quarta-feira, 15 de agosto de 2012

PAPA: "SEM DEUS, O MUNDO SÓ PODE PIORAR"

Castel Gandolfo (RV) - Como já é tradição no dia 15 de agosto, Bento XVI deixou esta manhã a residência de Castel Gandolfo, onde descansa no verão – e foi à Paróquia de Santo Tomás de Vilanova, para presidir a missa da celebração da Assunção da Beata Virgem Maria.

O Papa foi acolhido com entusiasmo por um grupo de cidadãos e turistas da pequena cidade. Participaram da missa seu irmão Mons. Georg Ratzinger, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, os Cardeais Giuseppe Bertello e Domenico Calcagno, Prefeito e Regente da Casa Pontifícia, Dom James Harvey, Padre Leonardo Sapienza, o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, e o pároco de Castel Gandolfo, Pe. Pietro Diletti.

O Papa iniciou a homilia explicando o significado do dogma proclamado em 1950 por Pio XII: “A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. O dogma se tornou um “ato de louvor e exaltação”, o ato de proclamação da Assunta foi visto como uma “liturgia da fé”.

Citando o Magnificat, Bento XVI afirmou o louvor a Virgem, Mãe de Deus, é da Igreja de todos os tempos e todos os lugares. “É um dever e um compromisso da comunidade cristã de todas as gerações”.

“Por que Maria é glorificada com a assunção ao céu?” – perguntou o Pontífice, respondendo que Ela viveu fielmente e guardou no seu íntimo as palavras de Deus a seu povo e as promessas feitas aos apóstolos. No Magnificat, a Palavra de Deus era a Palavra de Maria, luz de seu caminho.

Na leitura de hoje, do livro de Samuel, o evangelista faz um paralelo: Maria, que tem em seu ventre Jesus, é a Arca Santa que traz em si a presença daquele que é fonte de consolação, de alegria plena: “Maria é a ‘visita’ de Deus que traz alegria”. Também Lucas o diz explicitamente: “Bendito seja o Senhor, porque visitou e redimiu seu povo” - lembrou Bento XVI, falando aos paroquianos.

Improvisando, o Papa disse que por ser unida a Deus, “Maria está muito perto de cada um de nós; seu coração é grande, Ela pode ouvir e nos ajudar. Esta presença de Deis em nós é importante para iluminar as tristezas e os problemas do mundo”.

Bento XVI exortou os fiéis a abrirem o seu ser a Deus, para que “Ele possa entrar em nós e ser a força que dá a vida”. “Hoje – acrescentou – muitos esperam um mundo melhor, mas não se sabe quando este mundo melhor vai chegar. O certo é que um mundo que se afasta de Deus só pode piorar”.

Terminando a homilia, o Papa disse que é preciso confiar na materna intercessão de Maria, para que o Senhor reforce a fé na vida eterna e nos ajude a viver bem o tempo que Deus nos oferece com esperança. (CM)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ORIENTAÇÕES PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012

Meus Irmãos e Minhas Irmãs, Paz e Bem!

Neste tempo em que se aproximam as Eleições Municipais encaminho a todos vocês algumas Orientações sobre as Eleições 2012. Desejo que esta se torne um bom instrumento de reflexão e ajude a todos a exercer com dignidade seu voto consciente.

"Para ver o universal e imanente Espírito da Verdade face a face é preciso ser capaz de amar a mais ínfima das criaturas como se ama a si próprio. E um homem que a isso aspira não pode ser omisso em nenhum aspecto de vida. Daí por que minha opção à Verdade conduziu-me ao campo da política. (...) AQUELES QUE DIZEM QUE A RELIGIÃO NADA TEM A VER COM POLÍTICA NÃO SABEM O QUE A RELIGIÃO SIGNIFICA." Mahatma Ghandi.

