quinta-feira, 29 de novembro de 2012

FESTA DAS FAMÍLIAS



Com o tema: "Crescer no amor e transmitir a fé em Família" vai acontecer, no Pavilhão da Ilha da Luz, em Cachoeiro de Itapemirim, a Festa das Famílias da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, que será realizada no dia 08 de dezembro de 2012, sábado, Dia da Imaculada Conceição.

Às 18:00 horas acontecerá a Missa presidida por Dom Frei Dario Campos, ofm - bispo diocesano - e, concelebra pelos padres do Regional II da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (Paróquias da Cidade de Cachoeiro de Itapemirim e de Atílio Vivácqua).

Após a Missa haverá show com a Banda Banupd.
Todos são convidados para esta grande Festa, Participe!
 
Fonte: Site Oficial da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PAPA: "DEUS NÃO É UMA INTELIGÊNCIA MATEMÁTICA; É UMA REALIDADE EM NOSSA VIDA"

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta chuvosa quarta-feira de outono, o encontro semanal do Pontífice com os fiéis se realizou na Sala Paulo VI, no Vaticano. Como é tradição, o Papa leu a sua reflexão em italiano, e na sequência, resumiu o texto em várias línguas. Prosseguindo a série sobre o Ano da Fé, a questão principal da audiência foi “Como falar de Deus no mundo de hoje?”.

"Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática que está longe de nós. O amor de Deus por nós é infinito e eterno, e a fé cristã é uma resposta aos anseios mais profundos do coração humano” – começou Bento XVI. "Comunicar Jesus Cristo aos homens e mulheres do nosso tempo significa dar testemunho silencioso e humilde do núcleo da mensagem do Evangelho".

O Papa sugeriu imitar o modo de agir de Deus, mas ressalvou que “falar de Deus requer um crescimento na fé, familiaridade com Jesus e seu Evangelho; uma vida de fé e caridade”. “A família é um lugar privilegiado para a transmissão da fé às novas gerações. Em clima de escuta e de diálogo, cada membro deve ser para o outro um sinal do amor de Deus. Falar de Deus é comunicar-se com alegria, força e simplicidade” – lembrou.

Assim, em nossas vidas, com nossas famílias, com nossos filhos, poderemos manifestar este mesmo amor de Cristo, estando atentos a todas as necessidades, aos anseios mais profundos, para poder dar uma resposta de esperança à humanidade”.

Em português, o Papa usou as seguintes palavras:

O anúncio que leva ao encontro com Deus-Amor, revelado de modo único em Jesus crucificado, é destinado a todos: não há salvação fora de Jesus Cristo. Como podemos falar de Deus hoje? O Ano da Fé é ocasião de buscar novos caminhos, sob a inspiração do Espírito Santo, para transmitir a Boa Nova da salvação. Neste sentido, o primeiro passo é procurar crescer na fé, na familiaridade com Jesus e com o seu Evangelho, aprendendo da forma como Deus se comunica ao longo da história humana, sobretudo com a Encarnação: através da simplicidade. É necessário retornar ao aspecto essencial do anúncio, olhando para o exemplo de Jesus. N’Ele, o anúncio e a vida se entrelaçam: Jesus atua e ensina, partindo sempre da sua relação íntima com Deus Pai. De fato, comunicar a fé não significa levar a si mesmo aos demais, mas transmitir publicamente a experiência do encontro com Cristo, a começar pela própria família. Esta é um lugar privilegiado para falar de Deus, onde se deve procurar fazer entender que a fé não é um peso, mas uma profunda alegria que transforma a vida.

Uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, com votos de serem por todo o lado zelosos mensageiros e testemunhas da fé que vieram afirmar e consolidar neste encontro com o Sucessor de Pedro. Que Deus vos abençoe! Obrigado!”.
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 24 de novembro de 2012

REFLEXÃO PARA SOLENIDADE DE JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO

Cidade do Vaticano (RV) - Jesus é rei, mas de que modo? Seu agir e suas palavras não deixam dúvidas: seu reino não é como os homens entendem. Ele é um rei diferente.

Em primeiro lugar, para tê-lo como rei é necessário que as pessoas tenham fé e exatamente por isso sejam comprometidas com ele. É uma adesão profunda à sua pessoa e ao seu modo de ser: pacificador, libertador, servidor a ponto de dar sua vida em favor de seus súditos.

Ele nos diz no versículo 37 do Evangelho de hoje: “..nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade”, e a verdade aí significa “fidelidade plena”. Portanto Jesus é rei para nos testemunhar até o fim, através da cruz, que o amor de Deus é fiel, que é dom de vida para as pessoas. Em seguida Jesus fala: “Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. Ser da verdade significa reconhecer a fidelidade de Deus e aderir ao serviço de proclamá-la, se necessário com o sacrifício da própria vida, como Jesus.

A segunda leitura, tirada do Apocalipse, diz que “Jesus é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos”. Jesus confirma a fidelidade do Pai e sua primazia em ser o primeiro dos homens novos, da nova humanidade, descentralizada de si mesma, mas voltada para o serviço, para a luta pela dignidade do ser humano, mesmo que para isso tenha de se sacrificar.

