terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nicolás Pérez-Aradros: “Os leigos são os protagonistas da Igreja em nossas paróquias”

Os agostinianos recoletos do Brasil que formam a província de Santa Rita de Cássia elegeram, dia 14 de janeiro, a Nicolás Pérez-Aradros Rubio como seu superior provincial para os próximos quatro anos. O prior geral, Miguel Miró, viajou de Roma a Franca (São Paulo, Brasil) para animar os religiosos a uma participação ativa no processo de revitalização e reestruturação da Ordem.

Nicolás Pérez-Aradros (1956, Arnedo, La Rioja, Espanha) ingressou no seminário menor com dez anos. Foi passando pelas distintas casas de formação da Ordem na Espanha: Lodosa (Navarra), Valhadoli, Fuenterrabia (Guipúzcoa). Em 1975 professou os votos de castidade, pobreza e obediência em Monteagudo (Navarra), depois do ano de noviciado. Cinco anos depois e após terminar os estudos de teologia, recebeu a ordenação sacerdotal em Marcilha (Navarra).



Brasileiro da Espanha

P. Dizem que você é um brasileiro nascido na Espanha. Há quantos anos você está no Brasil e em que lugares já trabalhou?

R. Cheguei ao Brasil pela primeira vez dia 1º de fevereiro de 1981, alguns meses depois de minha ordenação sacerdotal, e passei toda minha vida aqui: são mais de 30 anos! Meus primeiros sete anos os passei em Tapauá, na prelazia de Lábrea; depois vim ao Seminário Teológico Santa Mônica, em São Paulo, onde, durante três anos, tive a oportunidade de estudar catequese e liturgia, ajudando na formação dos estudantes de teologia da província de Santa Rita de Cássia. No início de 1991 regressei à Prelazia onde, por seis meses, servi como pároco em Pauiní. Na metade do ano, o Prior Geral me transferiu para a província de Santa Rita de Cássia, e fui residir no seminário menor Santo Agostinho, em Castelo (Espírito Santo); do seminário menor me enviaram para a paróquia Santa Rita de Cássia, em Vitória (Espírito Santo), onde vivi doze anos; e dali me levaram de volta a Castelo, agora como pároco. Em Castelo permaneci os últimos quatro anos.

P. Dia 14 de janeiro de 2012 você foi eleito prior da província brasileira de Santa Rita de Cássia. Que supõe para você esta eleição?

R. Como disse aos religiosos presentes no Capítulo no momento em que fui confirmado como Prior Provincial, o fato de assumir esta missão supõe para mim um chamado à conversão pessoal. É um desafio muito grande. Minha vida toda esteve dedicada ao ministério pastoral e, às vezes, as exigências pastorais nos levam a uma atividade tão intensa que esquecemos um pouco a nossa consagração religiosa como agostinianos recoletos. Agora, como Prior Provincial devo ser o primeiro a viver esta consagração e animar a todos os religiosos da Província neste empenho.

Leigos

P. Que aspectos destacaria da pastoral realizada pelos agostinianos recoletos no Brasil?

R. O fator determinante da pastoral no Brasil é o “protagonismo” dos leigos; é a marca registrada da Igreja Católica no Brasil. A partir desta premissa fundamental vem a organização em Comunidades Eclesiais de Base, a animação missionária, a centralidade da Palavra de Deus que se projeta no estudo da bíblia, nas celebrações dominicais presididas pelos leigos, no compromisso permanente de criar melhores condições de vida para o povo. Nossas paróquias, em linhas gerais, tem a marca da Igreja no Brasil. Quem visita nossas paróquias se surpreende com a presença dos leigos, sua disponibilidade e alegria para servir a Igreja, e o carinho que tem por nós, fruto da atenção e dedicação que lhes damos em nossas paróquias.

Vocações

P. E, ao mesmo tempo, a Ordem vive no Brasil um ressurgir de vocações à vida religiosa.

R. Sim, nos últimos quatro anos foram ordenados nove sacerdotes e três diáconos, e professou solenemente um religioso que não quis ordenar-se. A abundância de vocações é um presente de Deus, ao qual tem contribuído o esforço vocacional daqueles que estavam trabalhando na animação vocacional e nos seminários.


Revitalização

P. A Ordem dos Agostinianos Recoletos está em processo de revitalização. Que objetivos o Capítulo propôs para os próximos quatro anos e como serão realizados?

R. Em sintonia com a Ordem, nosso primeiro objetivo é “revitalizar” a Província priorizando a promoção vocacional e a formação dos religiosos. Ao mesmo tempo, queremos revitalizar a Província “aprofundando nossa identidade carismática, a conversão pessoal e comunitária, a comunhão fraterna e eclesial para cumprir melhor a missão evangelizadora em nossos ministérios”, como reza o objetivo geral de nosso Capítulo. No referente a promoção vocacional e a formação, nossa intenção é colocar à frente religiosos com entusiasmo e que se dediquem de coração a esta missão; de minha parte, estarei sempre acompanhando atentamente a evolução destes trabalhos.
Quanto ao segundo aspecto, deve ser um empenho de todos. A mim, como Provincial, me cabe acompanhar, incentivar e animar os religiosos para que a revitalização seja uma realidade.

