sábado, 31 de janeiro de 2015

REFLEXÃO PARA O 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Casar ou não casar, eis a questão levantada por São Paulo na segunda leitura de hoje.
O judaísmo dava muita importância ao casar-se, pois daí viriam os filhos que iriam ajudar ao Povo de Israel ser uma realidade. As pessoas solteiras e viúvas eram olhadas como anormais, pois não seguiam a vocação natural: casar e procriar.
O Cristianismo viu no celibato um laço estreito e forte com aquilo que se relaciona imediatamente com o Reino dos Céus. Ele permite à pessoa celibatária dedicar-se totalmente às coisas do Reino dos céus.
Uma constrói o Reino deste mundo, a outra, o celeste.
Muitos sentem que não lhes cabe alternativa senão consagrar-se à vida religiosa ou sacerdotal, pois querem o mais, querem apenas cuidar da realidade futura.
Outros, reconhecendo a beleza da vida matrimonial e de ter filhos, sentem-se chamados a construir uma família.
Mas para aquele e para aquela que vê a beleza das duas vocações, que deseja fazer a vontade do Senhor, que não quer seguir os apelos carnais, o que fazer?
Tudo é bom porque tudo leva para Deus, contudo para alguns, uma dessas duas opções é melhor do que a outra. Não se trata de uma visão teórica do que seja melhor, mas sim de uma adesão à vocação, ao chamado de Deus, àquilo que nos fará mais felizes, mais pessoas realizadas.
São Paulo, ao enaltecer a vida celibatária quer mostrar aos que colocam o casamento como a vocação única do ser humano, as vantagens e os porquês da vida celibatária. Longe de engrandecer o celibato como a única vocação digna do ser humano, o Apóstolo dos gentios busca o equilíbrio tirando do casamento sua superioridade em relação ao outro modo de ser. Todas as duas vocações são importantes e nenhuma é melhor que a outra. A melhor é aquela à qual a pessoa se sente chamada. De fato, a santidade reside em saber responder ao chamado do Senhor, seja ele qual for.
São Paulo é muito prático e para enaltecer a vida celibatária por amor ao Reino dos céus, diz que ela propicia ao ser humano viver sempre unido ao Senhor, com o coração livre para se dedicar por completo a Deus e aos irmãos, indistintamente, sem qualquer limite. Portanto, a grandeza do celibato ganha sentido enquanto doação plena e total ao Reino.
Contudo, nossa realidade nos apresenta homens e mulheres casados, que, individualmente ou como casal, além de manter com sacrifícios uma família, dedicam muito tempo à comunidade, quando não se tornam o baluarte da mesma comunidade. Não podemos fechar os olhos diante dessa realidade!
Trata-se de fazer a vontade de Deus, não importando o estado civil. Este deverá ser vivido, assumido, dentro da vocação dada pelo Senhor. Não importa se somos leigos ou religiosos. Jamais poderemos nos fechar em nossa vida. A dimensão do serviço ao Reino deve encontrar espaço em nossa vida. Seja de modo explícito na vida eclesial, seja de modo implícito na vida comunitária, o cristão deverá dedicar-se à construção do Povo de Deus.
Pe. Cesar Augusto dos Santos, S.J.
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PARABÉNS FREI MÁRIO!

O calendário da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos Recoletos neste dia, 30 de janeiro de 2015, recorda o 51º aniversário natalício de Frei Mário Aparecido, O.A.R. e a Paróquia Nossa Senhora da Consolação congratula-se com esse sacerdote e roga a Deus que o cumula de ricas bênçãos de saúde e sabedoria.

Frei Mário Aparecido, O.A.R., atualmente, reside e trabalha como Pároco na Paróquia Nossa Senhora da Penha, na cidade de Castelo (ES).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

PAPA: "PAIS AUSENTES DEIXAM GRAVES LACUNAS NOS FILHOS"