Concluindo nossa reflexão, celebrar Jesus Cristo, Rei do Universo, não é celebrar um poder que subjuga pessoas e se faz servir, mas, pelo contrário, é celebrar um rei que respeita e adora Deus-Pai e, por isso mesmo, coloca-se a seu serviço, no serviço do ser humano, lutando para que este seja mais fraterno, mais parecido com o próprio Deus. Ser súdito de Cristo é deixar-se elevar à dignidade de filho de Deus, de companheiro do Rei. É deixar os andrajos de escravo e revestir-se das vestes reais da justiça, da verdade e da paz. (CAS)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

O PAPA E SUA LIDERANÇA MORAL

Cidade do Vaticano (RV) - Felizmente, ainda temos algum líder com moral cuja voz é ouvida pelas nações!

Este sentimento de alívio e de ação de graças a Deus brotou em nossos corações horas após o apelo feito por Bento XVI aos contendores do conflito entre israelenses e palestinos. A comunidade internacional foi presenteada com notícias de que houve um cessar fogo e de que o conflito continuaria nas mesas de negociações.

Evidentemente tivemos alguém que agiu como o principal mediador, por vias diplomáticas, em favor desse cessar-fogo, refiro-me ao Egito. Outros países como Estados Unidos, Turquia, Liga Árabe e a própria ONU também tiveram seu mérito nesse cessar de hostilidades.

O Ministro das Relações Exteriores do Egito, Mohamed Kamel Amr anunciou na noite desta quarta-feira, que o Governo de Israel e o Hamas – grupo que controla a Faixa de Gaza – haviam chegado a um acordo para o cessar-fogo na região.

Neste tempo que segue os trâmites diplomáticos para uma paz duradoura entre Israel e Palestina, o Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, OFM, fez uma reflexão onde afirma: “Para nós crentes a oração é o único recurso. Ela é tão necessária como o ar que respiramos, pois nos permite olhar o que está acontecendo com os olhos da fé, única maneira de evitar cair na lógica da violência e rejeição do outro. Precisamos acreditar no outro. Sem Deus é impossível.”

Justamente porque sem Deus é impossível ouvir o outro, é impossível a paz, o Sucessor de Pedro, representante de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, admoestou os beligerantes a uma trégua e à promoção de negociação.

O Papa, apesar de não ter comando sobre exército algum, apesar de não possuir nenhum armamento bélico, exerce sempre que necessário, sua missão de promotor da paz, da serenidade, do convívio fraterno entre todas as pessoas do mundo inteiro. Sua força é moral, seu poder é espiritual e seu campo de ação é a consciência das pessoas de boa vontade.

Fazemos votos de que as graças do Altíssimo caiam sobre as mentes e sobre os corações dos promotores da paz.

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade! (CAS)
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

Papa aos novos cardeais: "A Igreja é católica porque Cristo abraça toda a humanidade"

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu neste sábado, 24, a celebração do Consistório, na Basílica de São Pedro, em que criou seis novos cardeais.

São eles: Dom James Michael Harvey, Prefeito da Casa Pontifícia, que Bento XVI nomeou Arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros; Sua Beatitude Béchara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas (Líbano); Sua Beatitude Baselios Cleemis Thottunkal, Arcebispo-Mor de Trivandrum dos Sírios-Malancareses (Índia); Dom John Olorunfemi Onaiyekan, Arcebispo de Abuja (Nigéria); Dom Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá (Colômbia); e Dom Luis Antonio Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas).

Em sua alocução, o Papa se deteve sobre "o significado do termo católica, que indica um traço essencial da Igreja e da sua missão. É Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades. No nosso caso específico, a Igreja é católica, porque Cristo, na sua missão de salvação, abraça toda a humanidade" – frisou Bento XVI.

"Jesus envia a sua Igreja, não a um grupo, mas à totalidade do gênero humano para, na fé, o reunir num único povo a fim de o salvar, como justamente se exprime o Concílio Vaticano II na Constituição dogmática Lumen gentium: Ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados. Este caráter universal aparece claramente no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo cumula da sua presença a primeira comunidade cristã, para que o Evangelho se estenda a todas as nações e faça crescer em todos os povos o único Povo de Deus" – disse ainda o Santo Padre.

"No sulco e na perspectiva da unidade e universalidade da Igreja, situa-se também o Colégio Cardinalício: este apresenta uma variedade de rostos, dado que exprime o rosto da Igreja universal. Desejo, com este Consistório, pôr em evidência de modo particular que a Igreja é Igreja de todos os povos, e por conseguinte exprime-se nas várias culturas dos diversos Continentes. É a Igreja de Pentecostes, que, na polifonia das vozes, ergue um canto único e harmonioso ao Deus vivo" – destacou o pontífice.

"Os novos Cardeais, que representam várias dioceses do mundo, ficam a partir de hoje agregados, a título muito especial, à Igreja de Roma e reforçam assim os laços espirituais que unem a Igreja inteira, vivificada por Cristo e cerrada em torno do Sucessor de Pedro. Ao mesmo tempo, o rito de hoje exprime o valor supremo da fidelidade" – sublinhou ainda Bento XVI.

"Daqui para diante estareis unidos de forma ainda mais estreita e íntima com a Sé de Pedro: Especialmente através da vossa colaboração com os Dicastérios da Cúria Romana, sereis meus preciosos cooperadores antes de tudo no ministério apostólico a favor da catolicidade inteira, como Pastor de todo o rebanho de Cristo e primeiro garante da doutrina, da disciplina e da moral" – frisou o Papa.