Se nós cruzarmos os braços e não participarmos das eleições será um erro. A Bíblia nos ensina uma fabula bonita em Juizes 9,7-16. Era tempo de escolher um líder, A oliveira achou que devia cuidar da pureza do seu precioso óleo, e não aceitou. A figueira entendeu que deveria cuidar da doçura dos seus frutos, e não aceitou. A videira foi cuidar do seu vinho novo que alegrava o coração de todos, e não aceitou. Sobrou o espinheiro. Este aceitou na hora, mas já deixou claro que todos deveriam abrigar debaixo de sua sombra, isto é, dos seus ramos cheios de espinhos. Â figueira e a oliveira representam pessoas honestas, éticas e compromissadas com a luta pelo bem comum. Produzem frutos que alimentam o povo. O espinheiro mente, pois não tem sombra; é estéril e só tem espinhos. Moral da história: se nós, que ainda temos consciência e desejo de construir uma nova sociedade, ficarmos quietos, os espinheiros vão tomar conta de tudo...

Jesus Cristo ensina que Ele veio testemunhar a chegada do Reino de Deus. O Reino acontece através da graça de Deus e da nossa participação. A participação política é uma maneira de ajudar o Reino de Deus acontecer. Portanto, se não fizermos a nossa parte e se ficarmos parados, estamos atrapalhando o Projeto de Deus. Nossa missão é sermos o "sal da terra e a luz do mundo" (Mt 5,13-16). O eleitor cristão não pode se omitir. É chamado a sair da atitude de indiferença, passividade e descrença diante das eleições. Precisa participar, não só buscando conhecer os candidatos, suas propostas e as de seu partido como também acompanhá-los depois de eleitos, fiscalizando sua atuação, cobrando digno desempenho de seu mandato e apoiando suas iniciativas a favor do povo.

Em 2002 a CNBB lançou o Doc. 67, onde orientava os cristãos católicos e os cidadãos sobre as eleições, e que serve para nós hoje. Nos números 53 a 58 desse documento se traçava as ORIENTAÇÕES PRÁTICAS:

53. A Igreja Católica no Brasil, por meio de Documentos da CNBB e de iniciativas diocesanas, procurará: a) conscientizar cidadãos e cidadãs da sua responsabilidade de votar e votar bem, tendo presente que seu voto tem valor, escolhendo com cuidado os candidatos a serem votados nos diversos níveis; para isso poderá produzir cartilhas, volantes, cartazes, programas radiofónicos; b) promover debates e reflexões sobre programas e candidatos, a fim de propiciar uma melhor avaliação deles; c) organizar também Seminários, encontros e outras modalidades, para debate e aprofundamento de temas sociopolíticos mais específicos da região ou do lugar, a fim de envolver mais eficazmente um número maior de pessoas; d) estimular para que a escolha do candidato se faça a partir do seu programa, do seu respeito ao pluralismo cultural e religioso, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como honestidade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum, comprovada pela atuação anterior...), do seu compromisso com a justiça e com a causa dos marginalizados, com especial Atenção a um programa de ação consoante com aquele proposto neste Documento; e) criar ou fortalecer Comités contra a Corrupção eleitoral e para a aplicação da Lei n. 9.840, que proíbe a compra de votos e o uso da máquina administrativa; f) incentivar de modo especial a participação das mulheres na política e contribuir para que elas preencham o número de vagas que lhes são reservadas por lei; g) valorizar os candidatos católicos eleitos, acompanhando-os no exercício de seu mandato e procurando manter relações de diálogo com a comunidade eclesial.

54. A Igreja não indicará candidatos e partidos por meio da sua hierarquia, mas, para realizar os objetivos e atividades acima indicados, os fiéis leigos serão incentivados a promover grupos de "Fé e Política", ou outra forma de organização que os ajude a assumir um papel ativo na conscientização e formação política.

55. A Igreja poderá divulgar informações sobre os candidatos, cuidando da exatidão das informações e de fazê-lo rigorosamente dentro das exigências da Lei.

56. Para evitar dispersão de votos, recomenda-se que, na escolha dos candidatos, os eleitores católicos procurem agir em parceria com movimentos populares, associações de bairro ou outras expressões da sociedade civil, evitando a identificação da Igreja com um candidato ou um partido.

57. É oportuno exercer a vigilância com relação aos partidos que continuam indicando como seus candidatos pessoas comprovadamente inescrupulosas. Os eleitores devem ser orientados a não apoiar tais candidatos, e até recusar qualquer candidato de um partido que acoberte tais pessoas.