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira, 28, o Papa Francisco encontrou-se com os fiéis na Sala Paulo VI na audiência geral que concede semanalmente. Retomando o caminho da catequese sobre a família, o tema abordado nesta ocasião foi o ‘o pai’. 
A passagem bíblica lida – em várias línguas – no início do encontro, do Evangelho de João, 14,18 (Não vos deixarei órfãos), foi a base da reflexão de Francisco. 
Pai, ontem e hoje
O Pontífice começou analisando que “esta palavra - pai - possui um sentido universal e é muito cara aos cristãos, pois Jesus nos ensinou a chamar assim a Deus e a usava para manifestar a sua relação especial com Ele”. 
Hoje, porém, sobretudo na cultura ocidental, o conceito de pai parece estar em crise; a figura do pai está simbolicamente ausente. No início, isso foi visto como uma libertação do ‘pai-patrão’, autoritário e censor da felicidade dos filhos. Antigamente, lembrou o Papa, era comum um certo autoritarismo; muitos pais tratavam seus filhos como escravos e não respeitavam sua autonomia, exigências pessoais; não os ajudavam a crescer em liberdade.
“Com o tempo, isso foi mudando de um extremo para o outro”, prosseguiu Francisco. O problema hoje não é mais a presença invasiva dos pais, mas a sua ausência: estão ‘foragidos’, concentrados em si mesmos. Deixam sós os filhos pequenos, na sensação de orfandade. O Papa revelou que “quando era Arcebispo de Buenos Aires sentia isso nas crianças e jovens e perguntava a seus pais se tinham tempo para os filhos, se tinham coragem e amor suficientes para brincar ou conversar com eles”.
As consequências
“A ausência do pai é muito nociva às crianças e aos jovens, produz lacunas e feridas que podem ser muito graves; e sem perspectivas e valores, eles ficam vazios e propensos a buscarem ídolos que preencham os seus corações”. 
“Mas também quando estão em casa, muitas vezes não se comportam como pais, não cumprem o seu papel educativo, não dão a seus filhos, com seu exemplo, os princípios, valores e regras de vida de que precisam”. 
Pais 'deslocados'
Em certos casos – disse ainda – os pais não sabem bem que lugar ocupam na família e, na dúvida, se abstêm ou optam por uma relação ‘de igual para igual’ com os filhos. “É verdade que se deve ser companheiros dos filhos, mas sem se esquecer que se é pai, né?”.
“Sua ausência deixa os jovens sem estradas seguras, sem mestres nos quais confiar. Ficam órfãos de ideais que lhes aqueçam os corações, órfãos de valores e de esperanças que os amparem no dia a dia. São preenchidos de ídolos, mas lhes é roubado o coração, são levados a sonhar divertimentos e prazeres, mas não lhes dá a chance de trabalhar, são iludidos com o deus-dinheiro e privados das verdadeiras riquezas”. 
Por isso, mais do que nunca, Francisco lembrou a promessa de Jesus: «Não vos deixarei órfãos». Somente através de Cristo a paternidade pode realizar todas as suas potencialidades segundo o plano de Deus, nosso Pai. 
E terminando, esclareceu que desta vez, abordou exclusivamente as problemáticas derivadas da ausência da figura paterna; sendo um pouco ‘negativo’. Mas prometeu que na próxima quarta-feira, será analisada a beleza de ser pai e da luminosidade desta condição. "Da escuridão de hoje, passarei à luz"
No final do encontro, Francisco saudou os grupos presentes, inclusive os fiéis e pastores de Brasília, e concedeu a todos a sua bênção apostólica.
Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

QUARESMA: CRISTÃO SEJAM ILHAS DE MISERICÓRDIAS NO MAR DA INDIFERENÇA

Cidade do Vaticano (RV) – A mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015 foi apresentada na manhã desta terça-feira (27/1), na Sala de Imprensa da Santa Sé. O tema “Fortalecei os vossos corações” foi extraído do Carta de São Tiago, capítulo 5, versículo 8. O período quaresmal tem início no domingo, 22 de fevereiro.
No texto, o Pontífice reflete sobre a “globalização da indiferença”, que pode atingir três esferas da vida eclesial: a Igreja, as comunidades e cada um dos fiéis.
Escreve o Papa: “Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros, não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar”.
Igreja
Quanto à Igreja, Francisco recorda que no corpo de Cristo não há espaço para a indiferença, citando  o Apóstolo Paulo: “Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros”. Estando interligados em Deus, afirma ele, podemos fazer algo mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não poderíamos jamais alcançar: “rezamos com eles e por eles a Deus, para que todos nos abramos à sua obra de salvação”.
Paróquias e as comunidades
Nas paróquias e as comunidades, o Papa sugere que, para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direções. Em primeiro lugar, unindo-nos na oração. Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. “A Igreja é, por sua natureza, missionária, não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens”, escreve Francisco, que faz um apelo: “Amados irmãos e irmãs, tornem-se ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!”.
Fiéis
Por fim, o Pontífice se dirige a cada um dos fiéis, pedindo que não se deixem absorver pela “espiral de terror e impotência” diante de notícias e imagens que relatam o sofrimento humano.
“Não subestimemos a força da oração!”, escreve o Papa, citando a iniciativa “24 horas para o Senhor”, que se celebrará em toda  a Igreja nos dias 13 e 14 de março. Além da oração, Francisco recorda que todos podem contribuir para o fim do sofrimento com gestos de caridade, graças aos inúmeros organismos caritativos da Igreja.
“A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.”
Francisco recorda ainda que o sofrimento do próximo constitui um apelo à conversão, “porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos”.
Conversão
E conclui: “Para superar a indiferença e as nossas pretensões de onipotência, gostaria de pedir a todos para viverem este tempo de Quaresma como um percurso de formação do coração. Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso, que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença”.
Fonte: Site da Rádio Vaticano

