Papa Sergio I (687-701) ordenou a sua festa.

Porém, outra explicação mais catequética é que a data de 14 de setembro foi preparada com o simbolismo dos 40 dias. Na verdade, 28-29 de junho – festa dos apóstolos Pedro e Paulo – comemora-se no Judaísmo a transfiguração de Moisés no Monte Sinai (Êxodo 34, 29-35); após 40 dias, a seis de agosto, nós celebramos a Transfiguração do Senhor; e, finalmente, 40 dias depois, em 14 de setembro, a festa da Santa Cruz.

A escolha também foi ditada, certamente, por outras idéias teológicas como, por exemplo, uma referência à festa das Tendas, que varia a cada ano a partir de meados de setembro para outubro, quando se celebra a festa da luz, o santuário e o altar. Precisamente o que a Cruz e a Ressurreição do Senhor tinham cumprido
através da economia do memorial permanente da redenção, que se deu precisamente na cruz.

A cruz é para os cristãos a árvore da vida, o tálamo, o trono, o altar da nova e eterna aliança.
Uma vez que Cristo, novo Adão, adormecido na Cruz, deu à luz o admirável sacramento da Igreja, a cruz se torna o sinal do senhorio de Cristo sobre aqueles que são configurados no Batismo com Ele na morte e na glória. Na Patrística, é o sinal do Filho do Homem que aparecerá no final dos tempos. O amor todo se manifesta na Cruz.

Santa Teresa d’Ávila disse em seus colóquios de amor com Cristo: “a cruz é vida e conforto, o único caminho para o céu”. Assim, a Cruz, antes de ser sinal de tortura e de sofrimento, é sinal de misericórdia, esperança, abrigo, reflexão, inspiração, perdão, paixão, amor, paz e vitória sobre o sofrimento e a dor.

Jesus Cristo se ofereceu livremente à Paixão da Cruz e abriu o sentido e o destino de nossa vida. Com Ele temos na Cruz os braços abertos e o coração aberto a serviço do Pai. Nele conseguimos ver e sentir a esperança, a eternidade.

A Cruz é uma história de amor, o sentido maior do esvaziamento (Kenosis) do Filho, onde Ele demonstra que Seu amor não tem limites, e que mesmo o medo da morte não poderia manchar o seu compromisso maior: fazer a vontade do Pai.

A Sua morte foi, sim, o início de Sua glorificação, pois o próprio Pai O exaltou. O que se exalta não é a cruz/sofrimento. O que se exalta é o amor incondicional de um Deus que partilhou a nossa condição humana e comprometeu-se com a realização do Reino até o fim. Na Cruz, Cristo, hoje Ressuscitado, deu a vida por nós. Por isso “nossa glória é a Cruz onde nos salvou Jesus”.

Temos que exaltar o Cristo que, tendo amado os seus, amou-os até o fim (Jo 13,1). E exaltar a Deus que deu Seu filho unigênito para que todos tenham vida em Seu nome (Jo 3, 16 e Gn 22, 2).

O próprio Deus quis tornar-se um de nós, até mesmo no sofrimento e na tristeza de alma. Um Deus que nos envolve com Seu amor extremado, infinito, demonstrado não em grandes mistérios, mas em verdade e em vida.

Cada vez que fazemos o sinal da cruz invocando a Santíssima Trindade recordamos desse mistério. Por isso trazemos a cruz em nossas Igrejas, casas, locais de trabalho, conosco – acreditamos em um Deus que deu a vida por nós e tornou a cruz um sinal de salvação. O cristão sabe, pela cruz, que a nossa limitação nunca será capaz, nunca será suficiente para contemplarmos toda essa imensidade de amor. Mas, nela, na Cruz, podemos experimentar esse amor. E a única chave de compreensão de nossa existência é certamente pelo amor. Só o amor explica a nossa vida, e nos solicita para a vida. Assim celebramos a festa da Exaltação da Santa Cruz, ou a festa da Exaltação do Supremo Amor.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

AUDIÊNCIA GERAL: JAMAIS PODEMOS SER PESSIMISTAS!

 Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Bento XVI recebeu fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para a tradicional Audiência Geral das quartas-feiras.

No encontro, que esta semana precede a viagem ao Líbano, Bento XVI falou em sua catequese sobre a oração na segunda parte do Apocalipse.

Enquanto na primeira parte a oração está orientada para dentro da vida eclesial, na segunda parte a atenção está dirigida ao mundo inteiro.

A Igreja, de fato, caminha na história, e faz parte dela, segundo o projeto de Deus. A assembleia deve saber ler em profundidade a história que está vivendo, aprendendo a discernir com a fé os acontecimentos para colaborar, com a sua ação, ao desenvolvimento do reino de Deus. E esta obra de leitura e de discernimento, como também de ação, está estritamente ligada à oração.

Dirigindo o olhar ao Céu de Deus, na relação constante com Cristo, abrindo a Ele o nosso coração e a nossa mente na oração pessoal e comunitária, nós aprendemos a ver as coisas de modo novo e a colher seu significado mais verdadeiro. Para uma leitura mais profunda da história, o Senhor guia a comunidade cristã, convidando-a a considerar com realismo o presente que está vivendo.

Diante da violência, da injustiça, da fome, da doença, diante de realidades
dramáticas, a comunidade eclesial é chamada a jamais perder a esperança. O Apocalipse nos diz que a oração alimenta em cada um de nós e nas nossas comunidades essa visão de luz e de profunda esperança: nos convida a não nos deixar vencer pelo mal, mas a vencer o mal com o bem. A Igreja vive na história, mas não se fecha em si mesma; enfrenta com coragem o seu caminho em meio a dificuldades e sofrimentos.

Eis a síntese em português que Bento XVI fez de sua catequese:

Queridos irmãos e irmãs, a oração é como uma janela aberta que nos permite ter os olhos voltados para Deus, não só para nos lembrar a meta para a qual tendemos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terreno e nos ajude a vivê-lo com intensidade e empenho. Neste sentido, a segunda parte do Apocalipse nos mostra, através dos símbolos do trono de Deus, do livro e do Cordeiro imolado, como a oração pessoal e comunitária nos leva a ver a realidade de um modo novo, captando o seu pleno sentido. O Trono representa o senhorio de Deus sobre a história; o Livro com os sete selos, o plano de Deus sobre os homens e os acontecimentos; e o Cordeiro imolado se refere a Cristo morto e ressuscitado, o grande vencedor do maligno. De fato, o Apocalipse nos ensina a ler a realidade, muitas vezes marcada por sofrimentos e aparentes derrotas, com um olhar de esperança: como cristãos, jamais podemos ser pessimistas! Devemos olhar para Cristo Crucificado e Ressuscitado que nos associa à sua vitória!
Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, especialmente os portugueses de Avintes e Alpendurada, bem como os fiéis de Curitiba, acompanhados de seu Bispo, Dom Moacyr Vitti e todos os demais grupos de brasileiros. Lembrai-vos de que a vida de oração do cristão deve ter por centro a Missa dominical. É na Eucaristia que experimentareis como o Senhor Jesus vem e faz morada em quem n’Ele crê e acolhe. E que Deus vos abençoe em todas as vossas necessidades! Ide em paz!

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 11 de setembro de 2012

VIAGEM APOSTÓLICA DE BENTO XVI AO LÍBANO

Cidade do Vaticano (RV) - Sexta-feira, 14, o Papa dará início à sua 24ª viagem apostólica internacional, tendo como destino o Líbano, único país do Oriente Médio em que a maioria da população é cristã, segundo indicam as estatísticas da Igreja Católica no Líbano.

O Brasil, país que acolheu imigrantes do Líbano desde o século XIX, é pátria hoje de cerca de 8 milhões de descendentes libaneses. Destes, 70% são maronitas. A Igreja Maronita é uma Igreja Católica, de rito oriental, em plena comunhão com a Sede Apostólica Romana, ou seja, reconhece a autoridade do Papa. Esta Igreja Oriental possui ritual próprio, diferente do rito Latino adotado pelos católicos ocidentais. O rito maronita prevê a celebração da missa em língua siro-aramaico, a língua que Jesus Cristo falava.