58. Recomenda-se particular cuidado quanto aos partidos que incluem em suas listas líderes católicos, com a única função de somar votos para a sigla. Os votos dados a tais candidatos contribuem para a eleição de políticos nem sempre merecedores de apoio.

Ainda os Bispos do Brasil lançaram o Documento 82 - Eleições 2006 - Orientações da CNBB, apontando critérios que nos orientam na escolha dos candidatos: "1. Saber a posição do candidato em relação à defesa da dignidade da pessoa humana e da vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu fim natural com a morte. Não se vota em quem é a favor do aborto e da eutanásia. 2. Deve-se levar em conta tanto a honestidade pessoal quanto à trajetória, voltada para os interesses da coletividade. Não se vota em quem quer um mandato para si e não para o povo. 3. O candidato deve primar pelos compromissos honrados, por meio, sobretudo, da transparência administrativa. Não se vota em candidato corrupto. 4. O candidato deve ser preparado, apresentando programa sério de mandato, que deve ser fiscalizado depois das eleições. Não se vota em quem tem interesses particulares. 5. Ficar atento em campanhas financeiras vultosas, que tentam recuperar o que se gastou, depois de eleitos. 6. Verificar a origem dos candidatos: ambiente familiar, sua ética, seu comportamento moral, sua honestidade e competência,.. Votar em candidatos que tem vínculos com programas de partidos sérios, comprometidos com a mudança social e não aos que estão atrelados a grupos de interesses financeiros,".

MANDAMENTOS DO ELEITOR

1.Não vote em candidato que não respeita a dignidade da pessoa.
2. Não vote em candidato que não respeita o bem comum e visa só o bem pessoal.
3. Não vote em candidato que não saiba qual o seu papel (no Legislativo e no Executivo).
4.Não vote em candidato que não tem uma história de militância.
5.Não vote para agradar amigo, parente ou patrão.
6.Não vote em quem usa o nome de Deus para ganhar voto.
7.Não vote em quem quer comprar o seu voto.
8.Não vote em quem não tem programa sério de governo.
9.Não vote em quem exagera nos gastos com propaganda.
10.Não vote em quem explora a boa fé dos eleitores.

Observação:

1. Lembro o que tem sido orientado em eleições passadas: Os leigos e leigas que têm uma participação mais efetiva em nossas Comunidades Eclesiais, tais como Ministros Extraordinários da Proclamação da Palavra e da Distribuição da Comunhão, Testemunhas Qualificadas para o Matrimônio, Coordenadores (as) de Comunidades ou outras importantes Funções nas Comunidades, que se apresentarem como candidatos (as) a cargos eletivos, que não usem de seus serviços eclesiais como meio de sua promoção eleitoral e que os Párocos e os Conselhos Pastorais Paroquiais decidam sobre a permanência ou o afastamento dos mesmos em seus serviços pastorais durante o tempo em que se transcorre a campanha eleitoral.

2. É dever do cidadão e da cidadã acompanhar os passos de seu representante, não abandonar o eleito, mas cercá-lo de atenção crítica, para que o mandato corresponda aos interesses públicos. Que o Deus da Paz e da Justiça permita acontecer neste tempo da Campanha eleitoral nas cidades de nossa Diocese de Cachoeiro de Itapemirim num clima de serenidade e equilíbrio. Com minha bênção de Pastor desta Diocese.

Dom Dario Campos, ofm
Bispo Diocesano

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

RETIRO "LEVANTA-TE, JOVEM!"

Nos dias 10 a 12 de agosto de 2012, aconteceu o retiro "Levanta-te, Jovem!", trata-se de um retiro que há alguns anos acontece no Distrito de Gironda, Cidade de Cachoeiro de Itapemirim, e é promovido pela Banda Metanoia, formada por jovens de diversas paróquias da cidade de Cachoeiro de Itapemirim.

A Banda Metanoia originou-se no Grupo de Jovem Metanoia que atuava na Igreja Santo Antônio (Paróquia Nossa Senhora da Consolação) e que acinda nos dias de hoje animam retiros e fazem a evangelização na linguagem da juventude, através da música.