QUARESMA 2015: FORTALECEI OS VOSSOS CORAÇÕES

Cidade do Vaticano (RV) – “Fortalecei os vossos corações” é o título da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2015. Eis o texto integral:
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2015
«Fortalecei os vossos corações» (Tg5,8)
Amados irmãos e irmãs!
Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é  sobretudo um « tempo favorável » de graça (cf. 2  Cor6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo  tenha dado: « Nós amamos, porque Ele nos amou  primeiro »  (1 Jo4,19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós,  conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa  procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada  um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Coisa diversa se passa connosco! Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente  dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos  interessam os seus problemas, nem as tribulações  e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração  cai na indiferença: encontrando-me relativamente  bem e confortável, esqueço-me dos que não estão  bem! Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um  mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de  enfrentar.
Quando o povo de Deus se converte ao seu  amor, encontra resposta para as questões que a história continuamente nos coloca. E um dos desafios  mais urgentes, sobre o qual me quero deter nesta  Mensagem, é o da globalização da indiferença. Dado que a indiferença para com o próximo e  para com Deus é uma tentação real também para  nós, cristãos, temos necessidade de ouvir, em cada  Quaresma, o brado dos profetas que levantam a voz  para nos despertar. A  Deus  não  Lhe  é  indiferente  o  mundo,  mas  ama-o  até  ao  ponto  de  entregar  o  seu  Filho  pela  salvação de todo o homem. Na encarnação, na vida  terrena, na morte e ressurreição do Filho de Deus,  abre-se definitivamente a porta entre Deus e o homem, entre o Céu e a terra. E a Igreja é como a mão  que mantém aberta esta porta, por meio da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos,  do testemunho da fé que se torna eficaz pelo amor  (cf. Gl 5,6).  O  mundo,  porém,  tende  a  fechar-se  em si mesmo e a fechar a referida porta através da  qual Deus entra no mundo e o mundo n’Ele. Sendo  assim, a mão, que é a Igreja, não deve jamais surpreender-se, se se vir rejeitada, esmagada e ferida. Por isso, o povo de Deus tem necessidade de  renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação,  gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação.
1. « Se um membro sofre, com ele sofrem todos os  membros » (1 Cor12,26)– A Igreja.
Com o seu ensinamento e sobretudo com o seu  testemunho, a Igreja oferece-nos o amor de Deus,  que rompe esta reclusão mortal em nós mesmos que  é a indiferença. Mas, só se pode testemunhar algo  que antes experimentámos. O cristão é aquele que  permite a Deus revesti-lo da sua bondade e misericórdia, revesti-lo de Cristo para se tornar, como Ele,  servo de Deus e dos homens. Bem no-lo recorda a liturgia de Quinta-feira Santa com o rito do lava-pés. Pedro não queria que Jesus lhe lavasse os pés, mas depois compreendeu que Jesus não pretendia apenas  exemplificar  como  devemos  lavar  os  pés  uns aos outros; este serviço, só o pode fazer quem,  primeiro, se deixou lavar os pés por Cristo. Só essa  pessoa « tem parte com Ele » (cf. Jo 13,8), podendo  assim servir o homem. A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos  como  Ele.  Verifica-se  isto  quando  ouvimos  a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos,  nomeadamente a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que,  com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence  a um único corpo e, n’Ele, um não olha com indiferença o outro. « Assim, se um membro sofre,  com ele sofrem todos os membros; se um membro  é  honrado,  todos  os  membros  participam  da  sua  alegria » (1 Cor12,26). A Igreja é communio sanctorum, não só porque,  nela, tomam parte os Santos mas também porque é  comunhão de coisas santas: o amor de Deus, que  nos foi revelado em Cristo, e todos os seus dons;  e, entre estes, há que incluir também a resposta de  quantos se deixam alcançar por tal amor. Nesta comunhão dos Santos e nesta participação nas coisas  santas, aquilo que cada um possui, não o reserva  só para si, mas tudo é para todos. E, dado que estamos interligados em Deus, podemos fazer algo  mesmo pelos que estão longe, por aqueles que não  poderíamos jamais, com as nossas simples forças,  alcançar: rezamos com eles e por eles a Deus, para  que todos nos abramos à sua obra de salvação.
2. « Onde está o teu irmão? »  (Gn 4,9)– As paróquias e as comunidades
Tudo o que se disse a propósito da Igreja universal  é  necessário  agora  traduzi-lo  na  vida  das  paróquias e comunidades. Nestas realidades eclesiais, consegue-se porventura experimentar que  fazemos parte de um único corpo? Um corpo que,  simultaneamente, recebe e partilha aquilo que  Deus nos quer dar? Um corpo que conhece e cuida dos seus membros mais frágeis, pobres e pequeninos? Ou refugiamo-nos num amor universal  pronto a comprometer-se lá longe no mundo, mas  que esquece o Lázaro sentado à sua porta fechada