"Confiamos ao Senhor o novo serviço eclesial destes prezados e venerados Irmãos, para que possam prestar corajoso testemunho de Cristo, com o dinamismo edificante da fé e o sinal de um incessante amor oblativo" – concluiu Bento XVI. (MJ)
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RESTAURAÇÃO DOS VITRAIS DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Nesse dia 23 de novembro de 2012 foram recolados no altor-mor os belos vitrais que o ornam. Agrademos a Secretária Paroquial Marta D'Agostini pelo envio das fotos para publicação neste blog, bem como ao pároco Frei Domingos Sérgio Gusson, oar - pelo empenho em devolver aos vitrais do Santuário de Nossa Senhora da Consolação todo seu esplendor e, também, aos demais envolvidos nesse árduo processo de restauro.



 
Mais fotos no endereço www.facebook.com/paroquiadaconsolacao

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

VITRAIS DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Os vitrais que ornam as laterais próximas ao altar-mor do Santuário de Nossa Senhora da Consolação começaram a ser recolocados, após o trabalho de restauro.


Crédito das fotos: Marta D'Agostini

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS

Cidade do Vaticano (RV) - Em 17 de agosto de 1949, o Presidente Eurico Gaspar Dutra, por sugestão do embaixador brasileiro junto aos Estados Unidos da América, Joaquim Nabuco, instituiu o Dia Nacional de Ação de Graças através da Lei 781.

Em 1966, o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco , através da lei 5110 estabeleceu que a comemoração seria na quarta quinta-feira de novembro. O objetivo foi fazer esta celebração coincidir com a realizada em outros países.

O objetivo desse dia é render graças ao Senhor por todos os dons, por todos os bens que recebemos. Joaquim Nabuco disse: “Eu quisera que toda a Humanidade se unisse, num mesmo dia, para um agradecimento universal a Deus”.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

AUDIÊNCIA GERAL: A RACIONALIDADE DA FÉ

Cidade do Vaticano (RV) – Como todas as quartas-feiras, Bento XVI recebeu milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral, realizada na Sala Paulo VI.

Em sua catequese, Bento XVI prosseguiu o itinerário do Ano da Fé falando hoje sobre a racionalidade da fé em Deus. Desde o início, disse o Papa, a tradição católica rejeitou o fideísmo, que é a vontade de crer contra a razão.

“Avançamos neste Ano da Fé, acrescentou o Pontífice, levando no coração a esperança de redescobrir a alegria do crer e o entusiasmo de comunicar a todos a verdade da fé.” Esta conduz a descobrir que o encontro com Deus valoriza, aperfeiçoa e eleva o que tem de verdadeiro, bom e belo no homem.

A fé nos permite conhecer a Deus no encontro pessoal, pois Ele se revelou a si mesmo e não se limitou a dar-nos uma informação sobre Ele. Deste modo, abre o coração e a mente humana a horizontes novos, incomensuráveis e infinitos. A fé não é cega, trata de entender e demostrar que é razoável. Por isso, é um impulso para a razão e a ciência, porque abre seus olhos a uma realidade maior, que permite conhecer melhor o verdadeiro ser do homem em sua integridade.

Fe e razão, disse ainda o Papa, necessitam uma da outra, se complementam, não somente para uma compreensão meramente intelectual, mas também para alimentar esperanças verdadeiras na humanidade e orientar as atividades rumo à promoção do bem de todos.

“O testemunho de quem nos precedeu e dedicou sua vida ao Evangelho sempre nos confirma: é razoável crer.”

Ao final da catequese proferida em italiano, Bento XVI fez um resumo da mesma em várias línguas. Em português, disse:

Queridos irmãos e irmãs, no irresistível desejo de verdade que tem o ser humano, a estrada justa a seguir, para a sua plena satisfação no encontro com Deus, passa por uma relação harmoniosa entre fé e razão. Esta é capaz de conhecer com certeza a existência de Deus pela via da criação, mas só a fé pode conhecer «com certeza absoluta e sem erro» as verdades que dizem respeito a Deus. Não se trata aqui de meras informações, mas de verdades que nos falam do encontro de Deus com os homens. Por isso, o conhecimento de Deus é, antes de tudo, experiência de fé; mas não sem a razão. Deus não é absurdo; embora seja sempre um mistério. O mistério não é irracional, mas superabundância de significado: se a razão vê escuro ao fixar o mistério, não é por falta de luz, mas porque há demais. A fé católica é sensata e razoável e tem confiança na razão. Nesta linha de ideias, ela não está contra a ciência; antes, coopera com ela, oferecendo critérios basilares para se promover o bem comum, pedindo-lhe apenas que renuncie às tentativas que, opondo-se ao projeto originário de Deus, possam gerar efeitos que se voltem contra o próprio homem.
De coração, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com destaque para os grupos de Aracruz, Aparecida de Goiânia e Palmas, confiando as suas famílias e comunidades à Virgem Maria e pedindo-Lhe que nelas se mantenha viva a luz de Deus. Sobre vós e os vossos entes queridos, desça a minha Bênção.

Ao final das saudações, o Papa recordou que a Igreja celebra a memória da Apresentação da Virgem Maria ao Templo, dia dedicado às monjas de clausura.

“Às irmãs chamadas pelo Senhor à vida contemplativa, desejo garantir a minha proximidade especial e a de toda a comunidade eclesial. Ao mesmo tempo, renovo o convite a todos os cristãos para que não deixem faltar aos mosteiros de clausura o necessário apoio espiritual e material. De fato, muito devemos a essas pessoas que se consagram inteiramente à oração pela Igreja e pelo mundo!”