O retiro teve a participação de quase 300 jovens, conforme aunciado por um dos organizadores, e foi um momento de reflexão para a juventude presente que pode partilhar o seu jeito de viver no incío do Século XXI, através da oração, leitura e escuta da palavra de Deus e a amizade construída nesses dias de retiro.

O Retiro "Levanta-te, Jovem!" é organizado e promovido pelo Grupo Jovem TEFEC e tem o apoio da Banda Metanoia. (errata de redação).




sábado, 11 de agosto de 2012

REFLEXÃO PARA O 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - A primeira leitura de hoje possui uma frase que, certamente, já foi dita muitas vezes por nós, em situações de extremo cansaço e desânimo: “Basta, não agüento mais!” O Profeta Elias amarga dura perseguição e agora, extremamente cansado por causa das discussões e disputas quer entregar a luta, sair de cena. Tudo isso porque desafiou a rainha Jezabel, que queria destruir o culto e a fé em Deus.

Nessa situação, o Senhor possibilitou a ele a sombra de uma árvore, sob a qual encontrou comida e sob a qual fez uma sesta, descansando e restaurando suas energias. Ao acordar, Deus lhe diz que sua missão não terminou e que possui longa tarefa pela frente. Elias, confiante, seguiu em frente e, conduzido por Deus, chegou ao monte Horeb, o Sinai.

Deus não abandonou seu profeta, mas o alimentou com um alimento misterioso que o fortificou por toda essa caminhada e o fez chegar ao lugar do encontro.


Também nós temos, na vida, uma missão. Contudo as contrariedades do dia a dia, as surpresas negativas e outros dissabores poderão nos tirar a alegria de viver, mas Deus vela por nós e deseja que completemos nossa tarefa de modo integral. Para isso ele nos dá também um alimento misterioso, divino.
 
Vejamos o Santo Evangelho deste domingo. Nele Jesus se nos apresenta como o verdadeiro maná, o verdadeiro que desceu do céu e fala de nossa necessidade de comê-lo. Não podemos nos antecipar e ver aí, a dimensão eucarística. Neste momento Jesus apenas está se referindo à necessidade de assimilarmos sua pessoa. Em sua globalidade, em aceitá-lo como dom do Pai. Colocar em prática o Evangelho é comer a Palavra vinda do Céu.

A segunda leitura, um trecho da Carta de Paulo aos Efésios, nos fala de afastarmos de nossa vida tudo que for “amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias” e, ao mesmo tempo, de incluirmos nela a compaixão, o perdão recíproco, a imitação de Deus. Ora, isso só será possível se estivermos alimentados pela Palavra de Deus, assimilada em um encontro com Ele, na oração, na reflexão, na meditação. Aí teremos força para enfrentar todas as contrariedades que a vida nos propor. Alimentados pelo Senhor, sempre transmitiremos segurança, paz, credibilidade e estaremos testemunhando o poder de Deus, que é soberano a qualquer mal. (CA)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CONHEÇA O CALENDÁRIO DO ANO DA FÉ

Cidade do Vaticano (RV) – “Reforçar os alicerces espirituais de todas as comunidades” – este é um dos auspícios do presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização para o Ano da Fé, que a Igreja Católica vai celebrar entre 11 de outubro próximo e 24 de novembro de 2013.

Em artigo publicado no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, o Arcebispo Dom Rino Fisichella defende que o evento deverá assinalar a “grandeza do crer” e mostrar ao mundo “os motivos” que estão por trás da fé em Cristo: “A fé deve ser repensada e vivida” e não pode se limitar a uma “monótona repetição de fórmulas ou celebrações”. Na base de toda a ação católica deve estar a convicção, a escolha consciente, “sustentada por um confronto com a verdade sobre a própria vida” – continua, concluindo que “saber explicar isso permite aos fiéis serem novos evangelizadores num mundo que se transforma”.

Idealizado pelo Papa Bento XVI para assinalar o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962-1965) e relançar o anúncio do Evangelho na sociedade contemporânea, o Ano da Fé é visto pela Igreja Católica como uma oportunidade de levar as pessoas a “encontrarem-se com a pessoa viva de Jesus Cristo que muda e transforma a vida”.

