sexta-feira, 31 de agosto de 2012

FESTA DE NOSSA SENHORA DO AMPARO

A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim se alegra com a Paróquia Nossa Senhora do Amparo, localizada no Município de Itapemirim, uma vez que a Padroeira daquela paróquia é a co-padroeira da Diocese, através de Decreto baixado pelo bispo diocesano, à época, Dom Célio de Oliveira goulart, ofm.

Eis a programação e participe!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

JMJ RIO2013: BENTO XVI É O PRIMEIRO PEREGRINO INSCRITO

Rio de Janeiro (RV) - Em um dia de inscrições, 28 de agosto, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) recebeu reservas de cerca de 4.400 jovens. O Papa Bento XVI foi o primeiro peregrino inscrito para o evento, que, em menos de 24 horas, já contabiliza mais de 220 grupos de jovens dos cinco continentes.

As inscrições dos peregrinos podem ser feitas em um dos sete idiomas (português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polonês) disponíveis no site oficial da JMJ Rio2013 (www.rio2013.com), sendo realizadas pelo responsável pelo grupo, que pode ter até 50 pessoas.

Brasileiros e cariocas também devem inscrever-se pelo site oficial. O link http://www.rio2013.com/pt/tire-suas-duvidas/inscricao foi especialmente construído
para facilitar todo o processo, contendo tanto um vídeo tutorial quanto um FAQ (conjunto de Perguntas e Respostas mais Frequentes).

A expectativa é que 60 mil voluntários atuem na Jornada, em todos os aspectos logísticos. “Os voluntários são a alma da Jornada e, pelo voluntariado, estes jovens altamente engajados em torno de um objetivo comum exercem de fato a juventude, com descontração e ao mesmo tempo concentrados no alvo de fazer da JMJ um sucesso”, revela Padre
Ramon Nascimento, Diretor do Setor de Voluntariado. Até o momento, já estão inscritos na JMJ quase 50 mil voluntários.

Os Atos Centrais devem ocorrer na Praia de Copacabana e na Base Aérea de Santa Cruz de 23 a 28 de julho de 2013. Paralelamente, serão realizadas programações e atividades culturais ao longo de todos os dias da JMJ Rio2013.

A Igreja espera atrair para o Brasil um total de 2 milhões de jovens do mundo todo. (CM)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Rezar não é perder tempo!" - lembra o Papa no encontro com os fiéis

Castel Gandolfo (RV) – Nesta última quarta-feira do mês de agosto, a Igreja recorda a memória litúrgica do martírio de São João Batista, o único santo do qual se celebra o nascimento, em 24 de junho, e a morte, por meio do martírio.

Este foi o tema do encontro do Pontífice com os peregrinos e turistas que foram a Castel Gandolfo para a audiência geral. Em sua catequese, Bento XVI lembrou que a memória do Santo é muito antiga: as primeiras provas de seu culto datam do IV século.

As referências históricas no Evangelho bem ilustram a relação de João Batista com Jesus. Lucas, por exemplo, narrou o nascimento, a vida no deserto, a pregação; enquanto Marcos nos falou de sua
dramática morte.

De fato, num gesto final, João Batista testemunhou com o sangue sua fidelidade aos mandamentos de Deus, sem ceder ou retroceder, realizando sua missão até o fim. Ele não se limitou a pregar a penitência, mas teve a humildade de indicar Jesus como “Enviado de Deus”, colocando-se de lado para que o Senhor pudesse crescer, ser ouvido e seguido.

Depois desta
introdução, Bento XVI perguntou aos fiéis:

“De onde nasceu esta vida tão dedicada a Deus?”. “A resposta é simples” – disse o Papa: “da oração, fio condutor de toda existência”.

João foi um dom divino, pois Zacarias e Isabel não podiam ter filhos, eram idosos e Isabel era estéril. “Mas nada é impossível para Deus”, e o anúncio do nascimento do menino aconteceu justamente quando seu pai entrava no templo de Jerusalém, o templo da oração.

Enfim, toda a existência do Precursor de Jesus, especialmente o período passado no deserto, foi alimentada por seu relacionamento com Deus. O deserto era um lugar de tentações, mas ao mesmo tempo, onde o homem sentia a sua própria pobreza, onde não encontrava apoio e nem certezas materiais, e onde compreendia que sua única referência sólida era sempre Deus.

Terminando sua catequese, o Papa recordou que “o exemplo de João Batista nos diz que não podemos ‘negociar’ nosso amor por Cristo, por Sua Palavra e pela Verdade.

“A vida cristã exige o ‘martírio’ da fidelidade cotidiana ao Evangelho, a coragem de deixar que Cristo cresça em nós, oriente nossos pensamentos e atitudes”.

Mas – ressaltou o Papa – isso só pode acontecer se nossa relação com Deus for sólida. Rezar não é perder tempo, não é roubar tempo de outras atividades; mas é o contrário: se formos capazes de manter uma vida de oração fiel, constante, o próprio Deus nos dará a capacidade e a força para viver de modo feliz, superar as dificuldades e testemunhá-Lo com coragem”.

Encerrada a catequese, Bento XVI passou a saudar a multidão em várias
línguas, como o português:

Amados peregrinos de Portugal e do Brasil, e demais pessoas de língua portuguesa, sede bem-vindos! Uma saudação particular aos fiéis de Chã Grande, Natal e do Rio de Janeiro. Que o exemplo e a intercessão de São João Batista vos ajudem a viver a vossa entrega a Deus sem reservas, sobretudo por meio da oração e da fidelidade ao Evangelho, para que Cristo cresça em vós, guiando os vossos pensamento e ações. Com estes votos, de bom grado a todos abençôo”.

Devido ao grande
número de fiéis, a audiência da manhã desta quarta-feira se realizou na Praça da Liberdade, na frente da residência pontifícia. Em meio às centenas de grupos de vários países, vieram da França cerca de 2.600 participantes da peregrinação nacional dos ministrantes da França, liderada por dez bispos e uma centena de sacerdotes e seminaristas, provenientes de metade das dioceses do país.

A peregrinação tem o tema “Servir o Senhor, alegria do homem, alegria de Deus”, e aos coroinhas, o Papa fez uma saudação especial:

Queridos jovens, o serviço que vocês fazem tão fielmente lhes permite estar particularmente perto de Jesus Cristo na Eucaristia. Vocês têm o enorme privilégio de estar perto do altar, perto do Senhor. Sejam cientes da importância deste serviço para a Igreja e para si mesmos. Que este seja uma oportunidade para você crescerem na amizade e no relacionamento pessoal com Jesus. Não tenham medo de comunicar com entusiasmo a quem está ao seu redor a alegria que recebem de Sua presença! E se um dia vocês ouvirem seu chamado para segui-lo no caminho do sacerdócio ou da vida religiosa, respondam com generosidade!”.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O MAUSOLÉU DE SANTO AGOSTINHO, EM PAVIA, COMPLETA 650 ANOS

Mausoléu de santo Agostinho. Século XIV. San Pietro in Ciel d’Oro. Pavía.

Santo Agostinho morre em Hipona, na África, mas desde o século VIII está enterrado no norte da Itália, na cidade de Pavia. Seus restos são mantidos em um esplêndido mausoléu em mármore branco que agora completa 650 anos de existência.

Este ano, a festa de santo Agostinho tem um motivo especial para ser celebrada: os 650 anos da construção de seu monumental sepulcro, que se conserva na igreja de San Pietro in Ciel d’Oro, em Pavia, ao norte da Itália.

Peregrinação póstuma

Embora o santo Doutor tenha morrido em Hipona, a atual Annaba (Argélia), no ano 430, seus restos peregrinaram por distintos lugares ao longo dos séculos. No início do século VI os bispos africanos foram expulsos de suas sedes pelo rei vândalo Trasamundo. Saíram levando consigo o tesouro mais valioso da igreja africana: os restos de Agostinho. Depositaram-nos na ilha de Sardenha (Itália), na igreja de São Saturnino de Cagliari, onde permanecerão mais de dois séculos.