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"A INFÂNCIA DE JESUS": UM LIVRO PARA SER REZADO

Cidade do Vaticano (RV) - Foi apresentado nesta terça-feira o esperado terceiro volume da trilogia de Bento XVI sobre “Jesus de Nazaré”. A obra aborda a infância de Jesus e na iminência do Natal, vai ajudar a “repensar o Mistério”. É o que pensa o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi, um dos responsáveis pela apresentação mundial da obra.

O volume foi apresentado à imprensa em nove línguas, incluindo português para o Brasil, e sai simultaneamente em 50 países, com uma tiragem inicial de um milhão de cópias. Nos próximos meses, será traduzido em 20 línguas e publicado em 72 países.

Na coletiva, nosso país esteve presente com a professora de teologia na PUC do Rio de Janeiro, Maria Clara Bingemer.

Faço uma reflexão muito simples, como leitora, ressaltando em primeiro lugar o estilo do livro, que une rigor intelectual, profundidade e erudição com uma espiritualidade, afetividade espiritual muito grandes. Isto é fundamental. O livro é mais para ser rezado, meditado, do que estudado... Embora possa ser estudado também, pois o Papa fornece uma vasta bibliografia, cita fontes, e tudo. Creio que este tom de espiritualidade é fundamental para servir como preparação para o Natal também”.

“Depois, me parece que ele faz reflexões muito importantes sobre a liberdade humana, quando comenta sobre a pessoa de Maria, como Deus se encarna, pedindo consentimento, a liberdade humana, o respeito pela sua criatura... isto é muito bonito. Ele ressalta também a fé das pessoas, quer dizer, a fé de Maria, de José... é muito bonita a reflexão sobre José que se vê diante daquela situação, em que sua noiva está grávida e não é dele. Ele acredita que o que está acontecendo com ela é do Espírito Santo, recebe o menino, lhe dá nome e tudo. É linda esta parte. Depois, vai mostrando como na encarnação do Verbo o processo de crescimento acontece, quer dizer, não é porque Jesus é Deus e filho de Deus que está tudo prontinho... ele vai crescendo, e o Papa diz isso. É muito bonito quando comenta todo o episódio do templo, aos 12 anos; ele vai crescendo em graça, em sabedoria, em estatura, e tudo....”.

Para o Cardeal Ravasi, “o livro tem um significado especial para os católicos por causa do tema da encarnação, mas também é válido para todos, já que toca temas como as crianças, a maternidade, a paternidade, o massacre dos inocentes, a fuga do Egito”... “São episódios que enfrentam “temas dramáticos”, que não interessam apenas aos católicos – disse.

O primeiro volume de ‘Jesus de Nazaré’ foi publicado em 2007 e era dedicado ao início da vida pública de Cristo (desde o batismo à transfiguração). A segunda parte foi apresentada em março de 2011, e tratava os momentos que precederam a morte de Jesus e a sua ressurreição. Bento XVI começou a escrever a obra no verão de 2003, antes de sua eleição como Papa.

O livro, de 176 páginas, tem um prólogo do Papa e se divide em quatro capítulos e um epílogo. “Espero que o pequeno livro, não obstante os seus limites, possa ajudar muitas pessoas no seu caminho rumo a e com Jesus” - sublinha Bento XVI.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

domingo, 18 de novembro de 2012

DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

No próximo dia 20 de novembro é comemorado no Brasil o Dia Nacional da Consciência Negra, instituído pela Lei Federal nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, sendo incluso nos calendário escolares de todo país, com objetivo de lembrar da data de morte de Zumbi dos Palmares.
 
Foi no dia 20 de novembro de 1695 que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em combate em prol de seu povo e sua comunidade.
 
Essa data serve para uma profunda reflexão da sociedade sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Vale destacar que os negros colaboraram em diversos aspectos na cultura brasileira, tais como: política, sociais, gastronômicos e religiosos.
 
Outra data a ser lembrada e celebrada é o dia 27 de outubro de cada ano, pois é o Dia Nacional de Mobilização em Prol da Saúde da População Negra.
 
A Pastoral Afro-Brasileira da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, mais uma vez celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, com a Eucaristia - ápice de toda vida cristã.
 
A Celebração Eucarística foi presidida pelo Vigário Paroquial Frei Enéas Berilli, oar que colocou-se à disposição da Pastoral para presidir essa Eucaristia e, também, rendeu graças a Deus pelos 50 (cinquenta) anos de seu sacerdócio.


Fotos dessa Celebração podem ser vistas no endereço www.facebook.com/paroquiadaconsolacao

sábado, 17 de novembro de 2012

REFLEXÃO PARA O 33º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - O tema da liturgia deste domingo é o senhorio de Deus sobre a História. Muitas vezes pensamos, influenciados por inúmeros acontecimentos, que a vida corre seu rumo, independentemente da ação de Deus e que o Senhor nos olha, quando olha, de modo indiferente, ou até não se importando com o que fazemos ou sofremos.
A leitura do Livro de Daniel e o Evangelho de Marcos falam-nos exatamente o contrário e com uma linguagem um pouco incomum para nós, a linguagem apocalíptica.

A primeira leitura, a de Daniel, pretende insistir com o povo que enfrente as opressões, as resista, venham de onde vierem. Ele diz que serão salvos os que tiverem seus nomes escritos no Livro. Mas que livro é esse? Não se trata de um livro, mas a linguagem apocalíptica quer no informar que Deus é o Senhor da História, tudo é de seu conhecimento e tudo, não importa o que seja, será transformado em benefício de seus filhos.

