quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

DIOCESES DE PARNAÍBA E AMPARO TÊM NOVOS BISPOS

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre nomeou Bispo Coadjutor da Diocese de Parnaíba Dom Juarez Sousa da Silva, transferindo-o da Diocese de Oeiras, e Bispo da Diocese de Amparo Dom Luiz Gonzaga Fechio, até agora Bispo Titular de Puzia de Bizacena e Auxilar de Belo Horizonte.
Diocese Amparo
Dom Luiz Gonzaga Fechio nasceu em 4 de dezembro de 1965 em Matão, Diocese de São Carlos (SP). Realizou os estudos elementares em sua cidade natal (1973-1980) e os secundários no Centro Diocesano “La Sale”, em São Carlos (1981-1983). Realizou os estudos de Filosofia no Seminário “São Carlos”, na mesma diocese (1984-1986) e de Teologia na Faculdade Teológica da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1987-1990). Obteve a Licenciatura em Teologia Moral na Pontifícia Faculdade Teológica “Nossa Senhora da Assunção”, Arquidiocese de São Paulo.
Recebeu a ordenação sacerdotal em 14 de dezembro de 1990, sendo incardinado na Diocese de São Carlos, onde foi: Vigário Paroquial e depois Pároco da Paróquia “Santo Antônio de Vila Prado” (1991-1992); Pároco da Paróquia “Nossa Senhora das Dores” em Bariri (1993-1998); Reitor do Seminário Propedêutico “Nossa Senhora do Patrocínio” em Jaú (1998-2008); Reitor do Seminário Maior João Paulo II e Pároco da Paróquia “Santos Anjos” em São Carlos (2008-2010).
Foi nomeado Bispo titular de Puzia di Bizacena e Auxiliar de Belo Horizonte em 19 de janeiro de 2011 e recebeu a ordenação episcopal em 19 de março sucessivo.
Na Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Luiz Gonzaga é bispo referencial para a Região Episcopal de Nossa Senhora Aparecida (Rensa) . Acompanha a Pastoral Presbiteral, o Conselho arquidiocesano para o Diaconato Permanente, o Colégio de Leigos e o Vicariato para a Ação Social e Política. Dom Luiz é membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, no quadriênio 2015-2019. 
Diocese de Parnaíba
Dom Juarez Sousa da Silva nasceu em 30 de junho de 1961 em Barras, na Diocese de Campo Maior, Estado de Piauí. Frequentou os estudos de filosofia e Teologia no Seminário Maior interdiocesano de Teresina e obteve a Licenciatura em História da Igreja na Pontifícia Universidade Gregoriana. Foi ordenado sacerdote em 19 de março de 1994 para a Diocese de Campo Maior.
Durante o ministério sacerdotal foi Pároco da Paróquia “São José” em Altos, na Diocese de Campo Maior (1994-1996). Ademais, trabalhou por diversos anos no Seminário Maior da Província Eclesiástica do Piauí onde exerceu os cargos de Vice-Reitor (1997-1999), Ecônomo, Professor de História da Igreja e Diretor Espiritual, assim como de Diretor de estudos e professor de Latim no mesmo Seminário (2001-2008).
Em 27 de fevereiro de 2008 foi nomeado Bispo de Oeiras, recebendo a ordenação episcopal em 17 de maio sucessivo.
Na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Dom Juarez Sousa da Silva é Vice-Presidente do Regional “Nordeste 4” e também responsável pelo setor da Juventude do mesmo Regional. (JE)
Fonte: Site da Rádio Vaticano

A VOCAÇÃO DA IGREJA É SER MISSIONÁRIA, SEM PROSELITISMO, DIZ PAPA NA EPIFANIA


Cidade do Vaticano (RV) – No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro, reiterando que a “Igreja não pode iludir-se de brilhar com luz própria”, “mas com a de Cristo”. A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência”.
“Cristo é a luz verdadeira, que ilumina – disse o Papa - e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”. Por isso – explicou -  “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos”:
“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.
Francisco explica que os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, “são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel”:
“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si".
O Papa observa, que como os Magos, ainda hoje, “há muitas pessoas que vivem com o “coração inquieto”, continuando a questionar-se sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também elas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém”:
“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões - tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz - é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirma o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”:
“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos "lumen requirunt lumine", aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz”. (JE)
Fonte: Site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

GRUPO ESPERANÇA VIVA DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM


Com certeza você conhece alguém ou família que precisa de ajuda quando o assunto é DROGAS lícitas ou ilícitas. Certo?