A primeira atividade associada ao Ano da Fé será uma edição da iniciativa “Pátio dos Gentios” em Assis, Itália, no dia 6 de outubro. Com tema “Deus, esse desconhecido”, o encontro entre crentes e não crentes antecipará a abertura oficial do Ano.

Na sequência, de 7 a 28 de outubro, haverá a Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos sobre “Nova evangelização para a transmissão da fé cristã”. No dia 11, Bento XVI presidirá a solene abertura do Ano da Fé na Praça São Pedro, ao lado dos participantes do Sínodo e dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.

Quinta, dia 12 de outubro, a Igreja de Jesus, no centro de Roma, vai hospedar uma sessão cultural e artística sobre “A fé de Dante”. Será apresentado o canto XXIV do Paraíso da Divina Comédia, que descreve a profissão de fé do poeta italiano.

Domingo 21 de outubro, Bento XVI canonizará seis mártires e testemunhas da fé: um missionário jesuíta mártir em Madagascar; um catequista leigo, martirizado nas Filipinas; um padre testemunha da fé na educação dos jovens; uma religiosa que testemunhou a fé no leprosário da ilha de Molokai; uma outra religiosa, espanhola; uma leiga indiana convertida à fé católica; e uma leiga da Baviera, testemunha do amor de Cristo no leito de sofrimento.

De 20 de dezembro até maio seguinte, haverá no Castelo Santo Ângelo uma exposição sobre o Ano da Fé. Em 2013, nos dias 25 e 26 de fevereiro, em Roma um congresso internacional debaterá o tema “São Cirilo e São Metódio entre os povos eslavos”.

Em 18 de maio, a vigília de Pentecostes será presidida pelo Papa com a participação dos Movimentos eclesiais. No dia 2 de junho, Corpo de Deus, o Papa presidirá a solene adoração eucarística e em todo o mundo, nesse mesmo dia, dioceses, paróquias e outras comunidades são convidadas a promover adorações. Em 22 de junho, um grande concerto na Praça de São Pedro vai celebrar o Ano da Fé.

Logo depois, a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro, prevê a participação do Papa. Dia 29 de setembro, Jornada dos Catequistas, Bento XVI recordará 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Em 13 de outubro de 2013, o Papa presidirá uma celebração em honra de Nossa Senhora, com a participação das associações marianas, e no dia 24 de novembro, está marcada a celebração conclusiva do Ano da Fé.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

REUNIÃO DO CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL

No próximo dia 10 de agosto de 2012, às 19h30min, acontecerá no salão da igreja matriz de Nossa Senhora da Consolação, mais uma reunião do Conselho Pastoral Paroquial (CPP), devem comparecer a essa reunião: Coordenadores de Conselho Pastoral Comunitário (CPC's), Coordenadores Paroquiais de Pastoral, Coordenadores Paroquiais de Movimentos (RCC, Apostolado, etc.), Coordenadora do CPP, Diáconos Permanentes, Vigário Paroquial e Pároco.

Bispo de Caicó (RN) transferido para Campina Grande (PB)

Castel Gandolfo (RV) - O Papa nomeou na manhã desta quarta, 08, um novo bispo para Campina Grande, no Estado da Paraíba: é Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, capuchinho, que conduzia a Diocese de Caicó.

Dom Manoel nasceu em 10 de julho de 1954 em Biritinga, Arquidiocese de Feira de Santana, no Estado da Bahia. Emitiu a profissão religiosa como Frade Menor em 1978 e foi ordenado sacerdote em 1980. Estudou filosofia em Nova Veneza (São Paulo) e teologia no Instituto da Universidade de São Salvador da Bahia. Formou-se também em Letras Clássicas na Universidade Católica de Salvador e Comunicação Social na Salesiana, em Roma.

No âmbito da Ordem dos Capuchinhos, foi formador, Ministro Provincial e Definidor Geral para a América Latina.