Evidentemente, aqueles que foram seguidores do Bem, ao morrerem irão para a Vida, os demais, os que foram opressores de seus irmãos, irão para a vergonha eterna. O Evangelho apresenta Jesus nos falando sobre discernimento, sobre como discernir o momento de Deus em nossa vida. No relato de hoje somos levados ao discernimento quando acontecem situações catastróficas em nossa vida.

Marcos também nos fala que Deus é o Senhor da História. Ele se refere ao Filho do Homem, sobre sua vinda. Seu desejo é nos animar com o poder de Deus que age na História para nos salvar e julgar aqueles que se opõe ao seu Reino de justiça, de paz e de verdade.

Se somos adeptos do Filho do Homem, ou seja, de Jesus Cristo, deveremos em nossa vida praticar a justiça e lutar pela paz e pela verdade. Enfim, nos é pedido sermos homens e mulheres que amam seus semelhantes, que os tratam como irmãos.

O texto nos fala de realidades que serão passado, como o sol, a lua, as estrelas e as forças do céu; ao mesmo tempo nos apresenta as futuras, representadas pelos ramos verdes da figueira, sinais de que o Reino de Deus já está em nosso meio, acontecendo, se realizando!

Não nos deixemos perturbar por problemas e por aflições, mas saibamos que ao vivenciarmos essa experiências difíceis e dolorosas, estamos sob o olhar carinhoso de Deus, que vela por nós, que nos dá Sua graça para superarmos tudo isso. Será dentro dessas vicissitudes, que seremos salvos, se nelas nos portarmos como Seus filhos, tratando os demais como irmãos.
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mensagem de Bento XVI para a JMJ Rio2013: “Deixem-se atrair pelo Cristo Redentor”

Cidade do Vaticano (RV) – Foi divulgada esta sexta-feira a Mensagem Papa Bento XVI para 28ª Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro em julho de 2013.

No texto, o Papa renova o convite aos jovens do mundo inteiro para que participem deste importante evento. “A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele!”

Dividida em oito pontos, a Mensagem ressalta que o ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». “Queridos jovens, escreve o Papa, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.”

Bento XVI reafirma a confiança que a Igreja deposita na juventude em todo o mundo, pedindo que os jovens coloquem seus talentos ao serviço do anúncio do Evangelho. Pedido que, para o Pontífice, assume uma importância especial os jovens da América Latina.

Citando a missão continental, que os bispos lançaram na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida em 2007, o Papa recorda que os jovens constituem a maioria da população no continente – o que representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. “Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.”

O Papa pede que esse empenho missionário se manifeste em especial em dois âmbitos: o mundo da internet(o continente digital) e o campo da mobilidade. Quanto ao primeiro, Bento XVI exorta os jovens a apreenderem a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo. Quanto à mobilidade, o Pontífice recorda que hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas também em todos os movimentos migratórios que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de região ou país, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho.

Leia a íntegra da mensagem de Bento XVI:

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA A XXVIII JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
NO RIO DE JANEIRO, EM JULHO DE 2013
«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)

Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madrid mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.
Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.
Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente
A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.
Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.
A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).
Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo
Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.
Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.
Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!
Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.
Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos
Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!
Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.
Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste “continente digital”» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.
O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!
Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé
Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).
Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.
Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja
Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).
A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).
Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. «Aqui estou, Senhor!»
Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.
No final da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).
Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.
A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 de outubro de 2012.



Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

RESTAURAÇÃO DOS VITRAIS DO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Nesta quinta-feira, 14 de novembro de 2012, os profissionais da empresa responsável pela restauração dos vitrais do Santuário de Nossa Senhora da Consolação, em Cachoeiro de Itapemirim, começaram a realizar a limpeza das esquadrias para receberem a partir da próxima segunda-feira os vitrais restaurados da parte do altar-mor e das laterais próximos ao mencionado altar.

Mais uma vez agradecemos ao religiosos agostinianos recoletos por realizarem essa restauração, na pessoa do pároco Frei Domingos Sérgio Gusson, oar - e, também, as demais pessoas que ajudam no processo de restauro.







Que Nossa Senhora da Consolação os cumulem de ricas bênçãos.

Créditos das fotos: Marta D'Agostini

PAPA NOMEIA BISPO AUXILIAR PARA ARQUIDIOCESE DE APARECIDA (SP)

Cidade do Vaticano (RV) – Esta quarta-feira, o Santo Padre nomeou como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aparecida (SP) o Reverendo Padre Darci José Nicioli, C.SS.R., até então Reitor do Santuário Nacional de Aparecida, conferindo-lhe a sede titular episcopal de Fico.
Dom Nicioli nasceu em 1° de maio de 1959 na cidade de Jacutinga, Arquidiocese de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Como Membro da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas), emitiu a primeira profissão em 31 de janeiro de 1982 e foi ordenado sacerdote em 8 de março de 1986.
Estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1977-1980) e Teologia no ITESP – “Instituto Teológico São Paulo” (1982-1985). Além disso, obteve a licenciatura em Teologia Sacramentaria no “Pontifício Ateneu Santo Anselmo” em Roma (1986-1988).
Desempenhou inúmeros cargos em São Paulo, Campinas e Aparecida. Atualmente, é Reitor e Administrador do Santuário Nacional de “Nossa Senhora da Conceição Aparecida”, na Arquidiocese de Aparecida, Superior da Comunidade religiosa local e Vice-Provincial Redentorista.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

Setor Universidades da CNBB lança site para interação entre os Universitários Cristãos

O Setor Universidades, que faz parte da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está lançando o seu site. Trata-se do www.universitarioscristaos.com.br, que tem como finalidade interagir com a juventude cristã que faz parte do âmbito universitário.