P. Que proporia para revitalizar as comunidades da Província e da Ordem?

R. Da perspectiva de nossa província de Santa Rita de Cássia, o processo de revitalização tem que começar pelo empenho no fortalecimento da vida comunitária. É a “união dos corações” que nos levará a viver em espírito de comunhão e fraternidade; a partir daí será mais fácil reestruturar nossos ministérios. Por outro lado, é necessário viver com convicção nosso carisma, para compreender melhor que fazemos parte de um todo: a Ordem dos Agostinianos Recoletos; isto nos ajudará a unir esforços com as outras províncias e, em um futuro não tão distante, reestruturar a Ordem.

Fonte: Notícias oficiais da Ordem dos Agostinianos Recoletos

domingo, 29 de janeiro de 2012

ESCOLA DE TEOLOGIA PASTORAL SANTO AGOSTINHO

A Escola de Teologia Pastoral "Santo Agostinho" comunica que estão abertas as inscrições para novas turmas de Teologia Pastoral. O curso tem duração de 04 (quatro) anos, sempre às segundas-feiras, a partir das 19h30min, no salão paroquial.

Caso você tenha interesse em aprofundar seus conhecimentos teológicos, procure a Secretaria Paroquial ou ligue para (28) 3522-6607 (falar com Marta).

Início das aulas no dia 06 de fevereiro de 2012 (segunda-feira).

sábado, 28 de janeiro de 2012

REFLEXÃO PARA O 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Casar ou não casar, eis a questão levantada por São Paulo na segunda leitura de hoje.

O judaísmo dava muita importância ao casar-se, pois daí viriam os filhos que iriam ajudar ao Povo de Israel ser uma realidade. As pessoas solteiras e viúvas eram olhadas como anormais, pois não seguiam a vocação natural: casar e procriar.

O Cristianismo viu no celibato um laço estreito e forte com aquilo que se relaciona imediatamente com o Reino dos Céus. Ele permite à pessoa celibatária dedicar-se totalmente às coisas do Reino dos céus.

Uma constrói o Reino deste mundo, a outra, o celeste. Muitos sentem que não lhes cabe alternativa senão consagrar-se à vida religiosa ou sacerdotal, pois querem o mais, querem apenas cuidar da realidade futura. Outros, reconhecendo a beleza da vida matrimonial e de ter filhos, sentem-se chamados a construir uma família.

Mas para aquele e para aquela que vê a beleza das duas vocações, que deseja fazer a vontade do Senhor, que não quer seguir os apelos carnais, o que fazer?

Tudo é bom porque tudo leva para Deus, contudo para alguns, uma dessas duas opções é melhor do que a outra. Não se trata de uma visão teórica do que seja melhor, mas sim de uma adesão à vocação, ao chamado de Deus, àquilo que nos fará mais felizes, mais pessoas realizadas.

São Paulo, ao enaltecer a vida celibatária quer mostrar aos que colocam o casamento como a vocação única do ser humano, as vantagens e os porquês da vida celibatária. Longe de engrandecer o celibato como a única vocação digna do ser humano, o Apóstolo dos gentios busca o equilíbrio tirando do casamento sua superioridade em relação ao outro modo de ser. Todas as duas vocações são importantes e nenhuma é melhor que a outra. A melhor é aquela à qual a pessoa se sente chamada. De fato, a santidade reside em saber responder ao chamado do Senhor, seja ele qual for.

São Paulo é muito prático e para enaltecer a vida celibatária por amor ao Reino dos céus, diz que ela propicia ao ser humano viver sempre unido ao Senhor, com o coração livre para se dedicar por completo a Deus e aos irmãos, indistintamente, sem qualquer limite. Portanto, a grandeza do celibato ganha sentido enquanto doação plena e total ao Reino.

Contudo, nossa realidade nos apresenta homens e mulheres casados, que, individualmente ou como casal, além de manter com sacrifícios uma família, dedicam muito tempo à comunidade, quando não se tornam o baluarte da mesma comunidade. Não podemos fechar os olhos diante dessa realidade!

Trata-se de fazer a vontade de Deus, não importando o estado civil. Este deverá ser vivido, assumido, dentro da vocação dada pelo Senhor. Não importa se somos leigos ou religiosos. Jamais poderemos nos fechar em nossa vida. A dimensão do serviço ao Reino deve encontrar espaço em nossa vida. Seja de modo explícito na vida eclesial, seja de modo implícito na vida comunitária, o cristão deverá dedicar-se à construção do Povo de Deus. (CA)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

CALENDÁRIOS DE CELEBRAÇÕES PRESIDIDAS POR BENTO XVI NOS MESES DE FEVEREIRO A ABRIL DE 2012

Cidade do Vaticano (RV) – A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o calendário oficial das celebrações e viagens de Bento XVI até a Páscoa, em 8 de abril.

Em fevereiro, a primeira cerimônia será no dia 2, para a oração das Vésperas com religiosos e religiosas na Basílica de São Pedro (às 17h30), por ocasião da XVI Jornada da Vida Consagrada.

No dia 18 do mesmo mês, o Papa preside (às 10h30), no Vaticano, ao Consistório para a criação de 22 novos cardeais, incluindo o brasileiro Dom João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. No dia 19, às 9h30, preside à Santa Missa com os novos Cardeais na Basílica Vaticana.

O início da Quaresma, tempo litúrgico que antecede a Páscoa, será celebrado em 22 de fevereiro (às 16h30), com a tradicional procissão entre as Basílicas de Santo Anselmo e Santa Sabina, em Roma, na quarta-feira de Cinzas.