Era bispo de Caicó desde 5 de julho de 2006.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA

Brasília (RV) - Entre os dias 12 e 18 de agosto será realizada a Semana Nacional da Família 2012. O evento anual faz parte do calendário de praticamente todas as paróquias do Brasil. Para a ocasião, foi elaborado um subsídio que apresenta reflexão sobre o tema: “A Família: o trabalho e a festa”.

O subsídio foi construído com a participação de representantes da Comissão para a Vida e a Família, membros dos Regionais da CNBB e assessores especializados. “Vamos trabalhar o mesmo tema que foi aprofundado durante o 7º Encontro Mundial das Famílias com o Papa, em Milão” - disse o presidente da Comissão Episcopal Família e Vida da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e bispo de Camaçari (BA), Dom João Carlos Petrini.

Para ele, “o tema ajudará cada família a viver melhor a relação com o trabalho, sem ser absorvido e estraçalhado pelas necessidades e exigências do mundo do trabalho”.

A primeira Semana Nacional da Família foi realizada em 1992, e traz todos os anos um tema que defende os valores familiares e cristãos. “É um evento extraordinário que mobiliza a Pastoral Familiar, outros movimentos e grupos de família de todo Brasil” - afirma Dom João Carlos Petrini.

O subsídio começou a ser editado com a visita do Papa João Paulo II ao Brasil, em 1994 e passou a ser publicado anualmente. Atualmente está em sua 16ª edição, com uma tiragem de 200 mil exemplares. “Neste subsídio queremos auxiliar os encontros da Pastoral Familiar que acontecerão em todo o país, mas de uma maneira mais particular, na Semana Nacional da Família” - disse um dos assessores da Comissão para a Vida e a Família, Padre Wladimir Porreca.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 4 de agosto de 2012

AGOSTO: MÊS VOCACIONAL NA IGREJA

O mês de agosto na Igreja Católica Apostólica Romana presente no Brasil é marcado pela forte reflexão sobre a vocação (chamado) que o Senhor nos faz, a fim de sabermos qual é a nossa missão no mundo. O que se pode ser feito para sermos felizes e, melhor ainda, fazer as demais pessoas felizes e, consequentemente, um mundo melhor?

Certamente é necessário fazer silêncio para escutar a voz de Deus que pulsa em nós a cada dia e nos pede que sejamos pessoas melhores do que fomos ontem e assim sucessivamente. Mas como fazer silêncio?

O Papa Bento XVI, neste ano, devido o transcurso do Dia Mundial das Comunicações Sociais, ensinou que para haver realmente o diálogo autentico é necessário haver um movimento de silêncio e palavra, sem o silêncio, ensina o Santo Padre, não existe palavras densas de conteúdo.

Logicamente para responder ao chamado do Senhor, e ser uma resposta densa, forte, é necessário o silêncio para responder a um questionamento que volta e meia nos fazemos: Senhor, o que queres de mim? Para quê vim a este mundo? Por isso neste mês de agosto, a Igreja nos convida a cada domingo, uma proposta de reflexão, sobre qual é o chamado a que devo responder?

No primeiro domingo de agosto, somos convidados a mergulhar sobre o chamado ao sacerdócio, o ser padre, o ser pai de uma comunidade eclesial. Não é uma vocação fácil, até porque o século XXI traz muitos atrativos a maioria dos jovens e adultos e a resposta a esse chamado do Senhor, que é feito na calma, às vezes é perdido no barulho da sociedade: festas, foguetes, compras em demasia, o prazer pelo prazer (e depois o vazio entediante), porém o Senhor continua a chamar. Aqui, se faz um adendo, para agradecer aos padres seculares e religiosos pelo atendimento ao chamado do Senhor. Obrigado pela Eucaristia presidida e celebrada todos os dias. Obrigado pelos sacramentos administrados.

No segundo domingo, a Igreja convida à comunidade a refletirem sobre o papel paterno (somente dos pais, do sexo masculino), mas o papel paterno por excelência (pai e mãe) que são fundamentais no forjamento do cidadão de amanhã, portanto é de fundamental importância que o homem e a mulher, chamado por Deus à paternidade e, também, à maternidade, coloquem a mão na consciência e lembrem sempre sobre o papel basilar da formação do homem e da mulher para um futuro impulsionador e responsável da administração das gerações futuras. Não se pode brincar de ser pai ou mãe. Não se pode brincar de ter família! O mundo pode até ter ser um grande parque de diversões, mas mesmo os parques de diversões, tem seus limites para evitar os acidentes.