Segundo o Setor Universidades, o site foi inteiramente pensado e executado por jovens, voluntários do Setor, e aprovado pela assessoria e coordenação do Setor e pela presidência da Comissão Episcopal.

“Este site é uma conquista da própria juventude universitária que encontrou neste meio com a intenção de aproximar, partilhar e socializar as experiências de Pastoral vividas em diferentes partes do Brasil e de países de América Latina”, destacou a assessora do Setor Universidades, irmã Maria Eugênia Lloris Aguado.

O site é um espaço de interação, formação e comunicação. São disponibilizadas notícias, atividades, materiais e ações realizadas em todas as regiões do Brasil. Nele, a Pastoral Universitária apresentará as diferentes experiências com três eixos comuns ou dimensões: espiritualidade, formação/reflexão e dimensão solidária ou sócio-educacional.

“O projeto ‘Universitários Cristãos’ quer nos aproximar e contribuir para manter a identidade do Setor como um espaço aberto de diálogo e interação entre todos os que estão imersos neste ambiente universitário, com uma proposta comum a todos: A Pastoral Universitária. Sermos presença evangelizadora da Igreja no âmbito universitário é o nosso desafio”, completou Eugênia.

Para que este site possa cumprir com a finalidade em que foi criado o Setor Universidades conta com o apoio dos voluntários em vários estados. Os interessados em contribuir podem entrar em contato com o Setor Universidades, no e-mail: contato@universitarioscristaos.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

“Mandem as suas noticias, materiais de divulgação, e experiências bem sucedidas para que aqueles que desejam iniciar, organizar ou aprofundar na experiência possam encontrar subsídios adequados. Mandem ainda suas perguntas, questionamentos que nos ajudarão a formatar subsídios na busca de uma evangelização mais fecunda e eficaz”, finalizou a assessora da CNBB.

Fonte: Site da CNBB

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MISSA AFRO-BRASILEIRA

A Pastoral Afro-Brasileira da Paróquia Nossa Senhora da Consolação convida a todos os paroquianos e demais diocesanos de Cachoeiro de Itapemirim para participar no dia 18 de novembro de 2012, às 08:00 horas, no Santuário de Nossa Senhora da Consolação, da Celebração Eucarística em rito Afro-Brasileiro, presidida pelo Frei Enéas Berilli, oar - em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado no Brasil a cada dia 20 de novembro.

Venha e participe de ato de inculturação!

sábado, 10 de novembro de 2012

Confira o calendário de Bento XVI até janeiro de 2013

Cidade do Vaticano (RV) – Bento XVI vai presidir todos os ritos de Natal, fará a tradicional homenagem à Imaculada Conceição e celebrará um consistório de cardeais para nomear seis novos purpurados, segundo o calendário das celebrações pontifícias divulgado pela Prefeitura da Santa Sé nesta sexta-feira.

Papa Ratzinger, com quase 86 anos, celebrará em 24 de novembro
o quinto consistório de cardeis de seu pontificado. No dia seguinte, na festividade de Cristo Rei do Universo, presidirá missa solene no Vaticano com os novos purpurados e os cardeais de todo o mundo que virão para o consistório.

Em 1º de dezembro, o Bispo de Roma celebrará as vésperas com os universitários dos ateneus romanos e das universidades pontifícias.

No dia 8, como é tradição, irá à Praça de Espanha para o Ato de veneração à Imaculada. No dia 16, III Domingo do Advento "Gaudete", Bento XVI fará visita pastoral à Paróquia romana "São Patrício na Colina do Prenestino", onde celebrará missa.

Segunda-feira, 24, véspera do Natal do Senhor, está prevista a Santa Missa do Galo, às 22h, na Basílica Vaticana. Dia 25, Solenidade do Natal do Senhor, o Papa concederá a benção "Urbi et Orbi" do balcão central da Basílica de São Pedro.

O Papa fará uma oração aos jovens presentes em Roma para o Encontro Europeu de jovens Taizé sábado 29, na Basílica Vaticana. Segunda-feira, dia 31, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, Bento XVI presidirá às Primeiras Vésperas e ao Te Deum em ação de graças pelo ano passado, na Basílica Vaticana.

Já na manhã de terça, 1º de janeiro, Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e XLVI Dia mundial da Paz, celebrará missa em São Pedro. Domingo, 6, Solenidade da Epifania do Senhor, presidirá Missa também na Basílica Vaticana. Ainda em janeiro, no dia 13, Batismo do Senhor, outra tradição: na Capela Sistina, o Pontífice celebrará a Missa e batizará algumas crianças.

E enfim, no dia 25, irá à Basílica Papal de São Paulo fora dos Muros, para celebrar a conversão de São Paulo, na semana em que é realizada, em países do hemisfério norte, a semana de oração pela unidade dos cristãos.
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano

REFLEXÃO PARA O 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A liturgia do 32º Domingo do Tempo Comum fala-nos do verdadeiro culto, do culto que devemos prestar a Deus. A Deus não interessam grandes manifestações religiosas ou ritos externos mais ou menos sumptuosos, mas uma atitude permanente de entrega nas suas mãos, de disponibilidade para os seus projectos, de acolhimento generoso dos seus desafios, de generosidade para doarmos a nossa vida em benefício dos nossos irmãos.