Entre 26 de fevereiro e 3 de março, o Papa e os seus colaboradores da Cúria Romana vivem uma semana de exercícios espirituais, sem compromissos agendados.

No dia 4 de março, domingo, Bento XVI visitará a paróquia romana de São João Batista, onde presidirá à Santa Missa, às 9h30 locais.
No dia 10 do mesmo mês, tem lugar uma celebração das vésperas na Basílica de São Gregório Magno, localizada no Monte Célio, em Roma, por ocasião de uma visita do Arcebispo Rowan Williams, líder da Igreja Anglicana.

A primeira viagem internacional de 2012 se realizará entre 23 e 29 de março, com passagens por México e Cuba.

As celebrações de Semana Santa iniciam-se a 1º de abril, Domingo de Ramos, com a Santa Missa presidida por Bento XVI na Praça São Pedro.

No dia 5 de abril, Quinta-feira Santa, na Basílica de São Pedro, o Papa celebra a Missa do Crisma, durante a qual são abençoados os óleos usados em sacramentos.

O Tríduo Pascal tem início na tarde de quinta-feira, com a Missa da Ceia do Senhor, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Na Sexta-feira Santa, o Papa preside a partir das 17h à celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro.

Às 21h15, Bento XVI preside no Coliseu de Roma à Via-Sacra, onde se evoca o trajeto que Jesus realizou em Jerusalém até a sua morte e sepultura.

A Vigília Pascal – a mais importante celebração do ano para os católicos – inicia-se às 20h na Basílica de São Pedro, seguindo o horário de anos anteriores.

No domingo de Páscoa, dia 8 de abril, Bento XVI celebra na Praça São Pedro, às 10h15, ao final da qual concede a bênção "Urbi et Orbi" (à cidade [de Roma] e ao mundo), ao meio-dia.

Os horários indicados se referem à hora local. (BF)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"SILÊNCIO E PALAVRA: CAMINHO DE EVANGELIZAÇÃO", PAPA DIVULGA SUA MENSAGEM PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Cidade do Vaticano (RV) - "Silêncio e palavra: caminho de evangelização" é o título da Mensagem de Bento XVI para o Dia das Comunicações Sociais, celebrado em 20 de maio. O texto foi publicado na manhã desta terça-feira, festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.

Para o Pontífice, silêncio e palavra "dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas".

O silêncio, afirma o Papa, é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. Deus fala ao homem mesmo no silêncio, e também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus.

"Silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo."

Leia abaixo a íntegra da Mensagem


Mensagem de Sua Santidade o Papa Bento XVI
para o XLVI Dia Mundial das Comunicações Sociais
(20 de Maio de 2012)

Tema: «Silêncio e palavra: caminho de evangelização»

Amados irmãos e irmãs,

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.

Benedictus PP XVI

Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

HOMENAGENS A FREI JOÃO ECHÁVARRI

Passado um ano do falecimento do frade agostiniano recoleto, Frei João Echávarri, a lembrança de seu modo de vida junto ao povo capixaba permanece viva, devido seu modo simples de viver e testemunhar no meio do Povo de Deus a maneira alegre de vivenciar a vida religiosa.

No domingo, dia 22 de janeiro de 2012, o povo da Fazenda do Centro, localidade do Município de Castelo, reuniram-se para rederem ação de graças pela vida de Frei João. Antes da celebração um grupo de pessoas realizou uma caminhada da sede da casa da fazenda até o cemitério, onde está sepultado o corpo de Frei João.

A Celebração Eucarística foi presidida por Frei Ademir João Garcia - oar que destacou na primeira leitura da liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum, assim como Jonas pediu ao povo de Nínive a mudança de vida, Frei João também o fez durante o tempo em que passou pela Bahia e no Espírito Santo. Fez um ensinamento linguístico em que Jonas também singnifica João.

Em Cachoeiro de Itapemirim, no Santuário de Nossa Senhora da Consolação, aconteceu pela manhã às 06h30min a primeira Missa do dia, neste dia 23 de janeiro de 2012, presidida pelo Frei João Constantino.
Escola na Fazenda do Centro que recebe o nome do nosso querido frei

Igreja Santo Agostinho - Fazenda do Centro - Castelo (ES)



Frei Ademir no momento da homilia

domingo, 22 de janeiro de 2012

REFLEXÃO PARA O 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - A liturgia deste domingo nos fala de como Deus deseja o nosso empenho na conversão de outras pessoas, especialmente daquelas que aparentemente nada se pode esperar de bom.
Jonas foi enviado por Deus para converter os ninivitas, povo adversário dos judeus. Deus é assim, não olha a nacionalidade das pessoas e nem seus erros, mas quer salvar todos, quer dar a todos a possibilidade de mudança de vida, de conversão, e consegue! De fato, Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tim 2, 3-4)

No Evangelho, João Batista é o profeta enviado por Deus para preparar os caminhos do Senhor, isto é, para que as pessoas, com o coração convertido, aceitassem Jesus Cristo. Ele é rejeitado, perseguido e morto por causa do anúncio de que Deus amava os homens e por isso queria que eles andassem nos caminhos da salvação, deixando uma vida cheia de pecados. Contudo, o Senhor passa por onde ele estava e chama alguns de seus discípulos para trabalharem pelo Reino, pela conversão das pessoas.