(cf. Lc16,19-31)? Para receber e fazer frutificar plenamente aquilo que Deus nos dá, deve-se ultrapassar as fronteiras da Igreja visível em duas direções. Em primeiro lugar, unindo-nos à Igreja do Céu  na oração. Quando a Igreja terrena reza, instaura--se reciprocamente uma comunhão de serviços e  bens que chega até à presença de Deus. Juntamente  com os Santos, que encontraram a sua plenitude em  Deus, fazemos parte daquela comunhão onde a indiferença é vencida pelo amor. A Igreja do Céu não  é triunfante, porque deixou para trás as tribulações  do mundo e usufrui sozinha do gozo eterno; antes  pelo contrário, pois aos Santos é concedido já contemplar e rejubilar com o facto de terem vencido  definitivamente a indiferença, a dureza de coração  e  o  ódio,  graças  à  morte  e  ressurreição  de  Jesus.  E, enquanto esta vitória do amor não impregnar  todo o mundo, os Santos caminham connosco, que  ainda somos peregrinos. Convicta de que a alegria  no Céu pela vitória do amor crucificado não é plena  enquanto houver, na terra, um só homem que sofre e  geme, escrevia Santa Teresa de Lisieux, doutora da  Igreja:  « Muito  espero  não  ficar  inativa  no  Céu;  o meu desejo é continuar a trabalhar pela Igreja e pelas  almas »  (Carta 254, de 14 de Julho de 1897).
Também nós participamos dos méritos e da alegria dos Santos e eles tomam parte na nossa luta e no  nosso desejo de paz e reconciliação. Para nós, a sua  alegria pela vitória de Cristo ressuscitado é origem de  força para superar tantas formas de indiferença e dureza de coração.
Em  segundo  lugar,  cada  comunidade  cristã  é  chamada a atravessar o limiar que a põe em relação  com a sociedade circundante, com os pobres e com os  incrédulos. A Igreja é, por sua natureza, missionária,  não fechada em si mesma, mas enviada a todos os  homens. Esta  missão  é  o  paciente  testemunho  d’Aquele  que quer conduzir ao Pai toda a realidade e todo o homem. A missão é aquilo que o amor não pode calar. A  Igreja segue Jesus Cristo pela estrada que a conduz a  cada homem, até aos confins da terra (cf.Act1,8). Assim podemos ver, no nosso próximo, o irmão e a irmã  pelos quais Cristo morreu e ressuscitou. Tudo aquilo  que recebemos, recebemo-lo também para eles. E, vice-versa, tudo o que estes irmãos possuem é um dom  para a Igreja e para a humanidade inteira.
Amados irmãos e irmãs, como desejo que os  lugares onde a Igreja se manifesta, particularmente as nossas paróquias e as nossas comunidades, se  tornem ilhas de misericórdia no meio do mar da indiferença!
3. « Fortalecei os vossos corações »  (Tg 5,8)– Cada um dos fiéis
Também como indivíduos temos a tentação da  indiferença. Estamos saturados de notícias e imagens impressionantes que nos relatam o sofrimento  humano, sentindo ao mesmo tempo toda a nossa  incapacidade de intervir. Que fazer para não nos  deixarmos absorver por esta espiral de terror e impotência? Em primeiro lugar, podemos rezar na comunhão da Igreja terrena e celeste. Não subestimemos  a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda  a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 13 e  14 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração. Em segundo lugar, podemos levar ajuda, com  gestos de caridade, tanto a quem vive próximo de  nós como a quem está longe, graças aos inúmeros  organismos caritativos da Igreja. A Quaresma é um tempo propício para mostrar este interesse pelo  outro, através de um sinal – mesmo pequeno, mas  concreto – da nossa participação na humanidade  que temos em comum.  E, em terceiro lugar, o sofrimento do próximo  constitui um apelo à conversão, porque a necessidade do irmão recorda-me a fragilidade da minha  vida, a minha dependência de Deus e dos irmãos.
Se humildemente pedirmos a graça de Deus e aceitarmos os limites das nossas possibilidades, então  confiaremos  nas  possibilidades  infinitas  que  tem  de reserva o amor de Deus. E poderemos resistir à  tentação diabólica que nos leva a crer que podemos  salvar-nos e salvar o mundo sozinhos. Para superar a indiferença e as nossas pretensões de omnipotência, gostaria de pedir a todos  para viverem este tempo de Quaresma como um  percurso de formação do coração, a que nos convidava Bento XVI (Carta enc. Deus caritas est, 31).  Ter  um  coração  misericordioso  não  significa  ter  um  coração  débil.  Quem  quer  ser  misericordioso  precisa de um coração forte, firme, fechado ao tentador mas aberto a Deus; um coração que se deixe  impregnar pelo Espírito e levar pelos caminhos do  amor que conduzem aos irmãos e irmãs; no fundo,  um coração pobre, isto é, que conhece as suas limitações e se gasta pelo outro. Por isso, amados irmãos e irmãs, nesta Quaresma desejo rezar convosco a Cristo: « Fac cor nostrum secundum cor tuum – Fazei o nosso coração  semelhante ao vosso » (Súplica das Ladainhas ao  Sagrado Coração de Jesus). Teremos assim um coração forte e misericordioso, vigilante e generoso,  que não se deixa fechar em si mesmo nem cai na  vertigem da globalização da indiferença.
Com estes votos, asseguro a minha oração por  cada crente e comunidade eclesial para que percorram, frutuosamente, o itinerário quaresmal,  enquanto, por minha vez, vos peço que  rezeis por  mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora  vos guarde!
Vaticano, Festa de São Francisco de Assis, 4 de  Outubro de 2014.
Fonte: Site da Rádio Vaticano