No terceiro domingo do mês de agosto, tradicionalmente, é dedicado àqueles que disseram o seu sim a Deus, através da consagração de sua vida, através dos votos evangélicos: obediência, castidade e pobreza. Aos religiosos e religiosas, muitas das vezes esquecidos na Igreja, o agradecimento pela resposta ao chamado de Deus em suas vidas! Se a Igreja, hoje, é o que é, é devido ao trabalho realizado por esses homens e mulheres no decursos dos séculos, através do cuidado da educação das crianças e jovens, do cuidado com os doentes no hospitais, no atendimento religioso em diversas partes do mundo.

E no último domingo, e não menos importante, a vocação dos leigos na Igreja, sobretudo, na catequese das crianças e adultos, que ensinam o amor a Deus e ao próximo. Se a Igreja no Brasil é atuante nas diversas formas de ser Igreja é graças ao sim cotidiano de homens e mulheres, que trabalham o dia inteiro (nas profissões) e que à noite ou nos finais de semana se doam ao próximo através da catequese ou nos diversos trabalhos pastorais existentes na Igreja.

Enfim, o mês de agosto é o mês do SIM. Sim advindo do silêncio e, posteriormente da resposta a Deus através do gesto concreto.

Texto de autoria: Gustavo Carvalho Lins

REFLEXÃO PARA O 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Cidade do Vaticano (RV) - Quando, no deserto, o povo judeu começou a sentir fome e sede, pôs-se a lamentar-se, lembrando o passado recente, no Egito, quando, apesar da escravidão, estava sempre bem alimentado com muito pão e muita panela cheia de carne.

Deus os ouviu e como Pai providente, saciou-os com maná e codornas. Afinal fora Ele quem providenciara a libertação do senhorio egípcio, do mesmo modo que havia, séculos atrás, providenciado a ida e a ascensão de José, filho de Jacó, ao posto de vice-rei daquela terra dos faraós.

Agora, ao ouvir este novo clamor de seu querido povo, o Senhor fez coincidir as migrações daqueles pássaros com a fome dos judeus, como também fez coincidir o gotejamento de um arbusto típico do deserto sinaítico com a passagem do mesmo povo. Portanto, as aves e os pingos açucarados, ou seja, o maná, atividade normal da natureza naquele período, foram vistos e acolhidos pelos judeus como milagre.

Deus não respondeu ao povo com recriminações e castigos, mas ao contrário, dando alimento em abundância.

Por outro lado, Deus, como pedagogo, trabalhou o ponto frágil do povo que era a confiança em Sua Providência. Os israelitas deviam, a cada dia, esperar o alimento das mãos de Deus. As aves deveriam ser abatidas; não era possível criá-las e o maná, por sua vez, não podia ser armazenado, pois se estragava. A cada dia dispunha de alimento físico e também espiritual, isto é alimentar-se de fé na Providência.

No Evangelho, Jesus proporcionou ao povo alimento em abundância. Apenas viu frustrado seu objetivo, quando alimentou o povo com peixes e pão. O Senhor desejava, com esse sinal, mostrar o valor da partilha de todos os bens, isto é, alimentá-los com o dom de serem generosos, de partilharem seus bens, mas o povo queria apenas o alimento perecível.

Jesus, então, alertou o povo dizendo: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará.” O Senhor sabe que os alimentos comuns - comida, viagens, estudos - nada nos satisfaz, mas apenas Sua Palavra, que é Palavra de Vida. “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, não terá mais fome; e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

A segunda leitura se refere à nossa inconstância, apesar do compromisso radical feito no Batismo. Deveremos diariamente, possibilitar o crescimento do homem novo, renovando nossa fé em Jesus, buscando o alimento que não perece, confiando sempre em sua Providência.