A Eparquia Maronita no Brasil existe desde 1962. A Paróquia Nossa Senhora do Líbano, em São Paulo, foi a primeira paróquia Maronita em nosso país. O atual bispo maronita do Brasil é Dom Edgard Madi, que assumiu oficialmente em dezembro de 2006. Pe. Elias Karam é o Pároco da Catedral de Nossa Senhora do Líbano, em São Paulo. Ele conversou conosco e contou sobre seu
trabalho junto à comunidade.

Eu vim para cá no ano de 2010, em maio, e até agora estou servindo a Igreja maronita. É uma missão muito boa, muito linda. Temos dificuldades, mas estamos felizes. Trabalho com o bispo na Arquidiocese maronita do Brasil. Meu trabalho é servir os fiéis da minha paróquia; atendê-los nos batismos, casamentos, confissões, acompanhamento das pessoas, e ademais, dou aulas de árabe na paróquia e agora estou trabalhando num projeto de um ano com os descendentes libaneses jovens, para levá-los ao país de origem e conhecer o Líbano”.

“A comunidade é muito numerosa em São Paulo. Temos a Sociedade Beneficente Maronita no Brasil, que tem sede no bispado. Fazemos muitos projetos juntos para unir a comunidade maronita, como obras sociais. Os fiéis brasileiros estão entusiasmados com a visita do Papa. Nós a divulgamos; levamos o Povo ao ambiente que se vive no Líbano. Por isso, o povo está interessado em rezar pelo país. Em minhas missas, peço sempre ao povo que acenda uma vela para o nosso país, para acompanhar a visita com as orações daqui, do Brasil”.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 8 de setembro de 2012

REFLEXÃO PARA O 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - A segunda leitura de hoje, tirada da Carta de São Tiago, nos questiona quanto ao nosso relacionamento com as pessoas que são ricas, bonitas, inteligentes, realizadas profissionalmente, afetivamente, enfim, como nos portamos diante das pessoas bem sucedidas de acordo com o critério mundanos. Ao mesmo tempo, São Tiago também analisa nosso comportamento em relação ao pobre, ao deficiente, ao feio, ao menos inteligente, ao desempregado, ao sem teto, enfim aos marginalizados em nossa sociedade.
Se somos batizados, se fizemos a profissão de fé cristã e a renovamos a cada domingo no momento do Credo, deveremos agir como Jesus Cristo e ter um especial carinho pelos pobres e oprimidos já que eles mereceram uma atenção especial de Jesus e continuam sendo os filhos queridos do Pai.

Contudo, deixamos a carne falar mais forte e agimos de acordo com os critérios humanos, mesmo sabendo que fazemos algo errado. O belo, o aceito socialmente nos atrai tanto, na mesma proporção em que repugnamos o feio. Ao mesmo tempo demonstramos também nossa fragilidade, temendo a reação do mundo, em não sermos aceitos por causa de nossa postura socialmente incorreta diante dos códigos sociais elitistas. Aí renegamos o Cristo crucificado, que está no marginalizado, e abraçamos as pompas e as obras que o crucificaram.

Muitas vezes conseguimos ter atitudes cristãs dentro das igrejas, na hora da missa, mas tal não consegue resistir a um confronto em um ambiente extra eclesial. É na sociedade, nos casamentos, nas festas, no trabalho, na rua, nos hospitais, que somos chamados a sermos sal da terra e luz do mundo. É aí que deveremos fazer a diferença.