PAPA: A ORAÇÃO PARA FAZER A VONTADE DE DEUS

Cidade do Vaticano (RV) - É preciso rezar a Deus e pedir todos os dias a graça de entender a sua vontade, a graça de fazer a sua vontade e a graça de realizar sua vontade completamente. Este é o ensinamento que o Papa buscou na liturgia do dia para inspirar a sua homilia na manhã desta terça-feira (27/01), na Casa Santa Marta.
Certa vez havia uma lei feita de prescrições e proibições, de sangue de bois e cabras, “antigos sacrifícios” que não tinham a “força” de “perdoar os pecados”, nem de fazer “justiça”. Então, o Cristo vem ao mundo e com sua subida à Cruz – o ato “que de uma vez por todas nos justificou” – Jesus demonstrou qual é o sacrifício que mais agrada a Deus: não o holocausto de um animal, mas a oferta da própria vontade para fazer a vontade do Pai.
Núcleo da fé
As leituras e o Salmo do dia conduzem a reflexão de Francisco a respeito de um dos fulcros da fé: a “obediência à vontade de Deus”. Esta, afirma o Papa, “é a estrada da santidade, do cristão” para que o “plano de Deus seja realizado”, que “a salvação de Deus seja realizada”:
“O contrário teve início no Paraíso, com a desobediência de Adão. E aquela desobediência trouxe mal a toda a humanidade. Os pecados também são atos de desobediência a Deus, de não fazer a vontade de Deus. O Senhor, ao invés, nos ensina que esta é a estrada e que não há outra. E começa com Jesus, sim, nos Céus, na vontade de obedecer o Pai. Mas na terra começa com Maria: ela, o que disse ao Anjo? ‘Que seja feito aquilo que dizes’, isso quer dizer, que seja feita a vontade de Deus. E com este ‘sim’ ao Senhor, o Senhor deu início ao seu percurso entre nós”.
“Não é fácil.” O Papa usa várias vezes essa expressão quando fala de realizar a vontade de Deus. Não foi fácil para Jesus que foi tentado no deserto e também no Horto das Oliveiras, e com dor no coração aceitou o suplício que o aguardava. Não foi fácil para alguns discípulos, que o deixaram porque não entenderam o que significava “fazer a vontade do Pai”. Não o é para nós, a partir do momento que – notou o Papa – “todos os dias nos são apresentadas em uma bandeja tantas opções”. E então, se perguntou, como “faço para fazer a vontade de Deus?”. Pedindo “a graça” de desejar realizá-la:
Fazer a vontade de Deus
“Eu rezo para que o Senhor me dê a vontade de fazer a sua vontade ou busco acordos porque tenho medo da vontade de Deus? Outra coisa: rezar para conhecer a vontade de Deus em relação a mim e à minha vida, sobre a decisão que devo tomar agora. Sobre a maneira de administrar as coisas… A oração para querer fazer a vontade de Deus, e a oração para conhecer a Sua vontade. E quando conheço a vontade de Deus, com a oração pela terceira vez: realizá-la. Para realizar a vontade, que não é a minha, mas é Sua. E não é fácil”.
Portanto, resumiu o Papa, “rezar para sentir a vontade de seguir a vontade de Deus, rezar para conhecer a vontade de Deus e rezar – uma vez reconhecida – para prosseguir com a vontade de Deus”:
“Que o Senhor nos dê a graça, a todos nós, para que um dia possa dizer de nós aquilo que disse daquele grupo, daquela multidão que o seguia, daqueles que estavam sentados a seu redor, como ouvimos no Evangelho: ‘Eis minha mãe e os meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus é para mim irmão, irmã e mãe”. Fazer a vontade de Deus nos faz ser parte da família de Jesus, nos faz mãe, pai, irmã e irmão”. (BF/RB/SP)
Fonte: Site da Rádio Vaticano

PARABÉNS FREI ADEMIR!

O calendário da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos Recoletos neste dia, 27 de janeiro de 2015, recorda o 63º aniversário natalício de Frei Ademir João Garcia, O.A.R. e a Paróquia Nossa Senhora da Consolação congratula-se com esse sacerdote e roga a Deus que o cumule de ricas bênçãos de saúde e sabedoria.

Frei Ademir João Garcia, O.A.R., atualmente, reside e trabalha como Prior do Seminário Teológico "Santa Mônica" e como Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de São Paulo (SP).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RETIRO DE CARNAVAL: ALEGRA-TE

A Renovação Carismática Católica da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim promoverá no período de carnaval o retiro Alegra-te, para tanto as inscrições estão abertas no escritório da R.C.C., confira o prazo das inscrições e valores.


CURSO DE FÉRIAS NA CAPELINHA EM FRANCA (SP)

O Secretariado de Formação promoveu o Curso de Férias que em três objetivos principais:

1. A convivência dos formandos de Franca e São Paulo;

2. O estudo intensivo de temas previstos no programa de estudos da Ordem dos Agostinianos Recoletos;

3. O trabalho manual.

Em 2015, o curso terá início no dia 26 de janeiro de 2015 até 6 de fevereiro de 2015, e participarão todos os veteranos de Franca (Filosofia) e de São Paulo (Teologia), e acontecerá nas dependência do Seminário Nossa Senhora Aparecida (Capelinha) e IAF (Instituto Agostiniano de Filosofia).