 A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de uma mulher pobre de Sarepta, que, apesar da sua pobreza e necessidade, está disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

 O Evangelho diz, através do exemplo de outra mulher pobre, de outra viúva, qual é o verdadeiro culto que Deus quer dos seus filhos: que eles sejam capazes de Lhe oferecer tudo, numa completa doação, numa pobreza humilde e generosa (que é sempre fecunda), num despojamento de si que brota de um amor sem limites e sem condições. Só os pobres, isto é, aqueles que não têm o coração cheio de si próprios, são capazes de oferecer a Deus o culto verdadeiro que Ele espera.

 A segunda leitura oferece-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor dos homens. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é o dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos. Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, ao serviço desse projecto de salvação que Ele tem para os homens e para o mundo.
 
Fonte: Site Portal dos Dehonianos
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

NOMEAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS NA DIOCESE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

Dom Frei Dario Campos, ofm - depois de ouvir o Conselho Presbiteral e o Colégio de Consultores da nossa Diocese, faz as seguintes Nomeações e Transferências:
 
- Padre Joselito Ramalho Nogueira - Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro IBC, em Cachoeiro de Itapemirim - ES.
- Padre Gelson de Souza - Pároco da Paróquia São Sebastião, no bairro Aquidaban, em Cachoeiro de Itapemirim - ES.
- Padre Evaldo Praça Ferreira - Pároco da Paróquia Nosso Senhor dos Passos, no bairro Independência, em Cachoeiro de Itapemirim - ES.
- Padre Genivaldo Marcolan Laquini - Vigário Paroquial da Paróquia São Pedro Apóstolo (Catedral),  em Cachoeiro de Itapemirim -ES.
- Monsenhor Antonio Romulo Zagotto - Pároco da Paróquia Santo Antônio, na cidade de Rio Novo do Sul - ES.
- Padre Pedro Félix Bassini - Pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, na cidade de Jerônimo Monteiro - ES e responsável pela Casa de Encontro de Jerônimo Monteiro.
- Padre José Carlos Brasil Magalhães - Pároco da Paróquia São João Batista, no Distrito de  Jaciguá , na cidade de Vargem Alta - ES.
- Padre Dermeval Gomes - Pároco da Paróquia São José, na cidade de São José do Calçado - ES.
- Padre Levy Ferreira das Neves - Administrador Paroquial da Paróquia Nosso Senhor Jesus Cristo Luz dos Povos, na cidade de Irupi - ES.
- Padre Denis Lesqueves Neto - Administrador da Paróquia São Miguel Arcanjo, na cidade de Guaçui e Vigário Paroquial na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes no distrito de Celina - Alegre - ES.
- Padre Wagner Paulo Pereira Doriguetti - Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Distrito de Celina, na cidade de Alegre - ES e Vigário Paroquial da Paróquia São Miguel Arcanjo, na cidade de Guaçui - ES, residindo em Guaçui.
- Padre Fábio Eduardo de Lima Santos - Administrador Paroquial da Paróquia Santíssima Trindade, na cidade de Marataízes - ES.
- Padre Enildo Genésio de Souza - Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Penha, na cidade de Alegre - ES.
- Padre Marconi José de Andrade - Pároco da Paróquia São José, na cidade de Mimoso do Sul -ES.
- Padre Jhauber Luiz Moreira da Silva - Vigário Paroquial Paróquia São José, na cidade de Mimoso do Sul -ES.
- Padre Olímpio Andrade Sobrinho - Pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, nas cidades de Divino de São Lourenço e Ibitirama - ES.
- Padre Gilberto Roberto Silva - Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na cidade de Piúma -ES.
- Frei Joel Guilaram Villaruel - Administrador Paroquial da Paróquia Santo André Apóstolo, no Distrito de Pequiá, na cidade de Iúna - ES.
- Padre Joel de Jesus - Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Ibatiba -ES.
- Diácono Sebastião Lopes da Silva- Uso de Ordem na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, nas cidades de Divino de São Lourenço e Ibitirama - ES.
- Padre Ismael Matielo - Vigário Paroquial da Paróquia Imaculado Coração de Maria, no Distrito de Piaçú, na cidade de Muniz Freire - ES.
- Padre Roberto José Gonçalves - Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, na cidade de Dores do Rio Preto -ES.
- Monsenhor Dalton Meneses Penedo - Vigário Paroquial da Paróquia de Divino Espírito Santo, na cidade de Muniz Freire -ES e Vigário Paroquial da Paróquia São João Batista no Distrito de Jaciguá, na cidade de Vargem Alta - ES, residindo em Itapemirim - ES.
- Padre Bruno Sá Rangel - Liberado para estudo em Direito Canônico em Roma.
- Padre Juliano Ribeiro Almeida - Liberado para estudo em Antropologia Teológica e Comunicação nos Estados Unidos.
- Padre Alci Monteiro Dias - Missionário na Igreja Irmã Santíssima Conceição do Araguaia - PA.
 
Fonte: Site Oficial da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ALTERAÇÃO NO HORÁRIO DA ORDENAÇÃO DIACONAL DE FREI GUSTAVO

 
A Ordenação Diaconal de Frei Gustavo Barbiero Mello, oar - foi alterada para às 09h00.
 
 
Fonte: Blog da Província Santa Rita de Cássia

REUNIÃO DO CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL


No próximo dia 09 de novembro de 2012, sexta-feira, às 19h30min, acontecerá no salão da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Consolação, a reunião do Conselho Pastoral Paroquial - CPP, para as orientações pastorais neste final de ano de 2012.