Ao redor do ano 722 foi necessário transladar de novo as veneráveis relíquias. O motivo foi, desta vez, o avanço dos muçulmanos, que ameaçavam a ilha. O rei longobardo Luitprando conseguiu resgatá-las pagando por elas uma grande soma em dinheiro. Os restos foram solenemente transportados para a capital de seu reino, Pavia, e ali depositados em San Pietro in Ciel d’Oro, dentro de um cofre de prata, onde permanece até nossos dias.

O mausoléu

Na cripta desta igreja, junto aos restos do filósofo cristão Severino Boecio, estiveram os ossos de Agostinho até que, na metade do século XIV, os agostinianos quiseram fazer-lhe um mausoléu de extraordinária beleza que deveria posicionar-se na parte nobre do templo. A obra demorou não menos de 20 anos (1360-1380) para ficar pronta. Mas a única data segura é a de 1362, que está gravada sobre o mármore. Agora se completam 650 anos.

O que se conhece como “a arca de santo Agostinho”, que contém seu corpo, pretende ser um compêndio da fé e da vida do Doutor da Graça. Tem 3,95 metros de altura, 3,07 de largura e 1,68 de profundidade, todo em mármore branco de Carrara. Esta enorme superfície está lavrada com profusão: um total de 50 baixo relevo, 95 estatuas -sem contar os animais- e 420 cabeças de anjos e santos.

Centro de devoção

A cidade de Pavia está encravada na rota que estabelece, com Roma, ancho entre Europa central e nórdica. Por isso o sepulcro de santo Agostinho foi, durante séculos, meta de peregrinação. E segue sendo ainda hoje. Dentre os milhares de peregrinos que acudiram a suplicar ao Santo de Hipona, podemos destacar vários dos últimos papas: Paulo VI orou ante os restos do Santo em 1960, João Paulo II visitou a tumba em 1984 e Bento XVI fez o mesmo em sua primeira viagem italiana, em 2007.
 
Fonte: Site Oficial da Ordem dos Agostinianos Recoletos

Santo Agostinho sobre sua mãe: “Aos 56 anos de idade, aquela alma santa e piedosa libertou-se do corpo”

Santa Mônica, mãe de santo Agostinho, morreu dia 27 de agosto de 387. Completam-se, este ano, portanto, 1.625 anos de sua morte no porto de Roma, quando regressava a África, sua terra, acompanhando a seu filho recém batizado. O próprio Agostinho o refere em sua autobiografia. O relato é tão solene e emotivo que, para celebrar a efeméride, o portal oficial da Ordem optou por reproduzir o fragmento que se encontra nas Confissões IX 10-12.26-33.

Morte de santa Mónica. Óleo de Juan Barba. Parroquia de Santa Rita, Madri.

Naquele dia, disse-me minha mãe: “Filho, quanto a mim, já nada me atrai nesta vida. Não sei o que faço ainda aqui, nem por que ainda estou aqui, se já se desvaneceram pra mim todas as esperanças do mundo. Uma só coisa me fazia desejar viver um pouco mais, e era ver-te católico antes de morrer. Deus me concedeu esta graça superabundante mente, pois te vejo desprezar a felicidade terrena para servi-lo. Que faço, pois, aqui?”

Não me lembro bem o que respondi a tais palavras. Mas cerca de cinco dias mais tarde, ou pouco mais, caiu de cama, com febre. Durante a doença, teve um dia um desmaio, ficando por pouco tempo sem sentidos e sem reconhecer os presentes.

Acudimos de imediato, e logo voltou a si. Vendo-nos a seu lado, a mim e a meu irmão, perguntou-nos, como quem procura algo: “Onde estava eu?” – Depois, vendo-nos atônitos de tristeza, nos disse: “Sepultareis aqui a vossa mãe” – Eu me calava, retendo as lágrimas, mas meu irmão disse umas palavras em que desejava vê-la morrer na pátria e não em terras distantes. Ao ouvi-lo, minha mãe repreendeu-o com o olhar, e aflita por ter pensado em tais coisas; depois, olhando para mim, disse: “Vê o que ele diz” – E depois para ambos: “Sepultem este corpo em qualquer lugar, e não se preocupem mais com ele. Peço apenas que se lembrem de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejam”. E tendo-nos exposto seu pensamento com as palavras que pôde, calou-se; sua moléstia agravou-se e suas dores aumentaram.

Nove dias enferma

Por fim, nove dias após cair enferma, aos cinqüenta e seis anos de idade e aos trinta e três da minha, aquela alma santa e piedosa libertou-se do corpo.

Fechei-lhe os olhos, e uma tristeza imensa invadiu-me o coração, e já me ia desfazer em lágrimas; ao mesmo tempo, meus olhos, obedecendo ao enérgico poder de minha vontade, fechavam sua fonte até secá-la. Como foi angustiosa essa luta! E foi quando ela deu o último suspiro, que o meu filho Adeodato rebentou em soluços; mas, instado por todos nós, se calou.

Reprimido o pranto de Adeodato, Evódio tomou o saltério e começou a cantar um salmo, ao que todos respondíamos “Misericórdia e justiça te cantarei Senhor”. Conhecida a notícia de sua morte, acorreram muitos irmãos e mulheres piedosas e, enquanto os encarregados dos funerais faziam seu ofício conforme o hábito, retirei-me para um lugar conveniente, junto com os amigos que julgavam oportuno não me deixar só. Falava sobre assuntos próprios das circunstâncias, e com o lenitivo da verdade mitigava meu sofrimento, só conhecido por ti. Eles o ignoravam e me ouviam atentamente, julgando que não sofria nenhuma dor.

Quando o corpo foi levado à sepultura, fui e voltei sem derramar uma lagrima. Nem mesmo nas orações que te fizemos, quando oferecemos o sacrifício de nossa redenção por intenção da morta, cujo cadáver jazia junto ao sepulcro antes de ser inumado, como ali é costume, nem mesmo nessas orações, chorei. Mas durante todo o dia andei oprimido por grande tristeza interior; pedia-te como podia, com a mente perturbada, que aliviasses minha dor.

Lágrimas
Mas não me atendias, sem dúvida para que fixasse, bem na memória, ao menos por esta única experiência, como são poderosos os laços do costume, mesmo em uma alma que já não se alimentava de palavras enganadoras.

E agora, Senhor, to confesso nestas linhas: leia-as quem quiser, interprete-as como quiser. E se alguém julgar que pequei nessas lágrimas, que derramei sobre minha mãe por alguns instantes, por minha mãe então morta a meus olhos, ela que me havia chorado tantos anos para que eu vivesse aos teus olhos, não se ria. Antes, é grande sua caridade, chore por meus pecados diante de ti, Pai de todos os irmãos de teu Cristo!

Fonte: Site Oficial da Ordem dos Agostinianos Recoletos

COMUNIDADE CELEBRA SUA PADROEIRA

Com muita simplicidade, mas não seu o garbo merecido, a Comunidade Eclesial de Base Santa Mônica celebrou no último dia 25 de agosto de 2012, com a Celebração Eucarística presidida pelo pároco Frei Domingos Sérgio Gusson, oar - a memória litúrgica de Santa Mônica.


A celebração foi antecipada devido a novena em honra a Nossa Senhora da Consolação iniciada no domingo dia 26 de agosto.

domingo, 26 de agosto de 2012

BENTO XVI CONTRIBUI PARA RESTAURAÇÃO DA BASÍLICA DE SANTO AGOSTINHO, NA ARGÉLIA

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI fará uma contribuição pessoal aos trabalhos de restauração da Basílica de Santo Agostinho, localizada na cidade de Annaba, na Argélia. Segundo o jornal vaticano L'Osservatore Romano, além do Pontífice, também contribuíram para a reforma várias autoridades francesas e argelinas, instituições públicas, ordens religiosas e dioceses. O Bispo de Constantine-Hipona, Dom Paul Desfarges, destacou a importância da Basílica de Santo Agostinho diante da “atenção dada pelo Papa à iniciativa”.