O período matutino é dedicado aos estudos, com dois temas:

1. "Música e canto litúrgico: iniciação teórica e prática", ministrado pela professora Yelva Prados;

2. "O sacerdócio na experiência e no pensamento de Santo Agostinho", com Frei Afonso.

O período vespertino é dedicado ao trabalho manual na biblioteca (limpeza geral: livro por livro) e, em alguns dias, esporte.

No período noturno haverá momentos de leitura pessoal, filmes e recreação.

Os horários de oração e liturgia seguirão os horários da comunidade religiosa.

Fonte: Site da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos Recoletos 


sábado, 24 de janeiro de 2015

REFLEXÃO PARA O 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia deste domingo nos fala de como Deus deseja o nosso empenho na conversão de outras pessoas, especialmente daquelas que aparentemente nada se pode esperar de bom.
Jonas foi enviado por Deus para converter os ninivitas, povo adversário dos judeus.
Deus é assim, não olha a nacionalidade das pessoas e nem seus erros, mas quer salvar todos, quer dar a todos a possibilidade de mudança de vida, de conversão, e consegue! De fato, Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tim 2, 3-4)
No Evangelho, João Batista é o profeta enviado por Deus para preparar os caminhos do Senhor, isto é, para que as pessoas, com o coração convertido, aceitassem Jesus Cristo.  Ele é rejeitado, perseguido e morto por causa do anúncio de que Deus amava os homens e por isso queria que eles andassem nos caminhos da salvação, deixando uma vida cheia de pecados.
Contudo, o Senhor passa por onde ele estava e chama alguns de seus discípulos  para trabalharem pelo Reino, pela conversão das pessoas.
Simão e André, Tiago e João escutam o chamado e dão o sim para a missão. Para isso foi necessário deixar pessoas e atividades absolutamente importantes, como os pais e o trabalho.
O convite de Jesus é missão, isso comporta estar em primeiro lugar, ter prioridade em nossa vida.
É dizer ao povo que faça sua adesão a Jesus, que se liberte das amarras. Quais são nossas amarras? O que nos impede irmos até Deus, de deixarmos acomodações inebriantes, de abrirmos mãos de uma sociedade consumista, de relativizarmos  nossos valores e voltarmos a atenção para aquilo que nos fala de Deus, mesmo que seja uma vida simples, comprometida com o eterno e com o que nos torna irmãos? A este propósito, pensemos no que diz a Palavra de Deus: “Onde está o teu tesouro aí estará também teu coração” (Mt 6, 21).
Fonte: Site da Rádio Vaticano

PARABÉNS FREI EDIELSON E DOM JÚLIO!

O calendário da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos recoletos recorda neste dia, 24 de janeiro de 2015, o 17º aniversário da ordenação presbiteral de Frei Edielson Oliveira da Cunha, O.A.R. e 4º aniversário da ordenação episcopal de Dom Júlio Endi Akamini e a Paróquia Nossa Senhora da Consolação congratula-se com esse sacerdote e bispo, respectivamente, e roga a Deus que os cumulem de ricas bênçãos de saúde e sabedoria.


Frei Edielson Oliveira da Cunha, O.A.R., atualmente, reside e trabalha como Pároco na Paróquia São Januário e Santo Agostinho, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).


Dom Júlio Endi Akamini é bispo auxiliar da Arquidiocese Metropolitana de São Paulo e atua como Vigário Episcopal para região Lapa, na cidade de São Paulo, região em que está a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, administrada pelos frades da Ordem dos Agostinianos Recoletos - Província Santa Rita de Cássia.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PAPA: CONFISSÃO NÃO É JUÍZO, MAS ENCONTRO COM DEUS

Cidade do Vaticano (RV) – A confissão não é um “juízo”, mas um “encontro” com um Deus que perdoa e esquece todos os pecados: em síntese, foi o que disse o Papa na homilia pronunciada esta manhã, durante a Missa presidida na Casa Santa Marta.
O “trabalho” de Deus é reconciliar, disse Francisco, comentando o trecho de Paulo aos Hebreus, no qual o Apóstolo fala da “nova aliança” estabelecida pelo Senhor com o seu povo eleito.
“O Deus que reconcilia”, afirmou o Papa, escolhe enviar Jesus para restabelecer um novo pacto com a humanidade e o fundamento deste pacto é o perdão. Um perdão que tem muitas características:
“Antes de tudo, Deus perdoa sempre! Não se cansa de perdoar. Somos nós que nos cansamos de pedir perdão. Mas Ele não se cansa de perdoar. Quando Pedro perguntou a Jesus: “Quantas vezes eu devo perdoar? Sete vezes?” – “Não sete vezes: setenta vezes sete”. Isso sempre. Deus perdoa assim: sempre. Se você viveu uma vida de muitos pecados e, no final, um pouco arrependido, pede perdão, Deus perdoa imediatamente! Ele perdoa sempre”.
E mesmo assim, a dúvida que poderia surgir no coração humano é sobre o “quanto” Deus está disposto a perdoar. Pois bem, repetiu Francisco, basta “arrepender-se e pedir perdão”: “não se deve pagar nada”, porque “Cristo já pagou por nós”. O modelo é o filho pródigo da parábola que, arrependido, prepara um discurso a fazer ao seu pai, o qual, por sua vez, não o deixa nem mesmo falar, mas o abraça e o beija:
“Não existe pecado que Ele não possa perdoar. Ele perdoa tudo. ‘Mas, padre, eu não me confesso porque aprontei muito, mas tanto, que não receberei o perdão...’ Não. Não é verdade. Perdoa tudo. Se você estiver arrependido, ele perdoa tudo. Quando… eh, muitas vezes não o deixa falar! Você começa a perdir perdão e Ele lhe faz sentir aquela alegria do perdão antes que você termine de contar tudo”.
E outra coisa, continuou o Papa: quando perdoa, Deus “faz festa”. E finalmente, Deus “esquece”. Porque o que importa para Deus é “encontrar-se conosco”. E aqui, Francisco sugere um exame de consciência aos sacerdotes dentro do confessionário. “Estão dispostos a perdoar tudo?”, “a esquecer os pecados daquela pessoa?”. A confissão, concluiu, “mais do que um juízo, é um encontro”:
“Muitas vezes, as confissões parecem um procedimento, uma formalidade : ‘Po, po, po, po, po… Po, po, po… Vai”. Tudo mecânico! Não! Onde está o encontro? O encontro com o Senhor que reconcilia, que abraça e faz festa? E este é o nosso Deus, tão bom. Devemos também ensinar: que as nossas crianças, os nossos jovens aprendam a se confessar bem, porque confessar-se não é ir a uma lavanderia para retirar uma mancha. Não! É ir ao encontro do Pai, que reconcilia, que perdoa e faz festa”.
Fonte: Site da Rádio Vaticano