Criticamos muito os nossos políticos e deveremos continuar criticando-os quando não fazem o que prometeram em época de eleições. Alguns até se deixam subornar por dinheiro ou por acordos partidários. Mas atenção, não só os políticos corruptos são coniventes com os erros denunciados por uma frase do livro do Eclesiastes (13,3), mas também nós: "O rico comete uma injustiça e ainda se mostra altivo, o pobre é injustiçado e ainda se desculpa”. Concordaremos com isso ou vamos lutar pela justiça, evitando discriminação? Se cremos em Deus, nossas relações serão marcadas pela justiça e pela caridade.

No Evangelho Jesus curou um surdo que, por causa dessa deficiência, falava com dificuldade. O Senhor o levou para fora da multidão, tocou-o em seu ouvido e língua e disse sobre ele: "Abre-te!" O surdo, como não escuta, não sabe o que passa ao seu redor e geralmente, como no relato de hoje, tem dificuldade em se expressar e, por tudo isso se sente e é marginalizado. Jesus o retirou dessa situação, devolvendo-o capacitado. A ação cristã o reintegrou à sociedade.

Ao mesmo tempo o Senhor recomenda silêncio em relação ao seu feito. Perguntamo-nos o por quê? Porque Ele sabe que o testemunho dado só será possível quando as pessoas passarem, como ele Jesus passou, pela cruz e ressurreição. É no Calvário que surge o homem novo, o homem que supera os contra valores mundanos e revela a fé autêntica, a entrega radical ao querer do Pai, isto é, à prática da justiça.

Se Deus privilegia os pobres, que lugar ocupam os carentes em minha vida? Até onde pratico e luto por uma justiça social?
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

VII SEMANA TEOLÓGICA

A Escola de Teologia e Pastoral "Santo Agostinho" convida a todos para a VII Semana Teológica, com o tema: Gaudium et Spes "Constituição Pastoral Sobre a Igreja no Mundo de Hoje".

A Semana Teológica acontece de 17 a 21 de setembro de 2012 na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, em Cachoeiro de Itapemirim.

Os assuntos abordados em cada dia de estudo serão os seguintes:1) Proêmio - A condição do homem no mundo de hoje. A igreja e a vocação do homem - Frei Domingos Sérgio Gusson, oar (pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação); 2) A dignidade da pessoa humana. A comunidade humana - Pe. Juliano Ribeiro (pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças); 3) A atividade no mundo. O papel da Igreja no mundo contemporâneo. Alguns problemas mais urgentes - Pe. Thiago da Silva Vargas (pároco da Paróquia São Filipe); 4) A promoção da dignidade do matrimônio e da família. Conveniente promoção do progresso cultural. A vida ecônimo social - Pe. Fábio Eduardo de Lima Santos (Viágio Paroquial da Paróquia São Pedro Apóstolo (Catedral)); 5) A vida da comunidade política. Promoção da paz e da comunidade internacional - Bispo diocesano Dom Frei Dario Campos, ofm.

Mais
informações na Secretaria da Paróquia Nossa Senhora da Consolação. Tel (28) 3522 - 6607.

As
inscrições vão até o 10 de setembro.

  

AUDIÊNCIA GERAL: "ORAÇÃO NÃO É SÓ PEDIDOS, MAS LOUVOR A DEUS"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Bento XVI retomou esta quarta-feira as Audiências Gerais no Vaticano, já que as últimas foram realizadas em Castel Gandolfo, onde se encontra sua residência de verão.

Na Sala Paulo VI, o Pontífice prosseguiu suas catequeses sobre a “escola de oração”, comentando o Livro do Apocalipse, o último do Novo Testamento. “Um Livro difícil, mas que contém uma grande riqueza”, disse o Papa.

Um leitor apresenta à assembleia uma mensagem confiada pelo Senhor ao Evangelista João. O leitor e a assembleia constituem, por assim dizer, os dois protagonistas do desenvolvimento do livro; deles, já no início, se diz: “Feliz o leitor e os ouvintes das palavras desta profecia, se observarem o que nela está escritos, pois o Tempo está próximo”.

Do diálogo constante entre eles, brota uma sinfonia de oração, que se desenvolve com grande variedade de formas até a conclusão. “Ouvindo o leitor que apresenta a mensagem, ouvindo e observando a assembleia que reage, a oração deles se torna a nossa”, explicou Bento XVI.