E esse alguém ou família precisa de ajuda e você não sabe onde encaminhar. Certo?

Pois encaminhe para o Grupo Esperança Viva (G.E.V.) de Cachoeiro de Itapemirim que é ligado à Família da Esperança (Fazenda Esperança).

As reuniões começam na próxima quinta-feira, 7 de janeiro de 2016, às 19h30, na Igreja/Catedral de São Pedro.

Vamos ajudar e participar!

RECADASTRAMENTO DE ENDEREÇOS DE DIZIMISTAS


Estamos recadastrando os dizimistas da Igreja/Matriz de Nossa Senhora da Consolação, a fim de ser enviado o carnê do dízimo deste ano (2016), portanto, procure a equipe da Pastoral do Dízimo ao término das Missas nos finais de semana ou na secretaria paroquial (durante a semana) para atualizar seus dados cadastrais.

PREPARAÇÃO PARA NOIVOS


Você que está noivo/noiva e pretende contrair Matrimônio no ano de 2016, informamos que as inscrições de preparação para o Sacramento do Matrimônio estão abertas na secretaria paroquial.

Os encontros de preparação têm início no mês de fevereiro/2016.

ESCOLA DE TEOLOGIA PASTORAL "SANTO AGOSTINHO"


Estão abertas as inscrições para o curso de Teologia Pastoral que terá início no dia 22 de fevereiro de 2016, às 19h20min, no salão paroquial.

Venha estudar conosco e aprofundar sua fé!


ATENDIMENTO DE CONFISSÕES


No mês de janeiro/2016 até o dia 9 de fevereiro de 2016, não haverá atendimento de confissões na Igreja/Matriz de Nossa Senhora da Consolação.

HORÁRIOS DE MISSAS ATÉ O DIA 21 DE FEVEREIRO DE 2016 NA IGREJA/MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

Segunda-Feira a Sexta-Feira: 6h30min e às 19h (quintas-feiras não há celebração eucarística devido a folga da comunidade religiosa).

Sábados: 6h30min e às 19h

Domingos: 6h30min e às 19h

sábado, 2 de janeiro de 2016

HORÁRIOS DE MISSAS NA IGREJA/MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO (2 E 3 DE JANEIRO DE 2016)

Estes são os horários de Missas na Igreja/Matriz de Nossa Senhora da Consolação para os dias 2 e 3 de janeiro de 2016.

2 DE JANEIRO DE 2016 (SÁBADO)
6h30min - Missa

19h - Missa da Solenidade da Epifania do Senhor

3 DE JANEIRO DE 2016 (DOMINGO)
6h30min - Missa da Solenidade da Epifania do Senhor

19h - Missa da Solenidade da Epifania do Senhor (Missa com os jovens)

Lembramos que durantes o mês de janeiro/2016 até o dia 20 de fevereiro de 2016 não haverá Missa às 17 horas, pelo motivo das férias.

REFLEXÃO PARA A SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR - ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS AO MENINO DEUS

Cidade do Vaticano (RV) - Celebramos, nesta festa, a abertura do Reino de Deus para todos os povos, para todos aqueles que possuem sentimentos de paz, que buscam fazer o bem e evitar o mal. Deus acolhe em sua casa todos os homens de boa vontade. É o redimensionamento da História da Salvação, ou melhor, é a plenificação de seus objetivos.

No presépio eram os pastores judeus a adorarem o Menino Jesus, a verem cumpridas as profecias da vinda do Messias, agora, representando toda a Humanidade, temos os Magos adorando o Redentor de todos os homens.

A festa da Epifania mostra a saída dos judeus do protagonismo da Economia da Salvação e tomada de posse do novo povo de Deus, ou seja, de todos aqueles que aceitam o Menino Deus, o Príncipe da Paz, como o Cristo Redentor!