Simão e André, Tiago e João escutam o chamado e dão o sim para a missão. Para isso foi necessário deixar pessoas e atividades absolutamente importantes, como os pais e o trabalho. O convite de Jesus é missão, isso comporta estar em primeiro lugar, ter prioridade em nossa vida.

É dizer ao povo que faça sua adesão a Jesus, que se liberte das amarras. Quais são nossas amarras? O que nos impede irmos até Deus, de deixarmos acomodações inebriantes, de abrirmos mãos de uma sociedade consumista, de relativizarmos nossos valores e voltarmos a atenção para aquilo que nos fala de Deus, mesmo que seja uma vida simples, comprometida com o eterno e com o que nos torna irmãos? A este propósito, pensemos no que diz a Palavra de Deus: “Onde está o teu tesouro aí estará também teu coração” (Mt 6, 21). (CAS)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MISSA DE 01 ANO DE FALECIMENTO DE FREI JOÃO ECHÁVARRI

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação, administrada pela Ordem dos Agostinianos Recoletos, convida a toda Comunidade Paroquial e demais amigos de Frei Juan Echávarri Asiain - oar, mais conhecido como Frei João, para a Celebração Eucarística em sufrágio de sua alma no primeiro ano de seu falecimento, no dia 23 de janeiro de 2012, segunda-feira, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Consolação, horários das missas às 06h30min e às 19:00 horas.

Um ano de muita saudade!  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MENSAGEM DO XV CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTA RITA DE CÁSSIA (BRASIL)

Reunidos no Seminário Nossa Senhora Aparecida, Capelinha, em Franca, SP, entre os dias 09 e 16 de janeiro de 2012, nós, religiosos capitulares, queremos manifestar a nossa alegria e renovar a nossa fé e nossa vida como Ordem e Província, professando: Nós cremos no amor de Deus. Queremos exprimir assim a opção fundamental de nossa vida não por uma decisão humana ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa - Jesus Cristo -, que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo (Deus Caritas Est 01), de nossa identidade e de nosso serviço na Igreja. Assim, pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver com simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir (Carta Apostólica Porta Fidei 13).

A revitalização da Ordem, contemplada no 54º Capítulo Geral, é uma necessidade que se impõe a todos nós, e devemos utilizar todos os meios possíveis para fazê-la realidade. O cinqüentenário da Província, impulsionou a todos para darmos um passo a mais em nossa história. A chegada de novos membros, prova de nossa ação vocacional, nos diz que não estamos estacionados nas lembranças de um passado inerte, mas vivos na esperança de um novo tempo. E o Papa Bento XVI nos diz: a esperança da Igreja se encontra nos jovens. Para os já adiantados em idade, a esperança se encontra num espírito rejuvenescido. Aconteceu neste período a Jornada Mundial da Juventude, onde se notou a alegria de milhões de jovens em viver uma identidade com Jesus Cristo, dado que serve também para nosso rejuvenescimento. Não nos esqueçamos também dos 50 anos do Concílio Vaticano II, a ser celebrado deste próximo ano.

Vivemos um período de graça através da aprovação de nossas Constituições, revisadas e reformuladas, e na iminência da Celebração do Cem Anos como Ordem. Este momento, vivido, não com o espírito inchado, mas como um verdadeiro dom na Igreja, é motivo de alegria e esperança diante dos desafios que enfrentaremos de agora em diante. Não se consegue novo ardor sem uma renovação espiritual, abertura ao novo, e análise da realidade como um todo, sem medo.

É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que se faz nosso próximo no caminho da vida (Carta Apostólica Porta Fidei 14). A vivência de nossa identidade, cada vez mais compreendida e celebrada, nos aproxima de nossa vocação. Esta, por sua vez, convida a uma verdadeira caridade cada vez mais crescente na correção fraterna, não como quem vive somente uma reunião de pessoas, mas como irmãos em Cristo, pela fé e pela vocação. Todas nossas ações são ações vividas em comunidade. Este sinal característico de nossa espiritualidade agostiniana deve ser sentido por todos em primeiro lugar. Qualquer outro projeto que não decorra disso, pode ficar comprometido em sua execução. Deste modo, o fazer juntos, nos remete ao nosso ser, devendo este ser renovado e revitalizado cada dia.

As pessoas de bem têm por hábito o agradecimento. Assim, agradecemos, mais uma vez, à Província de Nossa Senhora da Colômbia, pela acolhida de nossos noviços. Agradecemos à Província de São Nicolau de Tolentino, Espanha, pela ajuda, na pessoa de frei Jesús María López Mauleón. Agradecemos às pessoas em nossos ministérios pela amizade e pelo carinho, e aos benfeitores pela ajuda. Agradecemos especialmente aos mais próximos, como os membros das Fraternidades Agostinianas Recoletas, que nestes dias estão em união de orações com toda a Ordem pela feliz execução de nosso Capítulo.

Certos de que Deus tem abençoado nossa vida e nossa vocação, colocamos mais uma vez nossa vida nas mãos do Senhor, pois a fé é um modo de possuir já aquilo que se espera e um meio de conhecer realidades que não se vêem (Hb 11,1). E se o amor não faz nada de mal, afirmamos com santo Agostinho: “Ama e faze o que quiseres”.