4 ANOS DE SAUDADES: FREI JOÃO ECHÁVARRI

Neste dia 23 de janeiro de 2015, recordamos a vida simples de homem de fé, que retornou à casa do Pai há 4 anos, Frei João Echávarri, O.A.R.

Sempre celebrava a Eucaristia com muita simplicidade, amor e dedicação e, sempre, com o hábito agostiniano recoleto, cingido com a correia.

Quanta saudade e viva a nossa amizade!

Frei João Echávarri, rogai por nós!

23 DE JANEIRO: BEATA JOSEFA MARIA DE BENIGÁNIM, VIRGEM


Nasceu em Benigánim (Valência) no dia 9 de janeiro de 1625 de uma família modesta. Muito jovem, ficou órfã de pai. Após vencer algumas dificuldades, entrou como irmã leiga no convento das agostinianas de Benigánim, a 25 de outubro de 1643. Este convento pertence à observância descalça fundada, dentro da Ordem, pelo Arcebispo de Valência São João de Ribera, na diocese de Valência, em 1597. Sua vida foi marcada pela graça e manifestações extraordinárias. Simples, humilde, toda dedicada aos trabalhos e serviços da comunidade e com grande espírito de contemplação. 

De medíocres qualidades intelectuais, mais ainda, analfabeta, seu dom de conselho e seus conhecimentos teológicos causavam admiração. Seus êxtases surpreendiam a todos. Diante destes fatos, foi promovida a irmã de coro, a 18 de novembro de 1663. Morreu a 21 de janeiro de 1696. Seu nome de batismo era Josefa Teresa. Na Ordem chamou-se Josefa Maria de Santa Inês. Comumente era chamada Madre Inês. Foi beatificada por Leão XIII em 1888. Seus restos mortais estiveram conservados no convento das Agostinianas Descalças de Benigánim até o ano de 1936, quando desapareceram.


Fonte: http://www.agustinosrecoletos.com/saints/index#sthash.g8RBEuAd.dpuf

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

9º MUTICOM DEBATERÁ A ÉTICA NA COMUNICAÇÃO

Considerado um dos maiores eventos de comunicação eclesial e pastoral do Brasil, o Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) terá sua 9ª edição na cidade de Vitória (ES). O evento está marcado para o período de 15 a 19 de julho, e abordará como tema central “A Ética nas comunicações”.
O encontro contará com programação extensa, oferecendo palestras com especialistas e estudiosos da comunicação, debates, grupos de trabalho, apresentação de modelos de comunicação, além de atividades culturais.
A conferência de abertura, no dia 15, receberá o sacerdote salesiano e escritor, padre Gildásio Mendes, doutor em Comunicação pela Wayne State University, em Michigan. Ele apresentará a temática sobre a “Ética nas comunicações”. Ainda, para o evento, estão confirmadas presenças de pesquisadores renomados da comunicação, que participarão dos debates e mesas.
No domingo, 19, haverá City Tour livre pelos principais pontos turísticos da cidade.
Grupos de Trabalhos
A novidade das últimas edições do Muticom são os Grupos de Trabalhos, espaços reservados para apresentação de experiências, estudos de caso e pesquisa de comunicação eclesial e pastoral. O 9º Muticom contará com oito GT´s, organizados em diferentes temáticas. Os Grupos de Trabalhos serão realizados nos dias 16 e 17.
GT1 - Análise de materiais impressos
GT2 - Análise de sites e redes sociais
GT3 - O comportamento do indivíduo nas Redes Sociais
GT4 - A música religiosa como forma de comunicação
GT5 - O mercado da fé
GT6 - Trânsito religioso
GT7 - O padre e os desafios da comunicação
GT8 - Educomunicação
Participe do Muticom
Dioceses, paróquias e comunidades já começaram a organizar grupos com destino à Vitória para o Muticom. A Pastoral da Comunicação (Pascom) do regional Sul 2 da CNBB levará mais de 50 participantes. Os interessados devem entrar em contato para informações sobre valores, pelo e-mail:jornalismo@centralcultura.com.br.
Para participar do 9º Muticom é necessário fazer inscrição pelo site muticom.com.br.  Na página está disponível informações sobre o encontro; a programação completa; perfil dos palestrantes convidados; sugestões para locais de hospedagem; além de informações sobre o estado que recebe o encontro. As informações também estão disponíveis na fanpage do evento: facebook.com/muticomvitoria
Fonte: Site da CNBB