Dom Desfarges disse que a ONG Papal Foundation “já havia contribuído, mas Bento XVI, sabendo da necessidade de restauração do antigo templo, quis participar do financiamento com uma contribuição particular”. “Todos nós sabemos o quanto o Pontífice admira Santo Agostinho. Sabemos também que a Basílica não é apenas um local de culto. Toda a colina de Annaba é um local simbólico, um lugar transcultural, transreligioso, e isso se deve à figura de Santo Agostinho que espalha esses valores através do seu humanismo, fé e cultura”, completou o bispo.

Santo Agostinho nasceu em Tagaste, em 354 d.C., e foi Bispo de Hipona (atualmente Annaba) entre 395 e 430 d.C. . Ele é considerado uma das figuras mais importantes para o desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. (SP)
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 25 de agosto de 2012

REFLEXÃO PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - A segunda leitura deste domingo, tirada da Carta de São Paulo aos Efésios é aquela famosa reflexão do Apóstolo na qual ele diz que as mulheres deverão ser submissas a seus maridos como a Igreja, a Cristo. Tal afirmação, da submissão da mulher ao marido, nos parece anacrônica, além de misturar algo que foi cultural (a submissão da mulher) com a submissão da Igreja a Cristo, que deverá ser sempre atual.
 
Mas afinal, o que Paulo queria dizer aos Efésios e hoje a nós, cristãos do século XXI?
Seu objetivo está no versículo 21, quando escreve: “Submetei-vos uns aos outros no temor de Cristo”. Em Cristo, como não poderia deixar de ser, está todo o fundamento e norma de comportamento de todo ser humano. Como cristãos, seguimos uma pessoa, Jesus Cristo e não uma ideia. Por isso, vale refletir sobre como o Mestre se relacionava com as pessoas, para daí seguirmos seu exemplo.
Olhando nos Evangelhos, especialmente o capítulo 13 de João, o Senhor sempre se relacionou como aquele que serve. Já começou tal modo de se relacionar desde a encarnação, como lemos em Lucas, e o terminou no grande serviço do Calvário, quando nos redimiu. Sua vida e a de Maria, sua Mãe e nossa, também foi de serviço. Portanto, Paulo nos quer dizer que nosso relacionamento deverá sempre ser de serviço.
Esse serviço deverá ser por amor, caso contrário não será cristão. Entendemos agora porque Paulo escreve: “E vós maridos, amai vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela,.”
Ora, se é o amor cristão que deve embasar nossos relacionamentos, todos eles terão uma dimensão sacramental. Quando alguém procura servir o outro, está amando-o com o amor de Cristo e nisso veicula a ação salvífica de Jesus.
Posto isto, vamos vivenciar o que nos diz a primeira leitura, tirada do livro de Josué: “Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. Esta frase dita por Josué, explicita sua adesão e a de sua família ao Senhor. É uma adesão afetiva, não apenas aos mandamentos do Senhor, mas a Ele mesmo.
Esse Jesus a quem no Evangelho de hoje, Pedro faz a seguinte profissão: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” é aquele quem nos ensina a amar, servindo.
Podemos concluir nossa reflexão, pedindo ao Senhor que nos dê um coração semelhante ao dele, para que nossa vida seja um eterno serviço, porque amamos! E exatamente porque amamos, servimos. (CA)
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ASSEMBLEIA DIOCESANA DA PASTORAL CARCERÁRIA

No próximo dia 26 de agosto, domingo, acontecerá no salão paroquial da Igreja de Nossa Senhora da Consolação a Assembleia Diocesana da Pastoral Carcerária, tendo início às 08:00 horas e término às 17:00 horas, com a Celebração Eucarística.

Aos participantes da Assembleia será cobrada taxa de R$ 10,00 (dez reais) para cobrir as despesas com lanches e almoço.

Nessa Assembleia haverá reflexão sobre a "Espiritualidade do Agente da Pastoral Carcerária" e eleição da da Equipe de Coordenação Diocesana. Às paróquias que não possuem a Pastoral Carcerária formada, mas que desejam tê-la, solicita-se o envio de representantes.

Assinam o convite Pe. Walter Luiz B. M. Altoé (Assistente Eclesiástico da Pastoral Carcerária) e Zilma Santos da Silva (Coordenadora Provisória da Pastoral Carcerária).

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

NOVENA DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Como é conhecimento de todos no dia 04 de setembro de cada ano, a Ordem dos Agostinianos Recoletos, rendem louvores e graças à Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, através do título de Nossa Senhora da Consolação. Mais ainda os paroquianos de Nossa Senhora da Consolação iniciam a Novena em preparação a esse dia festivo.
 
Portanto, você é convidado a participar a partir do dia 26 de agosto da novena em preparação à Solenidade de Nossa Senhora da Consolação, sempre às 19 horas, no Santuário que recebe seu nome em Cachoeiro de Itapemirim.
 
Todos os dias da novena haverá Celebração Eucarística e a cantina estará aberta para oportunizar aos presentes um momento de confraternização.

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

INSCRIÇÕES PARA JMJ SERÃO ABERTAS NO DIA 28 DE AGOSTO DE 2012

Rio de Janeiro (RV) - Depois de lançar o Manual de Inscrições do Peregrino, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 dá mais um passo para garantir a participação dos jovens e organizar os grupos. As inscrições serão abertas no próximo dia 28 de agosto. Segundo a diretora do Setor de Inscrições da JMJ Rio2013, Irmã Maria Shaiane Machado, será um dia significativo para a JMJ.

"A inscrição no portal oficial da JMJ Rio2013 representa uma pré-reserva. A confirmação da inscrição é o pagamento" - disse. "O peregrino já pode optar pelo seu pacote e a JMJ está se organizando para acolhê-lo".

Desde o último dia 31 de julho, está disponível online o Manual de Inscrições de Peregrinos. Nele estão todas as orientações necessárias para preparar os grupos. As inscrições serão feitas por meio de um responsável (chamado de “responsável principal”). Além desse, haverá um “segundo responsável”. Para grupos mistos, preferencialmente um responsável masculino e um feminino. Os valores variam com a modalidade dos pacotes (que poderão ou não incluir hospedagem e alimentação), e pela classificação dos países. Para ajudar que peregrinos de países economicamente mais pobres possam participar das JMJs, eles são classificados nas classes A, B e C.

Haverá 21 tipos de pacotes com valores que variam de R$ 100,70 a R$ 577,60. Esses valores são válidos até 31 de janeiro de 2013, incluindo um desconto de 5%. Após esse período, os preços serão de R$ 106,00 a R$ 608,00.

Os grupos deverão ter até 50 peregrinos, incluindo os responsáveis. Grupos maiores deverão ser divididos em subgrupos de até 50 pessoas, que poderão estar vinculados entre si por um grupo principal. A vinculação entre os grupos não garante que todos ficarão juntos. A hospedagem oferecida pelo COL será por região linguística.

As inscrições serão realizadas exclusivamente online, através do portal oficial da Jornada - www.rio2013.com. "Incentivamos todos a fazerem inscrições em grupo, que podem ser formados nas paróquias, comunidades, movimentos católicos, escolas, universidades", diz irmã Shaiane.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

POSSE CANÔNICA DE FREI MASON

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação alegra-se com a posse canônica de Frei José Roberto Mason, oar (Frei Mason), como pároco da Paróquia São Januário e Santo Agostinho, na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, no dia 09 de setembro de 2012, domingo, às 09h30min.


Frei José Roberto Mason, oar (pároco da Paróquia São Januário e Santo Agostinho)

domingo, 19 de agosto de 2012

ENCONTRO COM OS UNIVERSITÁRIOS

Como uma tentativa para criar a Pastoral Universitária na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, o setor juventude, promoveu um encontro para universitários da diocese, com objetivo de saber quais ações de evangelização existem nas faculdades no território diocesano.