Devem comparecer à reunião os Coordenadores de Conselho Pastoral Comunitário (CPC's); Coordenadores Paroquiais de Pastorais, Coordenadores Paroquiais dos Movimentos (RCC, Arquiconfraria, Liga Católica etc.), Secretária Paroquial, Coordenadora Paroquial de Pastoral, Pároco, Vigários Paroquiais e os Diáconos Permanentes que residem no território da Paróquia Nossa Senhora da Consolação.

NOMEAÇÕES DE BENTO XVI PARA O BRASIL


Rev. Eraldo Bispo da Silva

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quarta-feira, 7 de novembro, o Santo Padre nomeou Bispo da Diocese de Patos (PB) o Rev. Eraldo Bispo da Silva, até então Vigário-Geral em Barreiras (BA).

Dom Bispo da Silva nasceu em 13 em agosto em 1966 em Monteiro, Diocese de Campina Grande (Paraíba). Encardianado na Diocese de Barreiras, foi ordenado sacerdote em 24 de abril de 1993.

Estudou Filosofia e Teologia no Seminário InterdiocesanoSão João Maria Vianney”, em Goiânia Especializou-se em Direito Canônico no ITEPAL – Instituto Teológico Pastoral para América Latina”, em Bogotá, Colômbia (2002).

No seu ministério sacerdotal, desempenhou inúmeros cargos na Diocese de Barreiras, em São Desidério, Riachão das Neves e Luís Eduardo Magalhães. Atualmente, exercita o seu ministério como Vigário-Geral da Diocese de Barreiras e Pároco da Paróquia “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”.

Ainda na quarta-feira, o Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Paracatu (MG), apresentada por Dom Leonardo de Miranda Pereira, em conformidade ao can. 401 §1 do Código de Direito Canônico.

Na mesma data, o Bento XVI nomeou Bispo de Paracatu Dom Jorge Alves Bezerra, transferindo-o da Diocese de Jardim (MS).
Dom Jorge Alves Bezerra
Dom Alves Bezerra nasceu em 23 de abril de 1955 em São João de Meriti, na diocese de Duque de Caxias, (RJ).

Estudou Filosofia no Instituto São Bento e na Universidade Estadual do Ceará e Teologia no Instituto Teológico São Paulo. Especializou-se em Teologia Moral no Alphonsianum, em Roma e na Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte e, sucessivamente, formou-se em Direito Civil na Universidade de Fortaleza.

Foi nomeado Bispo de Jardim em 2008 e em 10 de agosto do mesmo ano recebeu a ordenação episcopal.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 3 de novembro de 2012

REFLEXÃO PARA SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Cidade do Vaticano (RV) - No Evangelho, Jesus nos fala das bem-aventuranças, da sorte daqueles que vivem, que praticam sua palavra. Ele identifica essas pessoas como pobres em espírito e perseguidas por causa da justiça. Ele diz que delas é o reino do céu. Jesus constata que elas, onde estejam, já vivem e já realizam o Reino.

Mas quem são pobres em espírito de que fala Jesus? São aqueles que abriram mão de bens deste mundo para poderem construir uma nova sociedade, de acordo com o projeto de Deus. Uma sociedade de justiça, de partilha, de paz.

Quem são os perseguidos por causa da justiça?

São esses pobres que fizeram opção por uma sociedade justa, fraterna, caracterizada pela partilha e comunhão de bens. São perseguidos porque esse modo livre de viver não é suportado por aqueles que são escravos dos bens materiais, do poder econômico, da divisão em classes sociais, que não acreditam em um outro mundo, mas que aqui na terra têm o seu paraíso.

Os santos são esses cidadãos que trabalham pela realização do Reino, já aqui neste mundo. Por isso são rechaçados, martirizados, desprezado pelos filhos deste mundo que, naturalmente, não podem se identificar com eles. Por isso, São João na segunda leitura de hoje nos diz que “Por isso o mundo não nos conhece..” Mais adiante do trecho escolhido para a liturgia de hoje, São João nos diz que “aquele que pratica a justiça é justo, como também Jesus é justo”. E Jesus é o Santo, por excelência! Portanto se praticamos a justiça, assemelhamo-nos a ele, o Santo e, consequentemente, somos santos.

Contudo, sabemos que no dia a dia, não é fácil viver a santidade. Vários fatores corroboram para isso. Desde a atitude desafiadora da sociedade paganizada, de estruturas tirânicas, passando por nossa fragilidade e caminhando em meio a atitudes agressivas de muitos de nossos contemporâneos, temos a experiência, muitas vezes amarga, de como é difícil ser santo. Para nos encorajar, nos dar alento na luta pela santidade, a liturgia nos oferece a leitura do Apocalipse, livro que foi escrito com o objetivo de nos animar dentro desse ambiente opressor.

O versículo 14 dá a chave para a manutenção da luta: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do cordeiro.” Deus, que desde o Antigo Testamento, defendeu o povo judeu oprimido pelos egípcios, libertando-os da escravidão, também agora, através de Jesus Cristo, nos livra da opressão e nos liberta, para sempre, do mal. Não significa que não teremos adversidades, mas que seremos libertos, salvos, dentro delas. Deus não nos livra dos sofrimentos, mas nos liberta nos sofrimentos.

Ser santo é viver o batismo através de gestos concretos de promoção da justiça e da paz, mesmo que isso nos leve a beber o cálice que Jesus, na agonia no horto das oliveiras, pediu ao Pai que afastasse, mas logo acrescentou; “ ...não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres.” Ser santo é colocar em prática o conselho mariano: “Faz tudo o que ele mandar”. Ser santo é deixar-se conduzir por Deus, plenamente!
 
Fonte: Site da Rádio Vaticano