Na primeira leitura, extraída do Livro de Isaías, temos o anúncio da manifestação a glória do Senhor sobre Jerusalém e a consequente vinda para ela dos outros povos, para também serem iluminados pela luz divina.

Como segunda leitura, temos um trecho da Carta de Paulo aos Efésios. Lá ele nos diz que essa glória que ilumina Jerusalém e atrai para ela os demais povos, é Jesus Cristo. Através dele todos os povos “são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa”.
Já no Evangelho, São Mateus clarifica, com a vinda dos Magos, a atração dos povos pela luz que ilumina Jerusalém. E ela os conduz à casa da luz, à casa onde habita a Luz do Mundo, Jesus Cristo.

Paradoxalmente, São Mateus fala que os doutores da Lei, aqueles que deveriam possibilitar a Luz iluminar, não querem ser incomodados pela luz e preferem permanecer na escuridão.

Ao contrário, os magos, representando aqueles que não receberam a Revelação, como a receberam os judeus, usaram suas inteligências, cultura, todos os recursos que possuíam e intuíram o nascimento do Messias através do surgimento de uma estrela com um brilho extraordinário, a estrela guia. Por isso passaram a fazer parte do novo Povo de Deus, aceitando os ditames do Menino Deus, da aliança feita por ele através do derramamento de seu sangue, e vivendo o amor, o perdão, a simplicidade de vida, a generosidade, entre outros valores.

Nas festas de Natal demonstramos nosso poder aquisitivo na compra de presentes e no preparo de uma ceia faustosa, contudo a comida já foi para um lugar escuso e os presentes começaram a perder o seu valor e poderão ir parar nas mãos de quem não amamos. O tempo corrói! Mas as esmolas que demos, as visitas que fizemos, os moradores de rua que levamos para cear conosco, o tempo gasto com pessoas marginalizadas pela sociedade e também o tempo dedicado à oração foram contabilizados na economia da salvação, se transformaram em bens de eternidade, de acordo com os valores do grande rei, o menino que nasceu no presépio e morreu na cruz, após lavar os pés de seus discípulos.

Como foi o nosso Natal? Como encaramos as exigências da revelação? Se temos dificuldades, peçamos a intercessão da Virgem Maria e de São José para mudarmos o nosso modo de pensar e de agir. Sabemos que o velho e viciado modo de pensar e de agir fala mais alto na hora das decisões. A salvação não virá dos poderosos, nem do dinheiro, nem da sociedade consumista. Será de um coração despojado, fraterno, pobre, que confia em Deus e nele tem sua única riqueza que o Senhor se servirá para fazer o bem.

Como os Magos, desviemos nossa caminhada daquelas pessoas ou situações que nos afastam de Deus, que optam pelo Mal, que preferem o acomodamento à prática do bem.

A Igreja tem a missão de ser farol porque nela está a Luz Verdadeira. Como batizado faço parte da Igreja e a vela acesa que recebi logo após ter sido lavado no sangue de Jesus, me leva a manifestar a misericórdia de Deus a todos o homens, façam já parte da Igreja, ou ainda não.

Tenhamos a coragem de romper com os vícios do passado e vivamos a autenticidade do Evangelho.  Permitamos que o Senhor faça sua Epifania através de nós, como a fez através de Teresa de Calcutá e de tantos homens e mulheres de todos os tempos. É preciso coragem! Coragem! Ele venceu o mundo! (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade da Epifania do Senhor)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

AO ABRIR A PORTA SANTA DA SANTA MARIA MAIOR, O PAPA DESTACA A FORÇA DO PERDÃO


Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre deixou o Vaticano na tarde desta sexta-feira (01/01), para se dirigir à Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma. Lá, o Papa presidiu à celebração da Santa Missa no início da qual abriu a Porta Santa do primeiro templo dedicado a Nossa Senhora no Ocidente, no âmbito do Jubileu da Misericórdia.