Fonte: Blog da Província Santa Rita de Cássia

CONCLUÍDO O XV CAPÍTULO PROVINCIAL

No dia 16 de janeiro de 2012, foi concluído o XV Capítulo Provincial da Província Santa Rita de Cássia, na cidade de Franca, Estado de São Paulo. Esse dia foi iniciado com a oração (Ofício de Leituras e Laudes, seguida do café da manhã e os trabalhos capitulares, em fase de conclusão.

A leitura da mensagem do capítulo foi lida por Frei Domingos Sérgio Gusson, após a leitura da mensagem do capítulo, os frades capitulares reuniram-se à frente do prédio do Seminário para foto oficial, em seguida foram votadas as propostas para versão final do diretório da Província Santa Rita de Cássia. Todas as propostas das Comissões de Governo e Economia, Formação e Animação Vocacional, Apostolado e Espiritualidade foram aprovadas.

No período vespertino os trabalhos de correção e aprovação das atas de sessões anteriores, bem como foi trabalhado o texto final da Mensagem do XV Capítulo Provincial da Província Santa Rita de Cássia.

Nesse período, também aconteceu a eleição para formação do conselho provincial, sendo eleitos:
  • Frei Alcimar Fiorese (primeiro conselheiro e vigário provincial);
  • Frei Ademildo Gomes (segundo conselheiro);
  • Frei Gracione Augusto Alves (terceiro conselheiro);
  • Frei Ademir João Garcia (quarto conselheiro).
A Celebração Eucarística de conlusão do XV Capítulo Provincial aconteceu às 19 horas, na Matriz de Nossa Senhora Aparecida, com a presença dos padres capitulares e fiéis da Comunidade.

Após a Missa, foi realizada uma reunião na qual participaram Frei Nicolau e seu conselho, juntamente com o Prior Geral Frei Miguel Miró Miró para dar continuidade aos trabalhos referente ao governo da Província sob a égide do ideal de Santo Agostinho: "Uma só alma e um só coração dirigidos para Deus".
Foto Oficial do XV Capítulo Geral da Província Santa Rita de Cássia
Frei Gracione, Prior Provincial Frei Nicolau, Prior Geral Frei Miguel Miró, Frei Alcimar e Frei Ademildo.
Frei Ademir não aparece na foto porque, durante o Capítulo, estava em Castelo (ES). 
O diácono Frei Agostinho, Frei Alcimar, Prior Provincial Frei Nicolau, Prior Geral Frei Miguel Miró
e o diácono Frei Jacir durante a Celebração Eucarística na Capelinha, cidade de Franca (SP)


Frei Benedito, Prior Provincial Frei Nicolau, Prior Geral Frei Miguel Miró,
Frei Sérgio Peres durante os trabalhos do Capítulo

Fonte: Blog da Província Santa Rita de Cássia

sábado, 14 de janeiro de 2012

ELEITO NOVO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTA RITA DE CÁSSIA

Frei Nicolás Peréz Aradros Rúbio
Prior Provincial da Província Santa Rita de Cássia
2012 a 2015

No quinto dia do XV Capítulo Provincial da Província Santa Rita de Cássia foi eleito na tarde deste sábado, dia 14 de janeiro de 2012, o novo Prior Provincial que estará à frente da Província no quadriênio 2012 a 2015 é Frei Nicolás Peréz Aradros Rúbio, até então pároco da Paróquia Nossa Senhora da Penha, na cidade de Castelo, Estado do Espírito Santo. A eleição aconteceu no Seminário Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Franca, Estado de São Paulo, contando com a presença do Prior Geral Frei Miguel Miró Miró.

Antes da eleição o Frei Francisco Sevolani Botacin, agradeceu a oportunidade de prestar essa grande serviço à Província Santa Rita de Cássia no período de 2008 a 2011.

Apesar da eleição do novo provincial já ter acontecido, o Capítulo continua com previsão de conclusão para o dia 19 de janeiro de 2012, mas pode se estender por mais alguns dias.
Dom Pedro Luís, bispo diocesano de Franca, presidiu a Eucaristia, juntamente com Frei Miguel Miró e o Diácono Frei Jacir

Momento antes da bênção final


Frei Nicolau, Frei Miguel Míró e Frei Francisco Sevolani, logo após o resultado da eleição

Frei Nicolau, Frei Miguel e Frei Eneas Berilli

Momento de Posse do Prior Provincial Frei Nicolau


Prior Provincial Frei Nicolau (2012 a 2015)


Prior Geral Frei Miguel Miró Miró e o Prior Provincial Frei Nicolau


Fonta: Blog da Província Santa Rita de Cássia

REFLEXÃO PARA O 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Em meio a tanto tumulto, a tanta falação, as pessoas se sentem perdidas e buscam algo que lhes dê segurança, norte, que as oriente para o caminho certo, é isso que elas desejam.

Essa situação se dá hoje e se verificava também no tempo de Samuel, um profeta do século XI a. C. que recebeu do Sehor a missão de levar ao povo a palavra de Deus.

Contudo, Deus se manifesta na vida de Samuel de um modo muito discreto, apenas falando ao seu coração. Ele fala no silêncio, quando não existem ruídos que possam abafar ou atrapalhar sua palavra.

Ele nos fala nos chamando pelo nome, isto é, tocando nossa intimidade, todo nosso ser.

Identificamos sua palavra prestando atenção e não nos distraindo com as dificuldades.