CNBB PUBLICA TEXTO BASE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a  Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
O texto base utilizado para auxiliar nas atividades da CF 2015 já está disponível nas Edições CNBB. O documento reflete a dimensão da vida em sociedade que se baseia na convivência coletiva, com leis e normas de condutas, organizada por critérios e, principalmente, com entidades que “cuidam do bem-estar daqueles que convivem”.
Na apresentação do texto, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, explica que a Campanha da Fraternidade 2015 convida a refletir, meditar e rezar a relação entre Igreja e sociedade.
“Será uma oportunidade de retomarmos os ensinamentos do Concílio Vaticano II. Ensinamentos que nos levam a ser uma Igreja atuante, participativa, consoladora, misericordiosa, samaritana. Sabemos que todas as pessoas que formam a sociedade são filhos e filhas de Deus. Por isso, os cristãos trabalham para que as estruturas, as normas, a organização da sociedade estejam a serviço de todos”, comenta dom Leonardo.
Proposta do subsídio
O texto base está organizado em quatro partes. No primeiro capítulo são apresentadas reflexões sobre “Histórico das relações Igreja e Sociedade no Brasil”, “A sociedade brasileira atual e seus desafios”, “O serviço da Igreja à sociedade brasileira” e “Igreja – Sociedade: convergência e divergências”.
Na segunda parte é aprofundada a relação Igreja e Sociedade à luz da palavra de Deus,  à luz do magistério da Igreja e à luz da doutrina social.
Já o terceiro capítulo debate uma visão social a partir do serviço, diálogo e cooperação entre Igreja e sociedade, além de refletir sobre “Dignidade humana, bem comum e justiça social” e “O serviço da Igreja à sociedade”. Nesta parte, o texto aponta  sugestões pastorais para a vivência da Campanha da Fraternidade nas dioceses, paróquias e comunidades.
O último capítulo do texto base apresenta os resultados da CF 2014, os projetos atendidos por região, prestação de contas do Fundo Nacional de Solidariedade de 2013 (FNS) e as contribuições enviadas pelas dioceses, além de histórico das últimas Campanhas e temas discutidos nos anos anteriores.
Adquira o texto base da CF 2015www.edicoescnbb.com.br ou (61) 2193.3019
Fonte: Site da CNBB

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

OVELHAS CUJA LÃ DARÁ ORIGEM AO PÁLIO SÃO APRESENTADAS AO PAPA

Cidade do Vaticano (RV) – Foram apresentadas ao Papa na manhã desta quarta-feira (21/01), antes da Audiência Geral, no átrio da Casa Santa Marta, as duas ovelhas abençoadas por ocasião da memória litúrgica de Santa Inês.
Pálio Arquiepiscopal
A lã das duas ovelhas será utilizada para confeccionar os Pálios dos novos Arcebispos Metropolitanos. O Pálio é uma insígnia litúrgica de honra e de jurisdição que é usado pelo Papa e pelos Arcebispos Metropolitanos nas suas Igrejas e naquelas das suas províncias. O Pálio destinado aos Arcebispos Metropolitanos é constituído por uma estreita faixa confeccionada em lã branca e decorada com seis cruzes de seda preta.
O rito de imposição do Pálio aos Arcebispos Metropolitanos é realizado pelo Papa no dia 29 de junho, no Vaticano, durante a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. (RB)

BÊNÇÃOS DAS ROSAS E PÉTALAS DE ROSA EM HONRA À SANTA RITA DE CÁSSIA

Na Celebração Eucarística das 19h, deste dia, 21 de janeiro de 2015, acontecerá a bênção das rosas e pétalas de rosas em honra à Santa Rita de Cássia, na Igreja/Matriz de Nossa Senhora da Consolação.

Você que é devoto de Santa Rita de Cássia participe dessa Santa Missa e leve sua rosa para ser abençoada.

21 DE JANEIRO: SANTA INÊS, VIRGEM E MÁRTIR

Virgem e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é santo. Seu nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia (uma babá) que só a deixaria após o casamento.
Santa Inês tinha cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela; segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia ‘não’. Até que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.
Tão conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador, ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não foi manchada pelo pecado.
Auxiliada pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para sempre em Cristo.
Santa Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi enterrada.
Santa Inês, rogai por nós!
Fonte: Site da Canção Nova