O encontro teve assessoria da irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, do setor universidades da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), após ter escutado as experiências dos universitários e ex-universitários presentes a esse encontro, expôs as dificuldades, mas, também, as experiências positivas no aspecto de evangelização nas universidades e faculdades espalhadas pelo Brasil.

Houve a participação de alguns padres da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim: Pe. Gelson (coordenador de pastoral da diocese), Pe. Enildo (coordenador do setor juventude da diocse), Pe. José Laércio (pároco da paróquia do Município de Iconha) e Pe. Júnior Moreira (pároco da paróquia do Bairro Paraíso, capelão da Santa Casa de Misericórdia e, recentemente, convidado a ser o animador da Pastoral Universitária no Centro Universitário São Camilo - Espírito Santo).

O encontro contou com a presença de 27 univeristários (graduandos, egressos e professores) e teve uma produção interessantes a partir dos diálogos com os sacerdotes, a assessora do encontro, universitários e professores e ao término houve um produto tanto para os dois núcleos criados: Cachoeiro de Itapemirim e Alegre.

Para a cidade de Cachoeiro de Itapemirim havérá uma reunião no próximo dia 13 de setembro, às 19 horas, no Centro Universitário São Camilo - ES e para Alegre a articulação de eventos de acolhida, estruturação para um posterior encontro com os universitários que estudam na UFES - Universidade Federal do Espírito Santo - e as demais faculdades daquela região no entorno do Município de Alegre.

Pe. Enildo ao microfone

univeristários atentos


Irmã Eugênia
Pe. Enildo disse que neste ano, para o mês de novembro, haverá mais encontro para avaliar quais foram as iniciativas tomadas por esses dois núcleos criados. O bispo diocesano - D. Frei Dario Campos, ofm - fez uma visita de acolhida e incentivo aos participantes do encontro no horário do almoço.

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

Cidade do Vaticano (RV) - O Magnificat, o canto de louvor que Lucas colocou nos lábios de Nossa Senhora após o anúncio do Arcanjo Gabriel e do Sim Mariano, é eminentemente profético porque anuncia uma nova sociedade, onde não existem marginalizados, pois estes, por obra de Deus, se tornaram incluídos.

A própria missão do Arcanjo já é uma ação de inclusão. Deus quer o ser humano ao seu lado, vivendo sua vocação eterna. Gabriel vem iniciar o reatamento da amizade Deus-Homem rompida por Adão e Eva. A pessoa a quem o Arcanjo se dirige, para ser convidada a colaborar com a ação redentora de Deus, é uma jovem pobre, chamada Maria, moradora de um lugar desprezível e mal afamado, chamado Nazaré.

Contrariamente ao posicionamento de Eva, que quis ser igual ao Todo Poderoso ao aceitar o desafio da Serpente Maligna, Maria se declara a Serva do Senhor, e se coloca disponível para o que Ele lhe solicitar.

Imediatamente ao portar em si o Verbo, encarnado em seu seio, Maria vai servir Isabel. É o início da nova sociedade: os mais importantes vão servir os subalternos. Aliás, a nova sociedade já havia sido iniciada desde quando o Verbo se fez homem, desde quando a Trindade fez do homem sua morada permanente.

A primeira leitura nos apresenta a luta da Mulher contra o Dragão. Ela é apresentada vestida de sol, isto é, de Deus e com a lua sob seus pés, significando ser possuidora de eternidade. A coroa de doze estrelas (doze é o número das tribos de Israel e dos Apóstolos) que traz na cabeça a identifica como vitoriosa.

Quem é esta mulher? Muitos logo a identificam com a Virgem Maria, dando à luz Jesus, mas tam bém pode ser identificada com a Igreja, de modo especial, com as comunidades da época em que o livro do Apocalipse foi escrito.

O Dragão simboliza o quê? Ele significa as forças do mal que dificultam e, muitas vezes, até impedem o testemunho dos cristãos, desvirtuando e pervertendo a estrutura social e familiar, e desejando engolir aquilo que vai contra seus interesses de morte. Mas ele é impotente. Só consegue arrastar um terço das estrelas. Seu poder é limitado.

Maria, a serva do Senhor, que vimos no Evangelho, é a Mulher que está totalmente identificada com Deus e, por isso, aparece na 1ª leitura como a vencedora e protetora dos cristãos.

Identificando-se com ela através do sim dado a Deus, as comunidades cristãs são verdadeiras encarnações do Verbo, atuam no mundo como servos da Vida e lutando por ela, destroem a morte e geram filhos para Deus.

A 2ª leitura, tirada da 1ª Carta aos Coríntios, nos fala da ressurreição e do aniquilamento das forças hostis ao Reino de Deus, da destruição da cultura da morte. A reflexão de Paulo nos leva a concluir que a tarefa de Jesus Cristo só estará completada quando ele vencer o Mal através de nossas ações. Daí, a necessidade de nos deixarmos preencher pelo Senhor, sermos seus servos como Maria, para que, em nós, através de nossa vida, Cristo complete sua Missão Redentora.

Nossa Senhora da Glória nos remete ao êxito, à vitória de Cristo, que destruiu o pecado e a morte, e quis se servir de nossa participação em sua redenção.

Sendo de Deus, sendo de Cristo, sendo da Vida, estaremos com Ele e com Ele reinaremos eternamente, no céu.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CNBB lança plataforma de evangelização para crianças

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou no dia 14 de agosto, uma iniciativa inédita de evangelização para crianças de 2 a 8 anos de idade. O projeto chamado "Anjinhos do Brasil" é uma plataforma multimídia baseada em sete personagens infantis em forma de anjos. Cada um deles recebe o nome de uma virtude humana e, por meio de músicas, orações criadas especialmente para eles, e histórias ilustradas, transmitem os valores da Igreja à nova geração de católicos.

O site anjinhosdobrasil.com.br apresenta personagens de forma interativa, com músicas e jogos. A turma Anjinhos do Brasil tem ainda livros, adesivos e cartões.

Os primeiros personagens receberam nomes de virtudes - Coragem, Generosidade, Gentileza, Modéstia, Paciência, Presteza e Simplicidade - e vão contar histórias da Bíblia e da vida dos santos.

"Pais e padrinhos hoje têm pouco tempo para ficar com as crianças. Por isso aproveitamos esse momento pré-catequese", afirma o padre Valdeir Goulart, diretor-geral das Edições CNBB.

No lançamento dos “Anjinhos do Brasil”, a CNBB vai homenagear pessoas públicas que contribuíram para difundir valores cristãos, entre elas Renato Aragão, Roberto Carlos, Raí, Ana Maria Braga, Zilda Arns (in memoriam) e a beata Irmã Dulce (in memoriam).

O lançamento será no Museu de Arte Sacra de São Paulo, que fica na Avenida Tiradentes, 676 – Luz, e contará com a presença do arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis e do arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer.

Fonte: Site da CNBB

CNBB homenageia personalidades que contribuíram para difundir valores cristãos

No dia 14 de agosto de 2012, Renato Aragão, Raí, Roberto Carlos, Ana Maria Braga, Zilda Arns e Irmã Dulce foram os homenageados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por contribuírem para difundir valores cristãos através de suas ações.

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno, abriu a cerimônia e, junto ao secretário geral, dom Leonardo Steiner e ao arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, entregou esculturas em forma de asas de anjos para os homenageados.

Emocionado, Renato Aragão disse que ficou surpreso e lisonjeado ao receber o convite do padre Valdeir Goulart, diretor geral das Edições CNBB. O evento ainda marcou o lançamento do projeto Anjinhos do Brasil, uma plataforma multimídia de evangelização para crianças de dois a oito anos de idade, que tem o objetivo de ensinar os valores da religião de maneira divertida na fase que vai do batismo até a primeira comunhão.

Fonte: Site da CNBB

ENCONTRO COM OS UNIVERSITÁRIOS

No próximo dia 18 de agosto de 2012, sábado, no período das 08:00 às 15:00 horas, com direito a certificado, na Paróquia Nosso Senhor dos Passos (Matriz Velha), cidade de Cachoeiro de Itapemirim, acontecerá o Encontro com os Universitários, o objetivo desse encontro é criar um espaço de formação na ação em uma perspectiva de educação permanente na fé.