O Apocalipse nos apresenta uma comunidade reunida em oração, porque é justamente na oração que sentimos de modo sempre mais crescente a presença de Jesus conosco. Quanto mais e melhor rezarmos com constância, com intensidade, mais nos parecemos com Ele, e Ele entrará realmente na nossa vida, doando alegria e paz. E quanto mais conhecermos, amarmos e seguirmos Jesus, mais sentiremos a necessidade de nos deter em oração com Ele, recebendo serenidade, esperança e força na nossa vida.

Ao final da catequese, o Papa fez um resumo em várias
línguas. Em português, disse: 

Queridos irmãos e irmãs, no âmbito da «escola de oração», que vos tenho vindo a propor, quero hoje falar da oração no Apocalipse, o último livro do Novo Testamento. Na primeira parte deste livro, vemos a oração viva e palpitante da assembleia cristã reunida no domingo, «no dia do Senhor». Envolvida pelo amor do Senhor, a assembleia sente-se livre dos laços do pecado e proclama-se como «reino» de Jesus Cristo: isto é, pertence só a Ele. Reconhece a grande missão, recebida no Baptismo, de levar ao mundo a presença de Deus. Conclui esta sua celebração de louvor, fixando o olhar diretamente em Jesus e, com entusiasmo crescente, reconhece que Ele detém a glória e o poder para salvar a humanidade. O «amém» final conclui o hino de louvor a Cristo Senhor. Tudo isto nos ensina que a nossa oração, feita muitas vezes só de pedidos, deve, pelo contrário, ser sobretudo louvor a Deus pelo seu amor, pelo dom de Jesus Cristo, que nos trouxe força, esperança e salvação.

Amados fiéis brasileiros de Nossa Senhora das Dores e de São Bento e São Paulo, a graça e a paz de Jesus Cristo para todos vós e demais peregrinos de língua portuguesa. Quanto mais e melhor souberdes rezar, tanto mais sereis parecidos com o Senhor e Ele entrará verdadeiramente na vossa vida. É na oração que melhor podereis dar conta desta presença de Jesus em vós, recebendo serenidade, esperança e força na vossa vida. Tudo isto vos desejo, com a minha Bênção”.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

04 DE SETEMBRO: DIA DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

A bem-aventurada Virgem Maria é venerada como Mãe da Consolação, porque através dela «Deus mandou ao mundo o Consolador», Cristo Jesus. A participação nas dores da paixão de seu Filho e nas alegrias de sua ressurreição a põem em condição de consolar a seus filhos em qualquer aflição que se encontrem. Depois da ascensão de Jesus Cristo, em união com os Apóstolos implorou com ardor e esperou com confiança o Espírito Consolador. Agora, elevada ao céu, «brilha ante o povo peregrino de Deus como sinal de segura esperança e consolação». (LG 69).

Desde o século XVII, «Mãe da Consolação» ou «Mãe da Correia» é o titulo principal com que a Ordem agostiniana honra à Virgem. Em 1439 obteve a faculdade de erigir para os leigos a «confraria da cintura». Uma antiga lenda, nascida no seio da Ordem, narrava que a Virgem tinha aparecido a Santa Mônica, afligida pela sorte de Agostinho, consolando-a e dando-lhe uma correia, a mesma com que depois se cingiriam Agostinho e seus frades. De ordinário, a iconografia representa a Virgem e ao menino no ato de entregar correias, respectivamente, a Santa Mônica e a Santa Agostinho. Em 1945 surgiu na Igreja agostiniana de Bolonha a confraria de «Santa Maria da Consolação». Em 1575 ambas as confrarias se fundiram em uma única arquiconfraria da Correia, a que os papas enriqueceram com abundancia de indulgências.

Nos últimos calendários litúrgicos é declarada Patrona da Ordem.
A proteção da Mãe da Consolação nos dá serenidade e consolo nas provas para que também nós possamos consolar a nossos irmãos.