O texto da 1ª leitura, do Livro de Samuel, nos fala tudo isso e também que Samuel precisou da ajuda de Eli para reconhecer a vontade do Senhor. Pode ser que também nós precisemos consultar alguém mais experiente nas coisas de Deus.

Quem é persistente ouve a voz do Senhor e sabe qual é sua missão, o que Deus pretende dele ou dela neste mundo ou naquela situação concreta. A pessoa passa a ter um norte, sua vida passa a ter sentido.

No Evangelho vemos João Batista, o homem humilde, que vive plenamente sua missão de precursor do Messias levando os homens para Cristo, e não para ele mesmo. Como seria tão diferente o nosso mundo se as pessoas não agissem como se o Universo se reduzisse ao seu próprio umbigo! João Batista tem consciência de que ele é ponte e não o objetivo final. Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida que o ser humano busca. Somente ele sacia a nossa sede. Todo homem é convidado ao encontro com Cristo e a levar seus entes queridos, senão todos os homens, ao encontro com o Senhor da Felicidade, da Vida!

É necessário viver essa experiência do encontro com o Senhor, de viver de sua intimidade.

É o Senhor quem nos convida.

Estejamos certos de que, se no meio do burburinho desta vida, sentimos um desejo de Deus, de pensar na Vida, é Ele, o Senhor, quem nos chama, quem nos convida para um encontro. Tenhamos coragem de sacrificar tudo aquilo que nos impede de ir até Ele, é o Amor quem nos chama!

Sejamos felizes como Samuel, João Batista, André, Pedro e tantos e tantas que souberam dizer sim a Deus e com isso pensaram grande, se libertaram da pequenez de uma vidinha fechada em si mesmo. Deus nos ama e quer habitar em nós. Ele quer que sejamos de um coração grande como o dEle. Fomos chamados para o mais e somente o Mais poderá nos saciar plenamente e eternamente. (CA)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PARABÉNS A FREI DIDIER!

Frei Didier Esperidião Neto, oar
Neste dia 12 de janeiro, a Paróquia Nossa Senhora da Consolação, vem agradecer a Deus por mais um ano de vida do vigário paroquial Frei Didier Esperidião Neto, oar. Rogamos a Deus, Senhor da Vida, que conceda a você muita saúde e fidelidade à vida religiosa no serviço do Povo de Deus na Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

DOM BALDISSERI É NOMEADO SECRETÁRIO DA CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira, o Santo Padre nomeou Secretário da Congregação para os Bispos Dom Lorenzo Baldisseri, até então Núncio Apostólico no Brasil.

Dom Baldisseri era Núncio no Brasil desde 2002, quando sucedeu a Dom Alfio Rapisarda. Agora, será o Secretário da Congregação que tem como Prefeito o Cardeal Marc Ouellet.

Um dos destaques de Dom Baldisseri à frente da Nunciatura Apostólica foi a assinatura, em 2008, do Acordo entre Brasil e Santa Sé, que estabelece o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no país.

Ao ser promulgado, em fevereiro de 2010, Dom Baldisseri declarou: "Com este ato solene, se conclui felizmente o processo deste histórico tratado internacional que constitui a reafirmação e a consolidação das relações existentes entre o Brasil e a Santa Sé e a adequada e clara regulamentação da significativa presença e contribuição da Igreja Católica para o progresso, a harmonia e o bem comum da sociedade brasileira".

Dom Baldisseri tem um longo currículo como diplomata. Antes de chegar ao Brasil, ele foi Núncio Apostólico em Haiti, Paraguai, Índia e Nepal.

Na Cúria Romana, como Secretário da Congregação para os Bispos, ele vai suceder ao Arcebispo português Dom Manuel Monteiro de Castro, que será feito Cardeal do próximo Consistório de 18 de fevereiro.

No dia 5 deste mês, Dom Monteiro de Castro foi nomeado Penitenciário-Mor da Penitenciaria Apostólica. (BF)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

NOTÍCIAS DO XV CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTA RITA DE CÁSSIA

O XV (décimo quinto) Capítulo Provincial da Província Santa Rita de Cássia teve início no dia 9 de janeiro, dia em que todos os frades agostinianos recoletos da Província, em comunidade com o Prior Geral frei Miguel Miró Miró, se encontraram para a realização de mais esse importante evento na Província.


O capítulo provincial representa toda a província; portanto, é a máxima autoridade da mesma província. Está presidido pelo prior geral ou por aquele a quem este nomeie. Felizmente, nosso prior geral está presente, pessoalmente, presidindo o Capítulo.


É próprio do capítulo provincial, entre outras coisas:


1- Examinar o estado da província e promover seu progresso tocante à vida espiritual e religiosa, à formação, disciplina, apostolado e administração econômica.


2- Estudar a atuação do prior provincial e de quantos participaram de algum modo no governo da mesma província desde o último capítulo.


3- Estudar as ordenações do último capítulo geral e aplicá-las à situação da província.


4- Elaborar o programa para o próximo período, determinando nele o que se há de fomentar, fazer ou reformar para a posteridade da província.


5- Eleger o prior provincial.


6- Eleger os conselheiros provinciais.


7- Eleger, por maioria absoluta, um delegado e um substituto ao capítulo geral, no capítulo provincial imediatamente anterior àquele.


8- Revisar o diretório provincial.


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Participantes do XV Capítulo Provincial:


Presidente:
Prior Geral frei Miguel Miró Miró.