A Igreja precisa anunciar a Boa Nova também no mundo acadêmico, através do diálogo com os formadores das faculdades e universidades espalhadas na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, e oferecer espaços e instrumentos para formação humana e acadêmica, complementando a formação técnica que os graduandos recebem em seus cursos.

Venha participar! 

PAPA: "SEM DEUS, O MUNDO SÓ PODE PIORAR"

Castel Gandolfo (RV) - Como já é tradição no dia 15 de agosto, Bento XVI deixou esta manhã a residência de Castel Gandolfo, onde descansa no verão – e foi à Paróquia de Santo Tomás de Vilanova, para presidir a missa da celebração da Assunção da Beata Virgem Maria.

O Papa foi acolhido com entusiasmo por um grupo de cidadãos e turistas da pequena cidade. Participaram da missa seu irmão Mons. Georg Ratzinger, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, os Cardeais Giuseppe Bertello e Domenico Calcagno, Prefeito e Regente da Casa Pontifícia, Dom James Harvey, Padre Leonardo Sapienza, o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, e o pároco de Castel Gandolfo, Pe. Pietro Diletti.

O Papa iniciou a homilia explicando o significado do dogma proclamado em 1950 por Pio XII: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. O dogma se tornou um “ato de louvor e exaltação”, o ato de proclamação da Assunta foi visto como uma “liturgia da fé”.

Citando o Magnificat, Bento XVI afirmou o louvor a Virgem, Mãe de Deus, é da Igreja de todos os tempos e todos os lugares. “É um dever e um compromisso da comunidade cristã de todas as gerações”.

“Por que Maria é glorificada com a assunção ao céu?” – perguntou o Pontífice, respondendo que Ela viveu fielmente e guardou no seu íntimo as palavras de Deus a seu povo e as promessas feitas aos apóstolos. No Magnificat, a Palavra de Deus era a Palavra de Maria, luz de seu caminho.

Na leitura de hoje, do livro de Samuel, o evangelista faz um paralelo: Maria, que tem em seu ventre Jesus, é a Arca Santa que traz em si a presença daquele que é fonte de consolação, de alegria plena: “Maria é a ‘visita’ de Deus que traz alegria”. Também Lucas o diz explicitamente: “Bendito seja o Senhor, porque visitou e redimiu seu povo” - lembrou Bento XVI, falando aos paroquianos.

Improvisando, o Papa disse que por ser unida a Deus, “Maria está muito perto de cada um de nós; seu coração é grande, Ela pode ouvir e nos ajudar. Esta presença de Deis em nós é importante para iluminar as tristezas e os problemas do mundo”.

Bento XVI exortou os fiéis a abrirem o seu ser a Deus, para que “Ele possa entrar em nós e ser a força que dá a vida”. “Hoje – acrescentou – muitos esperam um mundo melhor, mas não se sabe quando este mundo melhor vai chegar. O certo é que um mundo que se afasta de Deus só pode piorar”.

Terminando a homilia, o Papa disse que é preciso confiar na materna intercessão de Maria, para que o Senhor reforce a fé na vida eterna e nos ajude a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. (CM)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ORIENTAÇÕES PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012

Meus Irmãos e Minhas Irmãs, Paz e Bem!

Neste tempo em que se aproximam as Eleições Municipais encaminho a todos vocês algumas Orientações sobre as Eleições 2012. Desejo que esta se torne um bom instrumento de reflexão e ajude a todos a exercer com dignidade seu voto consciente.

"Para ver o universal e imanente Espírito da Verdade face a face é preciso ser capaz de amar a mais ínfima das criaturas como se ama a si próprio. E um homem que a isso aspira não pode ser omisso em nenhum aspecto de vida. Daí por que minha opção à Verdade conduziu-me ao campo da política. (...) AQUELES QUE DIZEM QUE A RELIGIÃO NADA TEM A VER COM POLÍTICA NÃO SABEM O QUE A RELIGIÃO SIGNIFICA." Mahatma Ghandi.

Se nós cruzarmos os braços e não participarmos das eleições será um erro. A Bíblia nos ensina uma fabula bonita em Juizes 9,7-16. Era tempo de escolher um líder, A oliveira achou que devia cuidar da pureza do seu precioso óleo, e não aceitou. A figueira entendeu que deveria cuidar da doçura dos seus frutos, e não aceitou. A videira foi cuidar do seu vinho novo que alegrava o coração de todos, e não aceitou. Sobrou o espinheiro. Este aceitou na hora, mas já deixou claro que todos deveriam abrigar debaixo de sua sombra, isto é, dos seus ramos cheios de espinhos. Â figueira e a oliveira representam pessoas honestas, éticas e compromissadas com a luta pelo bem comum. Produzem frutos que alimentam o povo. O espinheiro mente, pois não tem sombra; é estéril e só tem espinhos. Moral da história: se nós, que ainda temos consciência e desejo de construir uma nova sociedade, ficarmos quietos, os espinheiros vão tomar conta de tudo...

Jesus Cristo ensina que Ele veio testemunhar a chegada do Reino de Deus. O Reino acontece através da graça de Deus e da nossa participação. A participação política é uma maneira de ajudar o Reino de Deus acontecer. Portanto, se não fizermos a nossa parte e se ficarmos parados, estamos atrapalhando o Projeto de Deus. Nossa missão é sermos o "sal da terra e a luz do mundo" (Mt 5,13-16). O eleitor cristão não pode se omitir. É chamado a sair da atitude de indiferença, passividade e descrença diante das eleições. Precisa participar, não só buscando conhecer os candidatos, suas propostas e as de seu partido como também acompanhá-los depois de eleitos, fiscalizando sua atuação, cobrando digno desempenho de seu mandato e apoiando suas iniciativas a favor do povo.

Em 2002 a CNBB lançou o Doc. 67, onde orientava os cristãos católicos e os cidadãos sobre as eleições, e que serve para nós hoje. Nos números 53 a 58 desse documento se traçava as ORIENTAÇÕES PRÁTICAS:

53. A Igreja Católica no Brasil, por meio de Documentos da CNBB e de iniciativas diocesanas, procurará: a) conscientizar cidadãos e cidadãs da sua responsabilidade de votar e votar bem, tendo presente que seu voto tem valor, escolhendo com cuidado os candidatos a serem votados nos diversos níveis; para isso poderá produzir cartilhas, volantes, cartazes, programas radiofónicos; b) promover debates e reflexões sobre programas e candidatos, a fim de propiciar uma melhor avaliação deles; c) organizar também Seminários, encontros e outras modalidades, para debate e aprofundamento de temas sociopolíticos mais específicos da região ou do lugar, a fim de envolver mais eficazmente um número maior de pessoas; d) estimular para que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu respeito ao pluralismo cultural e religioso, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada pela atuação anterior...), do seu compromisso com a justiça e com a causa dos marginalizados, com especial Atenção a um programa de ação consoante com aquele proposto neste Documento; e) criar ou fortalecer Comités contra a Corrupção eleitoral e para a aplicação da Lei n. 9.840, que proíbe a compra de votos e o uso da máquina administrativa; f) incentivar de modo especial a participação das mulheres na política e contribuir para que elas preencham o número de vagas que lhes são reservadas por lei; g) valorizar os candidatos católicos eleitos, acompanhando-os no exercício de seu mandato e procurando manter relações de diálogo com a comunidade eclesial.

54. A Igreja não indicará candidatos e partidos por meio da sua hierarquia, mas, para realizar os objetivos e atividades acima indicados, os fiéis leigos serão incentivados a promover grupos de "Fé e Política", ou outra forma de organização que os ajude a assumir um papel ativo na conscientização e formação política.

55. A Igreja poderá divulgar informações sobre os candidatos, cuidando da exatidão das informações e de fazê-lo rigorosamente dentro das exigências da Lei.