Francisco iniciou a sua homilia com a saudação: “Salve Maria, Mãe de Misericórdia”. Trata-se de um hino antigo, de autor desconhecido, que chegou até nós como uma oração, que brota, espontaneamente, do coração dos fiéis: “Salve Mãe de misericórdia, Mãe de Deus e Mãe do perdão, Mãe da esperança e Mãe da graça, Mãe cheia de santa alegria”.

Nestas poucas palavras, - disse o Papa - está sintetizada a fé de gerações de pessoas, que, mantendo os olhos fixos no ícone da Virgem, pedem a sua intercessão e consolação:

Mãe da misericórdia
“É mais do que apropriado que, neste dia, invocamos a Virgem Maria, antes de tudo como a Mãe da misericórdia. A Porta Santa que acabamos de abrir é, realmente, uma Porta da Misericórdia. Todas as pessoas que cruzarem este limiar são chamadas a deixar-se mergulhar no amor misericordioso do Pai, com plena confiança e sem qualquer temor, na certeza de sair daqui na companhia de Maria, a Mãe da misericórdia”.

O Filho de Deus, - continuou o Papa - que se encarnou para a nossa salvação, deu-nos a sua Mãe, que se fez peregrina conosco, sem jamais nos deixar sozinhos no caminho da nossa vida, especialmente nos momentos de incerteza e sofrimento. Maria é Mãe que perdoa e, por isso, é a Mãe do perdão:
“Esta palavra ‘perdão’, tão incompreendida pela mentalidade mundana, indica precisamente o fruto próprio e original da fé cristã. Quem não sabe perdoar  não conheceu ainda a plenitude do amor. Só quem ama de verdade é capaz de chegar ao perdão e esquecer a ofensa recebida. Aos pés da cruz, Maria tornou-se a Mãe do perdão e o ícone do perdão para a Igreja. O Espírito Santo tornou os Apóstolos instrumentos eficazes de perdão”.

Santa alegria
A seguir, o Papa retomou o hino mariano antigo, que diz ainda: “Mãe da esperança! Mãe da graça! Mãe da santa alegria!”. A esperança, a graça e a santa alegria são irmãs – afirmou - são dons de Cristo. A graça abre o coração, para olhar o futuro com a alegria de quem espera.

Por outro lado, a força do perdão – frisou o Pontífice - é o verdadeiro antídoto para a tristeza, provocada pelo rancor e pela vingança. O perdão abre à alegria e à serenidade, porque liberta a alma dos pensamentos de morte, enquanto o rancor e a vingança se insinuam na mente e dilacerarem o coração, tirando-lhe o descanso e a paz. Coisas ruins são o rancor e a vingança. O Santo Padre concluiu sua homilia com a exortação:

Porta Santa
“Atravessemos a Porta Santa da Misericórdia na certeza da companhia da Virgem Mãe, a Santa Mãe de Deus, que intercede por nós. Deixemo-nos acompanhar por Ela para redescobrir a beleza do encontro com o seu Filho Jesus. Abramos o nosso coração à alegria do perdão, conscientes da esperança segura, que faz da nossa existência humana um instrumento humilde do amor de Deus”.
Por fim, o Papa convidou os presentes a aclamar Nossa Senhora, com amor filial, com o título de “Santa Mãe de Deus!”

Após a bênção final, o Santo Padre dirigiu-se à capela lateral  para venerar o ícone de Maria Salus Populi Romani, que lhe é tão cara. Francisco abriu as o portão de ferro da capela com o mesmo gesto com que se abre uma Porta Santa, para então deter-se em oração silenciosa. Então, depositou um buquê de flores no altar, rezou silenciosamente e  incensou o ícone mariano.

Ao deixar a capela em procissão, o Papa dirigiu-se ao adro da Basílica e, de improviso, falou aos fieis presentes:

"Boa noite! E esta é uma boa noite, diante da casa de Maria, nossa Mãe, a Mãe de Deus. Ela nos trouxe a misericórdia de Deus, que é Jesus. Agradeçamos a nossa Mãe; agradeçamos a Mãe de Deus. E todos juntos, uma vez, digamos como os antigos fieis da cidade de Éfeso: "Santa Mãe de Deus!". Três vezes, todos juntos: "Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus!". Desejos a vocês um bom ano, pleno da misericórdia de Deus, que perdoa tudo. Tudo...! Abram o vosso coração a esta misericórdia, escancarem o vosso coração, para que exista a alegria, a alegria do perdão de Deus. Boa noite e rezem por mim. E Bom Ano!". (MT)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

SOLENIDADE DA MÃE DE DEUS: A PLENITUDE DO TEMPO SE CUMPRE COM O SIM DE MARIA


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na manhã desta sexta-feira (01/01), na Basílica Vaticana, à celebração Eucarística pela Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus.