Delegados (por ordem de profissão)
frei Enéas Berilli
frei Antônio Benedito Stéfani
frei Antônio Jacintho Gomes Junqueira
frei Nicolás Perez Aradros Rubio
frei Egisto Cansian
frei Francisco Sevolani Botacin
frei José Roberto Mason
frei Sérgio Peres de Paula
frei Raimundo Nonato de Oliveira
frei Mário Aparecido
frei Domingos Sérgio Gusson
frei Alcimar Fioresi
frei Marcus Vinicius Dorrigo Leite
frei Ademildo Gomes
frei Fábio Freire Nôcal
frei José Carlos Jacinto Barboza
frei Wagno Broedel Palma
frei Jonas Gusson
frei Didier Esperidião Neto
frei Hélton Pimenta Fernandes
frei Gracione Augusto Alves


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Aguardem por notícias diárias sobre o Capítulo Provincial


fraternalmente, frei Mason

Fonte: Blog da Província Santa Rita de Cássia


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

EDITAL DE PROCLAMAS

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo, faz saber que os diáconos:

FÁBIO EDUARDO DE LIMA SANTOS pediu a ORDENAÇÃO PRESBITERAL para o dia 01 de maio de 2012. Atualmente exerce seu ministério junto a Comunidade Paroquial de São Pedro (Catedral) em Cachoeiro de Itapemirim.

JHAUBER LUIZ MOREIRA DA SILVA pediu a ORDENAÇÃO PRESBITERAL para o dia 12 de maio de 2012. Cumpriu seu estágio pastoral junto a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora das Graças (IBC) em Cachoeiro de Itapemirim, e foi designado para exercer seu ministério diaconal junto a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora Mãe dos Homens em Iúna.

DENIS LESQUEVES NETO pediu a ORDENAÇÃO PRESBITERAL para o dia 03 de junho de 2012. Atualmente exerce seu ministério diaconal junto a Comunidade Paroquial Santo André (Aracuí) Castelo.

Para que se possa dar prosseguimento a solicitação do pedinte, a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, vem, por meio desta, tornar público o presente Edital para que o senhor Pároco e demais membros da Comunidade Paroquial através de PROCLAMAS em celebrações ou reuniões paroquiais tomem ciência do pedido de ordenação presbiteral e possam pessoal ou comunitariamente manifestar os pareceres sobre o pleito dos candidatos: Fábio Eduardo de Lima Santos, Jhauber Luiz Moreira da Silva e Denis Lesqueves Neto.

Segundo as orientações da Igreja para ser provido à Ordem do Presbiterado o candidato deve:
  • ter concluído o Curso de Teologia;
  • ter exercido por um tempo conveniente a Ordem do Diaconado;
  • apresentar fé íntegra, qualidades humanas e morais, espirituais e intelectuais, saúde física e psíquica, e uma consciência correspondente das novas responsabilidade e do ministério do presbiterado;
  • estar imbuído de uma reta intenção de se consagrar perpetuamente ao ministério sagrado do presbiterado, buscando a santidade;
  • estar consciente de que deve buscar uma constínua formação permanente;
  • requerer da equipe de formação a admissão e recebimento da ordem sagrada do presbiterado;
  • entregar ao bispo diocesano, através da equipe de formação, uma declaração escrita de próprio punho e assinada, na qual ateste que vai receber espontaneamente e livremente a ordem sagrada do presbiterado e que pretende dedicar-se perpetuamente ao ministério eclesiástico na Igreja Particular de Cachoeiro de Itapemirim e ao mesmo tempo, pede para ser admitido e receber a ordem sagrada do presbiterado.
A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim pede para que o resultado dos proclamas seja devolvido ao Seminário Maior "São João Maria Vianey" ou à Cúria Diocesena até o dia 04 de março de 2012, aos cuidados de Pe. Helder Salvador.

Antecipadamente, agradeço a solicitude,

Pe. Helder Salvador

Cariacica, 25 de dezembro de 2011, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Tudo conforme reza o Cânon 1051, Inciso 2º, do Código de Direito Canônico

XV CAPÍTULO PROVINCIAL DA PROVÍNCIA SANTA RITA DE CÁSSIA

A partir do dia 09 de Janeiro daremos início ao Capítulo Provincial. Agora abaixo vocês encontrarão maiores informações do que consiste o Capítulo Provincial, vejam uma pequena explicação.

O Capítulo Provincial consiste de freis representativos eleitos e de direito da Província Santa Rita de Cássia, da Ordem dos Agostinianos Recoletos, que avaliam o andamento da Província, fazem recomendações para o futuro ("determinações") e elegem um novo Prior Provincial e o novo Conselho Provincial. O Capítulo Provincial na Província Santa Rita de Cássia acontece a cada quatro anos.

O Prior Provincial é a autoridade regional (Província) no serviço prestado à Ordem. Suas responsabilidades (claramente definidas pelas Constituições da Ordem dos Agostinianos Recoletos) se extendem à todas as casas da respectiva província.




O Conselho Provincial é formado por uma equipe de freis da Província que, consultados pelo Provincial, auxilia o mesmo na deliberação e tomada de certas decisões conforme prescrito nas Constituições.