56. Para evitar dispersão de votos, recomenda-se que, na escolha dos candidatos, os eleitores católicos procurem agir em parceria com movimentos populares, associações de bairro ou outras expressões da sociedade civil, evitando a identificação da Igreja com um candidato ou um partido.

57. É oportuno exercer a vigilância com relação aos partidos que continuam indicando como seus candidatos pessoas comprovadamente inescrupulosas. Os eleitores devem ser orientados a não apoiar tais candidatos, e até recusar qualquer candidato de um partido que acoberte tais pessoas.

58. Recomenda-se particular cuidado quanto aos partidos que incluem em suas listas líderes católicos, com a única função de somar votos para a sigla. Os votos dados a tais candidatos contribuem para a eleição de políticos nem sempre merecedores de apoio.

Ainda os Bispos do Brasil lançaram o Documento 82 - Eleições 2006 - Orientações da CNBB, apontando critérios que nos orientam na escolha dos candidatos: "1. Saber a posição do candidato em relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte. Não se vota em quem é a favor do aborto e da eutanásia. 2. Deve-se levar em conta tanto a honestidade pessoal quanto à trajetória, voltada para os interesses da coletividade. Não se vota em quem quer um mandato para si e não para o povo. 3. O candidato deve primar pelos compromissos honrados, por meio, sobretudo, da transparência administrativa. Não se vota em candidato corrupto. 4. O candidato deve ser preparado, apresentando programa sério de mandato, que deve ser fiscalizado depois das eleições. Não se vota em quem tem interesses particulares. 5. Ficar atento em campanhas financeiras vultosas, que tentam recuperar o que se gastou, depois de eleitos. 6. Verificar a origem dos candidatos: ambiente familiar, sua ética, seu comportamento moral, sua honestidade e competência,.. Votar em candidatos que tem vínculos com programas de partidos sérios, comprometidos com a mudança social e não aos que estão atrelados a grupos de interesses financeiros,".

MANDAMENTOS DO ELEITOR

1.Não vote em candidato que não respeita a dignidade da pessoa.
2. Não vote em candidato que não respeita o bem comum e visa só o bem pessoal.
3. Não vote em candidato que não saiba qual o seu papel (no Legislativo e no Executivo).
4.Não vote em candidato que não tem uma história de militância.
5.Não vote para agradar amigo, parente ou patrão.
6.Não vote em quem usa o nome de Deus para ganhar voto.
7.Não vote em quem quer comprar o seu voto.
8.Não vote em quem não tem programa sério de governo.
9.Não vote em quem exagera nos gastos com propaganda.
10.Não vote em quem explora a boa fé dos eleitores.

Observação:

1. Lembro o que tem sido orientado em eleições passadas: Os leigos e leigas que têm uma participação mais efetiva em nossas Comunidades Eclesiais, tais como Ministros Extraordinários da Proclamação da Palavra e da Distribuição da Comunhão, Testemunhas Qualificadas para o Matrimônio, Coordenadores (as) de Comunidades ou outras importantes Funções nas Comunidades, que se apresentarem como candidatos (as) a cargos eletivos, que não usem de seus serviços eclesiais como meio de sua promoção eleitoral e que os Párocos e os Conselhos Pastorais Paroquiais decidam sobre a permanência ou o afastamento dos mesmos em seus serviços pastorais durante o tempo em que se transcorre a campanha eleitoral.

2. É dever do cidadão e da cidadã acompanhar os passos de seu representante, não abandonar o eleito, mas cercá-lo de atenção crítica, para que o mandato corresponda aos interesses públicos. Que o Deus da Paz e da Justiça permita acontecer neste tempo da Campanha eleitoral nas cidades de nossa Diocese de Cachoeiro de Itapemirim num clima de serenidade e equilíbrio. Com minha bênção de Pastor desta Diocese.

Dom Dario Campos, ofm
Bispo Diocesano

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

RETIRO "LEVANTA-TE, JOVEM!"

Nos dias 10 a 12 de agosto de 2012, aconteceu o retiro "Levanta-te, Jovem!", trata-se de um retiro que há alguns anos acontece no Distrito de Gironda, Cidade de Cachoeiro de Itapemirim, e é promovido pela Banda Metanoia, formada por jovens de diversas paróquias da cidade de Cachoeiro de Itapemirim.

A Banda Metanoia originou-se no Grupo de Jovem Metanoia que atuava na Igreja Santo Antônio (Paróquia Nossa Senhora da Consolação) e que acinda nos dias de hoje animam retiros e fazem a evangelização na linguagem da juventude, através da música.

O retiro teve a participação de quase 300 jovens, conforme aunciado por um dos organizadores, e foi um momento de reflexão para a juventude presente que pode partilhar o seu jeito de viver no incío do Século XXI, através da oração, leitura e escuta da palavra de Deus e a amizade construída nesses dias de retiro.

O Retiro "Levanta-te, Jovem!" é organizado e promovido pelo Grupo Jovem TEFEC e tem o apoio da Banda Metanoia. (errata de redação).




sábado, 11 de agosto de 2012

REFLEXÃO PARA O 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - A primeira leitura de hoje possui uma frase que, certamente, já foi dita muitas vezes por nós, em situações de extremo cansaço e desânimo: “Basta, não agüento mais!” O Profeta Elias amarga dura perseguição e agora, extremamente cansado por causa das discussões e disputas quer entregar a luta, sair de cena. Tudo isso porque desafiou a rainha Jezabel, que queria destruir o culto e a fé em Deus.

Nessa situação, o Senhor possibilitou a ele a sombra de uma árvore, sob a qual encontrou comida e sob a qual fez uma sesta, descansando e restaurando suas energias. Ao acordar, Deus lhe diz que sua missão não terminou e que possui longa tarefa pela frente. Elias, confiante, seguiu em frente e, conduzido por Deus, chegou ao monte Horeb, o Sinai.

Deus não abandonou seu profeta, mas o alimentou com um alimento misterioso que o fortificou por toda essa caminhada e o fez chegar ao lugar do encontro.


Também nós temos, na vida, uma missão. Contudo as contrariedades do dia a dia, as surpresas negativas e outros dissabores poderão nos tirar a alegria de viver, mas Deus vela por nós e deseja que completemos nossa tarefa de modo integral. Para isso ele nos dá também um alimento misterioso, divino.
 
Vejamos o Santo Evangelho deste domingo. Nele Jesus se nos apresenta como o verdadeiro maná, o verdadeiro que desceu do céu e fala de nossa necessidade de comê-lo. Não podemos nos antecipar e ver aí, a dimensão eucarística. Neste momento Jesus apenas está se referindo à necessidade de assimilarmos sua pessoa. Em sua globalidade, em aceitá-lo como dom do Pai. Colocar em prática o Evangelho é comer a Palavra vinda do Céu.

A segunda leitura, um trecho da Carta de Paulo aos Efésios, nos fala de afastarmos de nossa vida tudo que for “amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias” e, ao mesmo tempo, de incluirmos nela a compaixão, o perdão recíproco, a imitação de Deus. Ora, isso só será possível se estivermos alimentados pela Palavra de Deus, assimilada em um encontro com Ele, na oração, na reflexão, na meditação. Aí teremos força para enfrentar todas as contrariedades que a vida nos propor. Alimentados pelo Senhor, sempre transmitiremos segurança, paz, credibilidade e estaremos testemunhando o poder de Deus, que é soberano a qualquer mal. (CA)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CONHEÇA O CALENDÁRIO DO ANO DA FÉ

Cidade do Vaticano (RV) – “Reforçar os alicerces espirituais de todas as comunidades” – este é um dos auspícios do presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização para o Ano da Fé, que a Igreja Católica vai celebrar entre 11 de outubro próximo e 24 de novembro de 2013.