Em sua homilia, o Santo Padre partiu das palavras do apóstolo São Paulo: “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher” e explicou o seu significado histórico:

Se o nosso olhar se fixar no momento histórico, poderíamos ficar decepcionados. Sobre grande parte do mundo daquela época,  Roma dominava com suas forças militares. O imperador Augusto havia chegado ao poder depois de cinco guerras civis. Também Israel fora conquistado pelo Império Romano e o povo eleito estava privado da liberdade.

Logo, disse o Papa, aquele não era certamente o tempo melhor para os contemporâneos de Jesus. Neste sentido, foi necessário interpretar a “plenitude do tempo”, a partir de Deus, que estabeleceu o momento de cumprir a promessa à humanidade.

Por isso, continuou o Pontífice, não foi a história que decidiu a hora do nascimento de Cristo. Pelo contrário, a sua vinda ao mundo permitiu à história chegar à sua plenitude. É por este motivo que o cálculo de uma nova era começou com o nascimento do Filho de Deus ou o cumprimento da antiga promessa:

“Logo, a plenitude do tempo é a presença de Deus em pessoa na nossa história. Agora, podemos ver a sua glória, que refulge na pobreza de uma estrebaria, e ser encorajados e sustentados pelo seu Verbo, que se fez ‘pequeno’ em uma criança. Graças a Ele, o nosso tempo encontra a sua plenitude”.

Porém, - frisou o Santo Padre - este mistério sempre contrasta com a dramática experiência histórica. Gostaríamos de ser sempre sustentados pelos sinais da presença de Deus. No entanto, a “plenitude do tempo” parece desmoronar perante as inúmeras formas de injustiça e violência, que ferem diariamente a humanidade. E o Papa se perguntou:

“Como é possível que perdure a prepotência do homem sobre o homem? Que a arrogância do mais forte continue a humilhar o mais fraco, relegando-o às margens mais esquálidas do nosso mundo? Até quando a maldade humana semeará violência e ódio na terra, causando vítimas inocentes? Como pode ser ‘tempo da plenitude’ quando, diante dos nossos olhos, multidões de homens, mulheres e crianças fogem da guerra, da fome, da perseguição, dispostos a arriscar a vida para que sejam respeitados os seus direitos fundamentais?”

Contudo, – disse Francisco - nada disso pode contra o oceano da misericórdia divina que inunda o nosso mundo. Todos nós somos chamados a mergulhar neste oceano, a deixar-nos regenerar, para vencer a indiferença que impede a solidariedade. A graça de Cristo, que realiza a expectativa da salvação, nos impele a sermos seus cooperadores na construção de um mundo mais justo e fraterno, onde as pessoas e as criaturas possam viver em paz, na harmonia da criação primordial de Deus. E o Papa ponderou:

“No início de um novo ano, a Igreja faz-nos contemplar, como ícone de paz, a maternidade divina de Maria. A antiga promessa realiza-se na sua pessoa, que acreditou nas palavras do Anjo; ela concebeu o Filho e tornou-se Mãe do Senhor. Através do ‘sim’ de Maria chegou a ‘plenitude do tempo’.”

Hoje, - concluiu o Pontífice, a ‘plenitude do tempo’ nos leva a individuar o sentido dos acontecimentos, que tocam a nós, às nossas famílias, os nossos países e o mundo inteiro. Aonde não pode chegar a razão dos filósofos, - frisou - nem as negociações políticas conseguem fazer o que a força da fé e da graça do Evangelho de Cristo faz, abrindo sempre novos caminhos à razão e às negociações. (MT)

Fonte: Site da Rádio Vaticano