O Capítulo Provincial

O Capítulo Provincial representa toda a Província e tem potestade sobre ela; é, portanto, a máxima autoridade da mesma. As principais responsabilidades do Capítulo Provincial são:

  • examinar o estado da Provincia e promover seu progresso no tocante a vida espiritual e religiosa, a formação, disciplina, apostolado e administração econômica;
  • estudar a atuação do Prior Provincial e todos os que participaram de algum modo do governo da mesma desde o último Capítulo;
  • elaborar o programa para o próximo período, nele determinando o que fomentar, fazer ou reformar para a posteridade da Província;
  • eleger o Prior e os Conselheiros provinciais;
  • eleger, por maioria absoluta, um delegado e um substituto ao Capítulo geral, no Capítulo provincial imediatamente anterior aquele;
  • revisar o Diretório Provincial.

O Diretório Provincial é a aplicação das normas das Constituições da Ordem para a realidade da Província levando em consideração as circunstâncias históricas e culturais da respectiva província.




Enfim, contamos com as orações de todos neste período onde eles reunidos com o Prior Geral tomarão as devidas decisões. Fiquem todos na Paz!!!

Fonte: Blog da Província Santa Rita de Cássia

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

BENTO XVI CONVOCA NOVO CONSISTÓRIO E CRIARÁ NOVOS CARDEAIS À IGREJA, DENTRE ELES, DOM JOÃO BRAZ DE AVIZ

O Papa Bento XVI anunciou durante o Angelus, após a missa da Solenidade da Epifania do Senhor presidida por ele nesta quarta-feira, 06, no Vaticano, a convocação de um novo Consistório que criará novos cardeais para a Igreja.

Entre os nomeados, está Dom João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada desde o ano passado. O arcebispo, que durante muito tempo esteve à frente da arquidiocese de Brasília foi o único brasileiro nomeado desta vez, e a partir de fevereiro deste ano, passará a integrarar o grupo de cardeais brasileiros composto por Dom Eugênio Sales, Dom Evaristo Arns, Dom José Falcão, Dom Serafim Fernandes Araújo, Dom Claudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Eusébio Sheid, Dom Odilo Pedro Sherer e Dom Raymundo Damasceno de Assis.

Trajetória episcopal de Dom João Braz

Em 1994, João Paulo II nomeou Dom João Braz, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, onde, desde então, adotou o lema episcopal: Todos sejam um (Jo 17,21). Depois, ele foi bispo de Ponta Grossa, Paraná; arcebispo de Arquidiocese de Maringá, também no Paraná, e por fim, arcebispo de Brasília, cargo que ocupou de 2004 até o fim de 2010.

Em 4 de janeiro de 2011, ele foi nomeado pelo Papa Bento XVI como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano.

Fonte: Site da Canção Nova

06 DE JANEIRO: SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

Cidade do Vaticano (RV) - No dia da Epifania do Senhor, o Pontífice rezou a oração mariana do Angelus apresentando a todos os fiéis o significado desta festividade litúrgica.

“É uma festa muito antiga, que tem suas origens no Oriente cristão; ressalta o mistério da manifestação de Jesus Cristo a todos os povos, representados nos Magos que foram adorar o Rei dos Judeus, recém-nascido, em Belém”.

Esta “nova luz” que se acendeu na noite de Natal começa hoje a resplandecer no mundo, como sugere a imagem da estrela, num sinal celestial que atraiu a atenção dos Magos e os guiou em seu caminho rumo à Judeia.

Bento XVI explicou que “todo o período do Natal e da Epifania é marcado pelo tema da luz, e ligado também ao fato que, no hemisfério Norte, depois do solstício do inverno, os dias começam a ficar mais longos”. Mas além de sua posição geográfica, para todos os povos vale a palavra de Cristo:

“Jesus é o sol que surgiu no horizonte da humanidade para iluminar a existência de cada um de nós e guiar-nos rumo à terra da liberdade e da paz, onde viveremos sempre em plena comunhão com Deus e entre nós. E o anúncio do mistério da Salvação foi confiado por Cristo à sua Igreja”.

Segundo o Papa, o mundo, apesar de seus recursos, não é capaz de dar à humanidade uma luz que oriente seu caminho. A civilização ocidental parece ter perdido o sentido de orientação, parece navegar à vista. A Igreja, ao contrário, graças à Palavra de Deus, enxerga através das nuvens. Não possui soluções técnicas, mas fixa seu olhar para a meta, oferecendo a luz do Evangelho a todos os homens de boa vontade, de toda nação e cultura.

Em suas saudações finais, o Papa fez felicitou-se com as Igrejas Orientais que, segundo o calendário Juliano, celebram neste domingo, 7, o Santo Natal.

Ele recordou ainda que a Epifania é também o Dia Missionário das Crianças, promovido pela Pontifícia Obra da Santa Infância. Reunidas em grupo, crianças de todo o mundo são formadas para uma sensibilidade missionária e ajudam em projetos de solidariedade para seus coetâneos. O Papa agradeceu todos estes meninos, meninas e jovens, convidando-os a estarem sempre prontos a ‘dar uma mão’ a quem precisa.

Em espanhol, Bento XVI disse:

“Vamos abrir nossos corações prostrados diante do Menino Jesus e apresentar-Lhe o melhor de nós, sobretudo o desejo de acolher o seu Evangelho, a sua luz, e edificar um mundo em que brilhem a solidariedade, a concórdia e a justiça”. (CM)

Fonte: Site da Rádio Vaticano