Em artigo publicado no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, o Arcebispo Dom Rino Fisichella defende que o evento deverá assinalar a “grandeza do crer” e mostrar ao mundo “os motivos” que estão por trás da fé em Cristo: “A fé deve ser repensada e vivida” e não pode se limitar a uma “monótona repetição de fórmulas ou celebrações”. Na base de toda a ação católica deve estar a convicção, a escolha consciente, “sustentada por um confronto com a verdade sobre a própria vida” – continua, concluindo que “saber explicar isso permite aos fiéis serem novos evangelizadores num mundo que se transforma”.

Idealizado pelo Papa Bento XVI para assinalar o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962-1965) e relançar o anúncio do Evangelho na sociedade contemporânea, o Ano da Fé é visto pela Igreja Católica como uma oportunidade de levar as pessoas a “encontrarem-se com a pessoa viva de Jesus Cristo que muda e transforma a vida”.

A primeira atividade associada ao Ano da Fé será uma edição da iniciativa “Pátio dos Gentios” em Assis, Itália, no dia 6 de outubro. Com tema “Deus, esse desconhecido”, o encontro entre crentes e não crentes antecipará a abertura oficial do Ano.

Na sequência, de 7 a 28 de outubro, haverá a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre “Nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. No dia 11, Bento XVI presidirá a solene abertura do Ano da Fé na Praça São Pedro, ao lado dos participantes do Sínodo e dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.

Quinta, dia 12 de outubro, a Igreja de Jesus, no centro de Roma, vai hospedar uma sessão cultural e artística sobre “A fé de Dante”. Será apresentado o canto XXIV do Paraíso da Divina Comédia, que descreve a profissão de fé do poeta italiano.

Domingo 21 de outubro, Bento XVI canonizará seis mártires e testemunhas da fé: um missionário jesuíta mártir em Madagascar; um catequista leigo, martirizado nas Filipinas; um padre testemunha da fé na educação dos jovens; uma religiosa que testemunhou a fé no leprosário da ilha de Molokai; uma outra religiosa, espanhola; uma leiga indiana convertida à fé católica; e uma leiga da Baviera, testemunha do amor de Cristo no leito de sofrimento.

De 20 de dezembro até maio seguinte, haverá no Castelo Santo Ângelo uma exposição sobre o Ano da Fé. Em 2013, nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Roma um congresso internacional debaterá o tema “São Cirilo e São Metódio entre os povos eslavos”.

Em 18 de maio, a vigília de Pentecostes será presidida pelo Papa com a participação dos Movimentos eclesiais. No dia 2 de junho, Corpo de Deus, o Papa presidirá a solene adoração eucarística e em todo o mundo, nesse mesmo dia, dioceses, paróquias e outras comunidades são convidadas a promover adorações. Em 22 de junho, um grande concerto na Praça de São Pedro vai celebrar o Ano da Fé.

Logo depois, a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, prevê a participação do Papa. Dia 29 de setembro, Jornada dos Catequistas, Bento XVI recordará 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Em 13 de outubro de 2013, o Papa presidirá uma celebração em honra de Nossa Senhora, com a participação das associações marianas, e no dia 24 de novembro, está marcada a celebração conclusiva do Ano da Fé.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

REUNIÃO DO CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL

No próximo dia 10 de agosto de 2012, às 19h30min, acontecerá no salão da igreja matriz de Nossa Senhora da Consolação, mais uma reunião do Conselho Pastoral Paroquial (CPP), devem comparecer a essa reunião: Coordenadores de Conselho Pastoral Comunitário (CPC's), Coordenadores Paroquiais de Pastoral, Coordenadores Paroquiais de Movimentos (RCC, Apostolado, etc.), Coordenadora do CPP, Diáconos Permanentes, Vigário Paroquial e Pároco.

Bispo de Caicó (RN) transferido para Campina Grande (PB)

Castel Gandolfo (RV) - O Papa nomeou na manhã desta quarta, 08, um novo bispo para Campina Grande, no Estado da Paraíba: é Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, capuchinho, que conduzia a Diocese de Caicó.

Dom Manoel nasceu em 10 de julho de 1954 em Biritinga, Arquidiocese de Feira de Santana, no Estado da Bahia. Emitiu a profissão religiosa como Frade Menor em 1978 e foi ordenado sacerdote em 1980. Estudou filosofia em Nova Veneza (São Paulo) e teologia no Instituto da Universidade de São Salvador da Bahia. Formou-se também em Letras Clássicas na Universidade Católica de Salvador e Comunicação Social na Salesiana, em Roma.

No âmbito da Ordem dos Capuchinhos, foi formador, Ministro Provincial e Definidor Geral para a América Latina.

Era bispo de Caicó desde 5 de julho de 2006.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

Brasília (RV) - Entre os dias 12 e 18 de agosto será realizada a Semana Nacional da Família 2012. O evento anual faz parte do calendário de praticamente todas as paróquias do Brasil. Para a ocasião, foi elaborado um subsídio que apresenta reflexão sobre o tema: “A Família: o trabalho e a festa”.

O subsídio foi construído com a participação de representantes da Comissão para a Vida e a Família, membros dos Regionais da CNBB e assessores especializados. “Vamos trabalhar o mesmo tema que foi aprofundado durante o 7º Encontro Mundial das Famílias com o Papa, em Milão” - disse o presidente da Comissão Episcopal Família e Vida da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e bispo de Camaçari (BA), Dom João Carlos Petrini.

Para ele, “o tema ajudará cada família a viver melhor a relação com o trabalho, sem ser absorvido e estraçalhado pelas necessidades e exigências do mundo do trabalho”.

A primeira Semana Nacional da Família foi realizada em 1992, e traz todos os anos um tema que defende os valores familiares e cristãos. “É um evento extraordinário que mobiliza a Pastoral Familiar, outros movimentos e grupos de família de todo Brasil” - afirma Dom João Carlos Petrini.

O subsídio começou a ser editado com a visita do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicado anualmente. Atualmente está em sua 16ª edição, com uma tiragem de 200 mil exemplares. “Neste subsídio queremos auxiliar os encontros da Pastoral Familiar que acontecerão em todo o país, mas de uma maneira mais particular, na Semana Nacional da Família” - disse um dos assessores da Comissão para a Vida e a Família, Padre Wladimir Porreca.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 4 de agosto de 2012

AGOSTO: MÊS VOCACIONAL NA IGREJA

O mês de agosto na Igreja Católica Apostólica Romana presente no Brasil é marcado pela forte reflexão sobre a vocação (chamado) que o Senhor nos faz, a fim de sabermos qual é a nossa missão no mundo. O que se pode ser feito para sermos felizes e, melhor ainda, fazer as demais pessoas felizes e, consequentemente, um mundo melhor?

Certamente é necessário fazer silêncio para escutar a voz de Deus que pulsa em nós a cada dia e nos pede que sejamos pessoas melhores do que fomos ontem e assim sucessivamente. Mas como fazer silêncio?

O Papa Bento XVI, neste ano, devido o transcurso do Dia Mundial das Comunicações Sociais, ensinou que para haver realmente o diálogo autentico é necessário haver um movimento de silêncio e palavra, sem o silêncio, ensina o Santo Padre, não existe palavras densas de conteúdo.

Logicamente para responder ao chamado do Senhor, e ser uma resposta densa, forte, é necessário o silêncio para responder a um questionamento que volta e meia nos fazemos: Senhor, o que queres de mim? Para quê vim a este mundo? Por isso neste mês de agosto, a Igreja nos convida a cada domingo, uma proposta de reflexão, sobre qual é o chamado a que devo responder?

No primeiro domingo de agosto, somos convidados a mergulhar sobre o chamado ao sacerdócio, o ser padre, o ser pai de uma comunidade eclesial. Não é uma vocação fácil, até porque o século XXI traz muitos atrativos a maioria dos jovens e adultos e a resposta a esse chamado do Senhor, que é feito na calma, às vezes é perdido no barulho da sociedade: festas, foguetes, compras em demasia, o prazer pelo prazer (e depois o vazio entediante), porém o Senhor continua a chamar. Aqui, se faz um adendo, para agradecer aos padres seculares e religiosos pelo atendimento ao chamado do Senhor. Obrigado pela Eucaristia presidida e celebrada todos os dias. Obrigado pelos sacramentos administrados.