Se algo nos falta ou aos nossos irmãos, saibamos que de há muito Deus providenciou, mas alguém o subtraiu, não partilhando. A carência material de alguns denuncia a pobreza espiritual de outros.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Concluído livro do Papa sobre infância de Jesus: Cardeal Bertone cogita nova encíclica

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI concluiu o livro sobre a infância de Jesus: foi o que anunciou o Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, nesta quarta-feira, em Valle d'Aosta – noroeste da Itália –, onde está transcorrendo um período de repouso.

E na manhã desta quinta-feira a Sala de Imprensa da Santa Sé precisou que agora "estão sendo feitas as traduções para as diversas línguas, a partir do texto original escrito em alemão". O purpurado falou também sobre uma nova Carta encíclica.

Portanto, o Papa concluiu o seu terceiro volume sobre Jesus de Nazaré, dedicado aos Evangelhos da infância: segundo o Cardeal Bertone é um grande presente para o Ano da Fé, que se iniciará em outubro próximo. Leremos o livro com grande expectativa e muito gosto – afirmou.

Por sua vez, a Sala de Imprensa da Santa Sé faz votos de que a publicação do livro "se dê simultaneamente nas línguas de maior difusão", bem sabendo que para isso será necessário "um côngruo espaço de tempo para uma tradução precisa de um texto importante e esperado".

Ademais, talvez tenhamos uma nova encíclica – acrescentou o Cardeal Bertone –, a quarta do Pontificado após a Deus caritas est de 2005, a Spe salvi de 2007, e a Caritas in veritate de 2009.

À margem de uma missa celebrada na igreja paroquial da localidade de Introd, no Valle d'Aosta, o Secretário de Estado vaticano disse, inda, que nesse período de repouso está revendo documentos, anotações e problemas que precisam ser colocados em ordem, naturalmente sempre em contato com Roma, quer com os seus colaboradores, quer com o Papa.

Na homilia, recordando a memória litúrgica de Santo Eusébio de Vercelli – celebrada neste 2 de agosto –, destacou a obra de evangelização feita pelo bispo, que "não ficou em sua casa". "Para levar o Evangelho e a salvação de Cristo a todos os lugares, enfrentou viagens duríssimas, perigos, incompreensões e perseguições dos inimigos".

"Quando se fala em 'nova evangelização' – observou o Cardeal Bertone – devemos saber reconhecer nessa expressão toda a confiança que Deus deposita em nós hoje, no querer-nos anunciadores do Evangelho no meio de nosso povo, tanto quanto os primeiros discípulos entre os pagãos de seu tempo.

"Em todo âmbito social: no trabalho, no matrimônio e na família, como em todos os grupos de amigos e de engajamento social, cada um é realmente imprescindível para uma ramificação do testemunho de fé", exortou o purpurado.

Nesse contexto, "então compreendemos a grande importância do anúncio feito por Bento XVI de proclamar o Ano da Fé, que terá início em outubro próximo, à distância de 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II."

"Será um ano importante, basta pensar na necessidade do nosso tempo de servir à causa do homem" que, segundo Bento XVI, sem Deus "não sabe para onde ir e nem mesmo consegue compreender que ele é".

"Conscientes da nossa dignidade de colaboradores ou de agentes de uma 'nova evangelização', devemos cultivar uma grande paixão por Deus, em primeiro lugar."

"Mas devemos também esforçar-nos de muitos modos para descobrirmos novamente, mediante uma formação realmente cristã, os muitos tesouros da nossa cultura e da fé que muitos perderam de vista e que, por isso mesmo, se tornaram quase irreconhecíveis" – concluiu o Cardeal Bertone. (RL)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

DUQUE DE CAXIAS (RJ) TEM NOVO BISPO

Castel Gandolfo (RV) – Esta quarta-feira, 1° de agosto, o Santo Padre nomeou o novo Bispo de Duque de Caxias (RJ). Trata-se de Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, transferindo-o da Diocese de Divinópolis (MG).

Dom Tarcísio nasceu em fevereiro de 1954 e foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. Incardinado na Arquidiocese de Niterói (RJ), ele desempenhou inúmeros cargos. Em fevereiro de 2009, foi nomeado Bispo de Divinópolis.

Fonte: Site da Rádio Vaticano