No segundo domingo, a Igreja convida à comunidade a refletirem sobre o papel paterno (somente dos pais, do sexo masculino), mas o papel paterno por excelência (pai e mãe) que são fundamentais no forjamento do cidadão de amanhã, portanto é de fundamental importância que o homem e a mulher, chamado por Deus à paternidade e, também, à maternidade, coloquem a mão na consciência e lembrem sempre sobre o papel basilar da formação do homem e da mulher para um futuro impulsionador e responsável da administração das gerações futuras. Não se pode brincar de ser pai ou mãe. Não se pode brincar de ter família! O mundo pode até ter ser um grande parque de diversões, mas mesmo os parques de diversões, tem seus limites para evitar os acidentes.

No terceiro domingo do mês de agosto, tradicionalmente, é dedicado àqueles que disseram o seu sim a Deus, através da consagração de sua vida, através dos votos evangélicos: obediência, castidade e pobreza. Aos religiosos e religiosas, muitas das vezes esquecidos na Igreja, o agradecimento pela resposta ao chamado de Deus em suas vidas! Se a Igreja, hoje, é o que é, é devido ao trabalho realizado por esses homens e mulheres no decursos dos séculos, através do cuidado da educação das crianças e jovens, do cuidado com os doentes no hospitais, no atendimento religioso em diversas partes do mundo.

E no último domingo, e não menos importante, a vocação dos leigos na Igreja, sobretudo, na catequese das crianças e adultos, que ensinam o amor a Deus e ao próximo. Se a Igreja no Brasil é atuante nas diversas formas de ser Igreja é graças ao sim cotidiano de homens e mulheres, que trabalham o dia inteiro (nas profissões) e que à noite ou nos finais de semana se doam ao próximo através da catequese ou nos diversos trabalhos pastorais existentes na Igreja.

Enfim, o mês de agosto é o mês do SIM. Sim advindo do silêncio e, posteriormente da resposta a Deus através do gesto concreto.

Texto de autoria: Gustavo Carvalho Lins

REFLEXÃO PARA O 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Quando, no deserto, o povo judeu começou a sentir fome e sede, pôs-se a lamentar-se, lembrando o passado recente, no Egito, quando, apesar da escravidão, estava sempre bem alimentado com muito pão e muita panela cheia de carne.

Deus os ouviu e como Pai providente, saciou-os com maná e codornas. Afinal fora Ele quem providenciara a libertação do senhorio egípcio, do mesmo modo que havia, séculos atrás, providenciado a ida e a ascensão de José, filho de Jacó, ao posto de vice-rei daquela terra dos faraós.

Agora, ao ouvir este novo clamor de seu querido povo, o Senhor fez coincidir as migrações daqueles pássaros com a fome dos judeus, como também fez coincidir o gotejamento de um arbusto típico do deserto sinaítico com a passagem do mesmo povo. Portanto, as aves e os pingos açucarados, ou seja, o maná, atividade normal da natureza naquele período, foram vistos e acolhidos pelos judeus como milagre.

Deus não respondeu ao povo com recriminações e castigos, mas ao contrário, dando alimento em abundância.

Por outro lado, Deus, como pedagogo, trabalhou o ponto frágil do povo que era a confiança em Sua Providência. Os israelitas deviam, a cada dia, esperar o alimento das mãos de Deus. As aves deveriam ser abatidas; não era possível criá-las e o maná, por sua vez, não podia ser armazenado, pois se estragava. A cada dia dispunha de alimento físico e também espiritual, isto é alimentar-se de fé na Providência.

No Evangelho, Jesus proporcionou ao povo alimento em abundância. Apenas viu frustrado seu objetivo, quando alimentou o povo com peixes e pão. O Senhor desejava, com esse sinal, mostrar o valor da partilha de todos os bens, isto é, alimentá-los com o dom de serem generosos, de partilharem seus bens, mas o povo queria apenas o alimento perecível.

Jesus, então, alertou o povo dizendo: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará.” O Senhor sabe que os alimentos comuns - comida, viagens, estudos - nada nos satisfaz, mas apenas Sua Palavra, que é Palavra de Vida. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, não terá mais fome; e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

A segunda leitura se refere à nossa inconstância, apesar do compromisso radical feito no Batismo. Deveremos diariamente, possibilitar o crescimento do homem novo, renovando nossa fé em Jesus, buscando o alimento que não perece, confiando sempre em sua Providência.

Se algo nos falta ou aos nossos irmãos, saibamos que de há muito Deus providenciou, mas alguém o subtraiu, não partilhando. A carência material de alguns denuncia a pobreza espiritual de outros.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Concluído livro do Papa sobre infância de Jesus: Cardeal Bertone cogita nova encíclica

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI concluiu o livro sobre a infância de Jesus: foi o que anunciou o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, nesta quarta-feira, em Valle d'Aosta – noroeste da Itália –, onde está transcorrendo um período de repouso.

E na manhã desta quinta-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé precisou que agora "estão sendo feitas as traduções para as diversas línguas, a partir do texto original escrito em alemão". O purpurado falou também sobre uma nova Carta encíclica.

Portanto, o Papa concluiu o seu terceiro volume sobre Jesus de Nazaré, dedicado aos Evangelhos da infância: segundo o Cardeal Bertone é um grande presente para o Ano da Fé, que se iniciará em outubro próximo. Leremos o livro com grande expectativa e muito gosto – afirmou.

Por sua vez, a Sala de Imprensa da Santa Sé faz votos de que a publicação do livro "se dê simultaneamente nas línguas de maior difusão", bem sabendo que para isso será necessário "um côngruo espaço de tempo para uma tradução precisa de um texto importante e esperado".

Ademais, talvez tenhamos uma nova encíclica – acrescentou o Cardeal Bertone –, a quarta do Pontificado após a Deus caritas est de 2005, a Spe salvi de 2007, e a Caritas in veritate de 2009.

À margem de uma missa celebrada na igreja paroquial da localidade de Introd, no Valle d'Aosta, o Secretário de Estado vaticano disse, inda, que nesse período de repouso está revendo documentos, anotações e problemas que precisam ser colocados em ordem, naturalmente sempre em contato com Roma, quer com os seus colaboradores, quer com o Papa.

Na homilia, recordando a memória litúrgica de Santo Eusébio de Vercelli – celebrada neste 2 de agosto –, destacou a obra de evangelização feita pelo bispo, que "não ficou em sua casa". "Para levar o Evangelho e a salvação de Cristo a todos os lugares, enfrentou viagens duríssimas, perigos, incompreensões e perseguições dos inimigos".

"Quando se fala em 'nova evangelização' – observou o Cardeal Bertone – devemos saber reconhecer nessa expressão toda a confiança que Deus deposita em nós hoje, no querer-nos anunciadores do Evangelho no meio de nosso povo, tanto quanto os primeiros discípulos entre os pagãos de seu tempo.

"Em todo âmbito social: no trabalho, no matrimônio e na família, como em todos os grupos de amigos e de engajamento social, cada um é realmente imprescindível para uma ramificação do testemunho de fé", exortou o purpurado.

Nesse contexto, "então compreendemos a grande importância do anúncio feito por Bento XVI de proclamar o Ano da Fé, que terá início em outubro próximo, à distância de 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II."

"Será um ano importante, basta pensar na necessidade do nosso tempo de servir à causa do homem" que, segundo Bento XVI, sem Deus "não sabe para onde ir e nem mesmo consegue compreender que ele é".

"Conscientes da nossa dignidade de colaboradores ou de agentes de uma 'nova evangelização', devemos cultivar uma grande paixão por Deus, em primeiro lugar."

"Mas devemos também esforçar-nos de muitos modos para descobrirmos novamente, mediante uma formação realmente cristã, os muitos tesouros da nossa cultura e da fé que muitos perderam de vista e que, por isso mesmo, se tornaram quase irreconhecíveis" – concluiu o Cardeal Bertone. (RL)

Fonte: Site da Rádio Vaticano